Novidades

08 SET
Curiosidades das placas de carros pelo mundo

Curiosidades das placas de carros pelo mundo

Os países da União Europeia seguem um padrão semelhante de placas (Audi/Divulgação)

As placas de carros são quase tão antigas quanto o próprio automóvel. O primeiro registro de controle dos veículos é da França, em 1893. No entanto, até hoje não há uma padronização entre os países, que contam com diferentes legislações locais ou regionais.

Isso provoca uma série de situações inusitadas, como motorista tomando multa por conta de um erro no computador ou placas proibidas. A seguir elencamos algumas dessas curiosidades sobre placas mundo afora:

De papel

A placa temporária geralmente é de papel e tem prazo curto de utilização (DMV/Divulgação)

Alguns países, como Argentina e Canadá, permitem o uso de placas temporárias. Elas podem até ser impressas em papel e servem, principalmente, para identificar um veículo novo que ainda não foi emplacado.

Só na traseira

O visual do carro fica até interessante sem placa dianteira, mas a polícia não gosta muito… (Divulgação/Buick)

Em 19 estados dos EUA não é obrigatório colocar uma placa na frente do carro. Alguns consumidores defendem essa característica, alegando que a licença frontal atrapalha o design do veículo.

Em contrapartida, nesses mesmos lugares é proibido estacionar de ré em locais públicos com vagas perpendiculares, pois isso dificulta a leitura (muitas vezes automática) das placas pelas autoridades policiais.

Quem não tem placa na dianteira, ao entrar em um estado que requer ambas, é obrigado a carrega-la e instalar antes de cruzar a fronteira. Ou seja, há multa para quem esquece, além da bronca dos state troopers.

Escondida

Se você olhar atentamente, verá que tem uma placa no para-choque desse Camaro… (Divulgação/Chevrolet)

Os Estados Unidos também permitem o uso de placas promocionais em comerciais publicitários. Apesar de conter letras e números como outras licenças convencionais, essas placas são pintadas na cor da carroceria para desaparecer nas imagens oficiais.

Proibidonas

Ao contrário da GAY-2424, a série com final 0024 não só existe como equipa um Willys cor de rosa (Reprodução/Internet)

Em diversos países algumas sequências ou letras específicas são proibidas, na maioria das vezes por questões culturais. No Brasil, por exemplo, a placa GAY-2424 está proibida. Outras séries (sequências númericas) com as letras GAY, no entanto, são usadas.

Sem placa

Outro engraçadinho pediu uma placa XXXXX e ganhou, por tabela, um monte de multas… (Reprodução/Internet)

Muitos países permitem aos seus cidadãos escolher uma placa em especial, desde que respeitando as leis locais. Em 1979 o americano Robert Barbour preencheu os documentos para solicitar uma sequência específica.

Ele deveria indicar três opções (caso as primeiras já estivessem em uso), então colocou SAILING e BOATING, por ser um entusiasta de barcos. Como Barbour não tinha uma terceira opção, colocou NO PLATE (sem placa, em inglês) no último campo, pois, caso as duas primeiras alternativas já estivessem em uso, ele aceitaria qualquer sequência aleatória.

O problema é que o órgão de trânsito local atendeu o pedido literalmente: como as primeiras opções, de fato, já eram usadas, deram ao homem a placa NO PLATE. O problema é que, sempre que um policial ou radar autuasse um carro que estivesse sem placa ou com caracteres ilegíveis, era colocada a informação “sem placa” no campo destinado aos números e letras. Resultado: em poucos meses Robert recebeu mais de 2.500 multas!

O governo pediu para que Barbour trocasse a placa de seu carro, mas ele se recusou. Em vez disso, passou a recorrer de todas as multas, individualmente. Em determinado momento o Estado se cansou da burocracia que ele próprio causou e instruiu os agentes a escrever NONE (nada) nas autuações de carros sem placa. A sequência N-O-N-E, naturalmente, foi proibida de ser usada por lá.

Tudo igual

Leia mais

" data-medium-file="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=infoew=300" data-large-file="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=infoew=650" data-restrict="false" class="size-full wp-image-8681" src="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=infoestrip=info" border="0" alt="18º Encontro Paulista de Autos Antigos" width="940" height="530" data-portal-copyright="ETC Comunicação" data-image-caption="A placa preta, além de atestar a originalidade do carro, isenta o veículo de pagar o licenciamento" data-image-title="" srcset="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg 940w, https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=info 150w, https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=info 300w, https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=info 768w, https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/10/130604-lindoia-08.jpeg?quality=70estrip=info 650w" sizes="(max-width: 940px) 100vw, 940px" />

A placa preta, além de atestar a originalidade do carro, isenta o veículo de pagar o licenciamento (ETC Comunicação)

No Brasil há diferentes tipos de placas, e algumas vezes elas podem mudar de cor. Isso ocorre quando um táxi deixa de ser usado ou um carro de coleção ganha o direito de usar a placa preta.

