Versão esportivada da Saveiro tem o mesmo motor 1.6 MSI das demais opções (Volkswagen/Divulgação) Scoville é o nome da escala criada para medir o grau de ardência dos tipos de pimenta. Esta classificação obviamente não foi pensada para avaliar o desempenho dos automóveis, mas se fossemos inserir a Saveiro Pepper nesta lista, a picape não se sairia tão bem assim. Isso porque a linha Pepper (ou Pimenta, em inglês) não é tão apimentada como gostaríamos que fosse. Assim como o Fox Pepper (lançado em 2015, um ano após sua apresentação na forma de carro-conceito durante o Salão do Automóvel de 2014), a proposta esportiva da Saveiro se limita ao visual. Faixa preta na tampa da caçamba é um dos itens visuais da Saveiro Pepper (Volkswagen/Divulgação) Externamente, a faixa preta na parte inferior da tampa da caçamba e as capas dos espelhos retrovisores em cores contrastantes (pretas se a carroceria for pintada na cor vermelha e vermelha se a cor externa for preta, prata ou branca) e um friso vermelho no melhor “estilo Golf GTI” identificam a Pepper. Picape é oferecida em quatro opções de cores: preta, prata, branca e vermelha (Volkswagen/Divulgação) O belo interior tem molduras vermelhas em volta das saídas de ar condicionado, mesma tonalidade presente nas costuras em volta do aro do volante e nos bancos – que trazem o nome da versão bordado nos encostos. Um aplique horizontal imitando fibra de carbono dá o toque final. Interior da Pepper tem detalhes vermelhos por toda parte (Volkswagen/Divulgação) Há quem goste e quem odeie a Saveiro Pepper. Na minha opinião, a receita caiu muito bem na picape, um carro bastante apreciado pelos jovens. Melhor ainda seria se a motorização acompanhasse a esportividade sugerida no visual. Em vez de aplicar o motor 1.6 16V MSI presente na Saveiro Cross, a Volkswagen escolheu o velho motor 1.6 MSI de oito válvulas (que gera até 104 cv se abastecido com etanol), que equipa a Saveiro desde 2009, quando a atual geração da picape estreou nas ruas. Posição de dirigir é um dos sinais da idade do projeto (Volkswagen/Divulgação) O desempenho não é ruim, mas poderia ser muito melhor se os alemães tivessem optado pela motorização mais moderna. O veterano motor de 1,6 litro funciona de forma áspera nas acelerações e é bastante ruidoso acima dos 100 km/h. Outras características entregam a defasagem de um projeto com oito anos de idade: a posição de dirigir e a ergonomia interna – ambas aceitáveis no começo dos anos 2010, mas ruins atualmente. Nome da versão aparece bordado nos encostos dos bancos (Volkswagen/Divulgação) Em contrapartida, há uma rara preocupação com os detalhes neste segmento. Um bom exemplo é o sistema de abertura e fechamento da tampa da caçamba. Até hoje, a Saveiro é a única picape à venda no Brasil (entre todas as categorias) equipada com um amortecedor que impede a queda brusca da tampa após sua abertura. Dá para abri-la parcialmente e fechá-la de forma suave, sem recorrer à força excessiva. Costuras vermelhas foram aplicadas no aro do volante e na coifa do câmbio (Volkswagen/Divulgação) A Saveiro Pepper é oferecida nas carrocerias de cabine estendida (R$ 67.810) e dupla (R$ 71.090). Neste segundo caso, aliás, a VW dispensou a terceira porta adotada na sua concorrente (e criadora do segmento de picapes leves com cabine dupla) Fiat Strada. Pintura vermelha nos espelhos retrovisores só não é aplicada se a carroceria for preta (Volkswagen/Divulgação) Quem viaja atrás sente os efeitos desta decisão na pele – ou melhor, na cabeça, já que pessoas mais altas sentem dificuldades para entrar e sair do banco traseiro. A posição excessivamente alta do assento de trás é outro ponto ruim, deixando pouco espaço para a cabeça mesmo com o ressalto no teto projetado para tentar amenizar o aperto. Dados informados pela VW indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e velocidade máxima de 174 km/h para a versão cabine estendida abastecida com etanol – se o combustível for gasolina, os números caem para 11 segundos e 172 km/h. Molduras vermelhas são exclusivas da versão Pepper (Volkswagen/Divulgação) Já a Pepper Cabine Dupla precisa de 10,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h e atinge a velocidade máxima de 172 km/h com etanol no tanque – as mesmas provas são cumpridas em 11,2 segundos e 170 km/h, respectivamente, se a escolha for pela gasolina. O bom pacote de itens de série é baseado na versão Highline e inclui ar-condicionado, direção hidráulica, volante multifuncional, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, retrovisores com ajustes elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas, vidros e travas elétricas, faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro e capota marítima. Tampa da caçamba tem amortecimento – item único entre todas as picapes vendidas no país (Volkswagen/Divulgação) A lista de opcionais inclui teto preto (R$ 1.400) e dois tipos de central multimídia: a Composition Touch custa R$ 1.590 e a Discover Media sai por R$ 2.690. Ambas são associadas à câmera de ré. Se o cliente optar pela cor Prata Sirius (única opção metálica, diga-se) será preciso desembolsar mais R$ 1.448. Sua principal (e única) concorrente direta é a Fiat Strada Adventure, que custa R$ 68.620 na versão Cabine Estendida e R$ 75.710 na opção de Cabine Dupla. Embora seja mais defasado do que a Saveiro, o modelo da Fiat oferece a transmissão automatizada Dualogic por R$ 4.630 extras, saltando a conta final para R$ 80.340. Assim como na versão Cross, acesso ao banco de trás é ruim na Pepper Cabine Dupla (Marco de Bari) Se fosse mais barata, a Saveiro Pepper certamente se tornaria uma opção mais atraente aos olhos de quem procura uma picape leve estilosa – ajudando a VW a até ultrapassar a líder Strada, como fez em julho deste ano.
Fonte:
Quatro Rodas
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Impressões ao Dirigir: Volkswagen Saveiro Pepper
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