Nestes casos o veículo é emplacado novamente, mas a sequência de letras e números não sofre alteração.

Copiado

Caso o seu carro seja clonado, a justiça lhe dá o direito de trocar sua placa (Click 101/Internet)

No Brasil cada placa é vinculada a um único carro por toda sua vida, e a sequência não é mais utilizada mesmo se o veículo em questão for destruído.

A lei só permite mudanças na sequência da placa em duas situações: por ordem judicial ou quando o carro é clonado.

Na frequência

Para leigos, é só um monte de letras e números. Mas esse é o “RG” dos radioamadores (Hampden County Radio Association/Internet)

Nos Estados Unidos é possível a radioamadores colocarem seus indicativos de chamada (código único de identificação) na placa de seus carros.

Além de permitir aos entusiastas que se encontrem e conversem entre si, isso facilita a comunicação de serviços de emergência em tragédias: bombeiros e policiais localizam rapidamente radioamadores e podem solicitar sua ajuda para divulgar informações importantes em uma determinada região.

Sem escapatória

Além de prejudicar a aerodinâmica, a placa dianteira em nada combina com as motos… (Yamaha/Divulgação)

Outros países, como China e Índia, exigem que motos e triciclos também usem placas frontais. Apesar de já ter sido usada a prática solução de posicionar a licença no sentido longitudinal e sobre o para-lama dianteiro, nesses países a placa é colocada transversalmente, geralmente abaixo dos faróis.

Além de atrapalhar a aerodinâmica, isso pode atrapalhar o motociclista em lugares estreitos, pois em motos menores não é raro que a placa fique mais larga do que o próprio veículo.

Chapéu de burro

Se ver um carro com placa amarela e letras vermelhas em Ohio, nos EUA, melhor tomar cuidado redobrado (Reprodução/Internet)

No estado de Ohio, nos Estados Unidos, motoristas flagrados dirigindo embriagados possuem direito de conduzir um carro restringido. Além disso, eles obrigatoriamente devem colocar uma placa especial em seu veículo, para revelar o passado de seu condutor a outros motoristas.

L de amor

Na Inglaterra, o “L” é só para quem acabou de tirar a habilitação. Mas se você for da família real, pode pedir uma exceção (Divulgação/Aston Martin)

Na Inglaterra motoristas recém-habilitados devem carregar a letra L, de learning (aprendendo, em inglês), junto à placa traseira de seus carros. O príncipe William usou essa placa no carro em que conduziu a princesa Katie após o casamento real, mas com a intenção de fazer uma referência ao amor – ou Love, em inglês.

Só tem esperto

Dos filmes de espionagem direto para o tribunal (Reprodução/Youtube)

Táticas para burlar radares e policiais são usadas nas placas de diversos países. Uma das mais ousadas é a colocação de uma moldura em torno da licença com uma cortina elétrica, que é acionada sempre que o carro for passar por um radar, por exemplo.

Outra tática, dessa vez europeia, é pintar ou modificar os parafusos de fixação da placa para dificultar a leitura ou modificar o formato de um determinado caractere.

Amarelou

Branco na frente, amarelo atrás para não ofuscar os motoristas com o reflexo dos faróis (Montagem/Vauxhall/Divulgação)

No Reino Unido as placas traseiras são obrigatoriamente amarelas com letras pretas, enquanto as dianteiras usam fundo branco.

O objetivo é reduzir o ofuscamento de motoristas à noite (o amarelo reflete menos a luz dos faróis) e facilitar a leitura da sequência em situações de baixa luminosidade.

Primeirão

As últimas notícias indicavam que o pioneiro Ford Escort era mantido em bom estado de conservação (Blog do Flavio Gomes/Internet)

Em 1990 o Brasil adicionou mais um caractere à sequência de duas letras e quatro números usada até então. A mudança foi gradual e, até então, cada estado possuía um intervalo específico de séries para serem utilizadas. A primeira delas, AAA, foi destinada ao Paraná, que leiloou a primeira placa. O destino atual do Ford Escort 1.8 XR3 1990 que ganhou a AAA-0001, no entanto, é incerto.

Roubado

O comercial da Amarok não tinha nada de incomum, fora a placa do carro… (Divulgação/Volkswagen)

É comum que agências publicitárias, produtoras e fabricantes usem placas falsas em comerciais. Geralmente o objetivo é fazer uma referência à marca ou modelo (como os HAB da Honda ou PEU da Peugeot).

Mas, em 2014, um comercial da Volkswagen usou uma Amarok com a placa AMA-1234. A licença em questão era de um Fiat Uno 1991 que havia sido roubado.

A descoberta aconteceu por conta do aplicativo do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), acessível a qualquer pessoa. Detalhe: o Uno consta como roubado até hoje.

Duas placas verdes

As fabricantes colocam placas verdes em modelos que ainda não estão homologados (Silvio Gioia)

Leitor de QUATRO RODAS já deve ter reparado que a maioria dos carros flagrados em teste ostentam placas verdes. Não é coincidência: só fabricantes e oficinas podem usar essa licença. As placas verdes, à exceção, estão atreladas a uma pessoa ou empresa, não ao veículo.

O motivo, no caso das montadoras, é identificar um modelo que ainda está em desenvolvimento e não foi homologado (o que impede seu emplacamento convencional).

Já as oficinas usam o recurso para testar automóveis de clientes, colocando sua própria placa verde sobre a cinza do modelo. Em ambos os casos isso permite que qualquer multa vá direto para o “dono” da placa, e não do carro. Pelo mesmo motivo, não é obrigatório que ela seja lacrada no veículo.

Quebrando as leis

Os veículos diplomáticos só podem usar as placas azuis enquanto estão a serviço dos órgãos governamentais (Divulgação/Internet)

Antigamente as placas azuis também eram usadas no Brasil pelas fábricas de carro, mas agora são exclusivas de órgãos governamentais, brasileiros e internacionais.

Além de identificar a propriedade do veículo (que pode ser de um consulado ou embaixada, por exempl0), essa placa isenta o veículo das obrigatoriedades locais. A representação da Alemanha, por exemplo, pode importar um Mercedes Classe E 2014 a diesel para o Brasil sem qualquer impedimento.

No entanto, o veículo precisa estar identificado e usado exclusivamente por funcionários da embaixada ou consulado.

Para os entusiastas isso abre uma brecha para carros raros, pois após um período mínimo legal (que varia, mas geralmente é de dois anos) os veículos podem ser vendidos para pessoas comuns e receber a placa cinza convencional.

Emprego sem salário

Se você não se comportar no Estados Unidos, pode ganhar um emprego na fábrica de placas (Reprodução/Youtube)

Nos Estados Unidos (entre outros países) algumas prisões têm uma fábrica de placas dentro de suas instalações. Nelas, prisioneiros ajudam na produção das licenças em troca da redução de suas penas.

Por isso, em algumas regiões, “fazer placas” é sinônimo de ir para o xilindró.

Proibido escolher

A primeira letra “M” identifica a cidade de emplacamento do veículo – Munique, no caso deste BMW M3 (BMW/Divulgação)

O padrão da Alemanha começa por duas ou três letras representando a cidade (ex: WOB é a abreviatura de Wolfsburg, M é de Munique e IN é de Ingolstadt). As demais letras e numerais costumam ser escolhidas pelo condutor, mas algumas siglas não são permitidas. São os casos de SS (que identificava os altos dirigentes do partido nazista) e KZ (abreviação de “campo de concentração” no idioma alemão).

Sai, zica!

Os dois primeiros números das placas irlandesas se referem ao ano de emplacamento (Mazda/Divulgação)

A Irlanda segue o padrão da União Europeia, porém com algumas diferenças. Os dois primeiros números se referem ao ano de emplacamento e as letras seguintes (que podem ser uma ou duas) identificam o município em que o veículo está registrado.

Por fim, a sequência de um a seis dígitos segue a ordem de registro realizada naquele munícipio.

A superstição, no entanto, interferiu de forma curiosa em 2013. Naquele ano, os órgãos de fiscalização do trânsito substituíram o número “13” por “131” apenas para evitar a associação com o número tido por muitos como sinônimo de azar.

Super carro?

Australianos puderam escolher seus heróis preferidos para personalizar suas placas (reprodução/Internet)

Fãs de super-heróis puderam dar um toque especial em seus carros na Austrália. Uma campanha promocional realizada em 2011 permitia personalizar placas com imagens de cinco personagens do mundo dos quadrinhos: Batman, Mulher-Maravilha, Supergirl, The Flash ou Lanterna Verde.

Bastava desembolsar aproximadamente US$ 200 e sair desfilando por aí.

Exclusividade

Balwinder Sahani pagou 8 milhões de euros para ter uma placa apenas com o numeral 5 (reprodução/Internet)

Alguns milionários não medem esforços para se destacarem na multidão. No ano passado, Balwinder Sahani, um indiano residente em Dubai desembolsou 8 milhões de euros para adquirir uma placa contendo apenas o numeral 5.

Feliz, o empresário disse que colocaria seu novo “mimo” em um de seus Rolls-Royce.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 JUL

Seguro do carro está caro? Veja 11 dicas para deixá-lo mais em conta

O seguro está caro demais? Veja o que pode barateá-lo (Minuto Seguros/Divulgação)Fazer seguro é uma despesa necessária, mas que requer pesquisa e análise.Afinal, com tantas ofertas de companhias, planos, coberturas e serviços, é preciso avaliar bem o que representa custo a mais para o seu bolso. E ver se o contrato tem a ver com o seu perfil de uso.“Tem coisas que estão sob o controle do segurado. É ele quem tem de analisar se a cobertura que a seguradora oferece faz sentido para... Leia mais
15 JUL

Longa Duração: VW ignora filtro de ar do motor nas revisões do Virtus

Virtus: 50.000km sem substituição do filtro de ar. Risco à durabilidade do motor (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)Diferentemente de todas as marcas com revisões com preço programado – e do que ela própria fazia até pouco tempo atrás –, a Volkswagen retirou o filtro de ar do motor da lista de itens com troca obrigatória e o colocou numa nova: a de itens de desgaste. Para a marca, o maior benefício é a possibilidade de divulgar um custo menor da manutenção de seus carros.  Mas,... Leia mais
14 JUL

Emily Hartridge, youtuber da Inglaterra, morre aos 35 anos em acidente de patinete elétrico

A estrela do YouTube e apresentadora de TV britânica Emily Hartridge, conhecida por seus vídeos sobre exercícios físicos e vida saudável, morreu nesta sexta-feira (12), aos 35 anos, em um acidente de patinete elétrico, informou a imprensa local. Segundo jornais como "The Guardian" e "Independent", ela foi a primeira vítima fatal de uma ocorrência envolvendo esse tipo de veículo no país. O dela colidiu com um caminhão em Londres. No Reino Unido, é ilegal circular de... Leia mais
12 JUL

Ford EcoSport sem estepe patina em vendas, enche estoque e já tem desconto

Retirada do estepe deixou o carro 17,3 cm mais curto (Divulgação/Ford)Uma das maiores críticas ao atual Ford EcoSport sempre foi a adoção do controverso estepe pendurado à tampa do porta-malas.Utilizada geralmente por utilitários 4×4 tradicionais, a solução foi incorporada ao SUV compacto como uma espécie de subterfúgio estilístico, a fim de ressaltar uma característica aventureira que o veículo, em si, jamais possuiu.Embora tenha sido um dos motivos do sucesso do EcoSport no... Leia mais
12 JUL

Fiat faz recall de quase 140 mil veículos por 'airbags mortais'

A Fiat convocou nesta sexta-feira (12) um recall de 138.116 veículos por uma falha nos airbags. Estão envolvidos na chamada os modelos Palio, Uno, Grand Siena, Doblò e Doblò Cargo, produzidos entre 2013 e 2014. O reparo é gratuito. Veja abaixo os chassis: Os modelos passarão por verificação, e, se necessário, troca do módulo do airbag do lado do motorista e/ou do passageiro. Segundo a Fiat, há "possibilidade de degradação do deflagrador do airbag devido à... Leia mais
12 JUL

Volvo S60 entra em pré-venda no Brasil a partir de R$ 195.950

A Volvo abriu nesta sexta-feira (12) a pré-venda do sedã S60 no Brasil. Serão quatro versões, com três motorizações diferentes. Os preços começam em R$ 195.950, e as entregas serão feitas a partir de agosto. Veja todos os valores abaixo: S60 T4 Momentum – R$ 195.950S60 T5 Inscription – R$ 229.950S60 T8 R-Design – R$ 269.950S60 T8 Polestar – preço ainda não foi informado Todas as versões chegam importadas dos Estados Unidos, e contam com motor 2.0 de 4 cilindros... Leia mais