Intermediária, a versão Zen deve responder por 60% das vendas (Christian Castanho/Quatro Rodas) O Renault Kwid passou sem alarde pelo Salão de São Paulo, em novembro de 2016, onde foi apresentado como o conceito Outsider. Seu brilho foi ofuscado por atrações mais vistosas como Captur, Koleos, Sandero RS e Twizy, além da atriz Marina Ruy Barbosa, garota-propaganda da Renault. Bastou, porém, a fábrica divulgar os preços do Kwid, mostrado já em versão definitiva no Salão de Buenos Aires, em junho de 2017, para que ele se tornasse o assunto do momento. O Kwid tem preços a partir de R$ 29.990, na versão básica, Life, chegando a R$ 39.990, na topo de linha, Intense, já com todos os opcionais. Mini-Duster: rodas aro 14, para-lamas com extensores de plástico preto e grade vertical (Christian Castanho/Quatro Rodas) Além do preço atraente, durante a campanha de pré-venda na internet, a Renault ofereceu ainda outras facilidades, como dois anos adicionais de garantia, totalizando cinco, para quem financiar o veículo pelo Banco Renault e a possibilidade de reservar uma unidade do carro com um sinal de apenas R$ 1.000 parcelados em até três vezes em cartão de crédito. Segundo pesquisas da Renault, o preço foi apontado por 47% dos consumidores entrevistados como a principal razão de compra do Kwid, seguido de perto por outro atributo racional, o consumo, com 46% das preferências. Para conferir se todo esse interesse do público é justificado, levamos um para um teste completo em nossa pista. O Kwid tem uma silhueta típica de SUV (Christian Castanho/Quatro Rodas) O Kwid é o primeiro Renault desenvolvido sobre a plataforma modular CMF-A, da aliança Renault-Nissan. Ele estreou em maio de 2015, na Índia, e agora ganha uma versão brasileira. Segundo a marca, para ser lançado aqui, foi inteiramente refeito, por conta principalmente das nossas leis de segurança, que, embora mais brandas que as americanas e europeias, são mais severas que as indianas. A empresa diz que 80% das peças do nosso Kwid foram desenvolvidas especificamente para ele. Do indiano, restou basicamente a plataforma, garante Manuel Tavares, chefe de produto da marca. Segundo ele, a estrutura do carro recebeu 30% de aços reforçados – sem especificar o tipo de aço utilizado. Na balança, nosso Kwid ficou 120 kg mais pesado, com um total de apenas 786 kg. Vão livre de 18 cm aproxima o Kwid dos SUVs de maior porte (Christian Castanho/Quatro Rodas) Mas esse acréscimo de peso não pode ser creditado somente à estrutura. Nessa conta entram outros componentes, como peças de isolamento acústico e equipamentos de série, a exemplo dos quatro airbags que estão presentes desde a versão de entrada. Geometria OFF-ROAD Além dos airbags, a versão básica Life do Kwid sai de fábrica com freios ABS (obrigatório), indicador de troca de marchas, Isofix, abertura interna do porta-malas, banco traseiro rebatível, desembaçador traseiro, tomada 12V, preparação para rádio e indicador de modo de condução (um visor que, por meio da variação de cores – verde, amarelo e vermelho -, sinaliza como o motorista está dirigindo, com vistas à economia de combustível). Mas nas versões mais equipadas há faróis de neblina, trio elétrico e central multimídia com câmera de ré e GPS. Em todas as configurações, porém, impera o princípio do “justo e necessário”, conforme afirma Tavares para explicar alguns pontos em que houve economia de componentes e materiais, como o limpador de para-brisa único e a fixação da roda com apenas três parafusos. A fábrica economizou usando apenas uma palheta no limpador de para-brisa (Christian Castanho/Quatro Rodas) As rodas são fixadas com apenas três parafusos (Christian Castanho/Quatro Rodas) Segundo Tavares, optar por essas soluções não comprometeu a segurança do carro e permitiu que se investisse o dinheiro economizado em outros aspectos do carro. No que diz respeito ao estilo, o Kwid não sofreu alterações. Batizado nos anúncios de “o SUV dos compactos”, ele tem as formas típicas dos utilitários e, graças a itens como rodas aro 14, para-lamas com extensores de plástico preto e grade vertical ele ficou parecendo um mini-Duster. Sensores de ré são itens acessórios (Christian Castanho/Quatro Rodas) A altura externa é mais baixa que a dos rivais. Ele mede 147 cm de altura, enquanto o Up! tem 150 cm. Mas sua geometria off-road faz frente a muitos SUVs de boa família. Seu ângulo de entrada de 24o é maior que o de modelos como o Nissan Kicks (20o) e o Jeep Renegade Sport (21o). E o ângulo de saída de 40o supera Renault Duster (35o) e Hyundai Creta (28o). O vão livre de 18 cm chega perto de SUVs como Ford EcoSport (19 cm) e Suzuki Vitara (18,5 cm). 18,5 KM/L NA ESTRADA Baseada na campanha de pré-venda, a Renault diz que a versão mais vendida será a intermediária, Zen (mostrada aqui), que custa R$ 34.990 e traz direção elétrica, ar-condicionado e travas e vidros dianteiros elétricos, além dos recursos presentes na Life – e o único opcional na Zen é o rádio com USB e Bluetooth por R$ 400. A estimativa é de que essa versão represente 60% das vendas, restando 30% para a Intense e 10% para a Life. Além dos equipamentos, a diferença para as demais versões está nos padrões dos revestimentos. O acabamento de painel e laterais das portas é sempre de plástico duro, sendo que a versão Intense se diferencia apenas nos detalhes em preto brilhante no painel. A direção elétrica tem uma empunhadura ergonômica e é leve e precisa (Christian Castanho/Quatro Rodas) O espaço interno até que é interessante. Com o banco do motorista ajustado para alguém de 1,70 metro, outra de mesmo tamanho consegue se acomodar confortavelmente no banco traseiro. Atrás há entradas isofix, presente em todas as versões (Christian Castanho/Quatro Rodas) E o porta-malas tem capacidade para 290 litros, o que é bom para um carro com as dimensões do Kwid. O banco do motorista carece de maior apoio para as pernas. Porta-malas tem capacidade de transportar até 290 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas) Se o assento fosse maior no comprimento ou tivesse ajuste de altura, seria mais fácil encontrar a melhor posição de dirigir. Em compensação, a direção (com assistência elétrica a partir da versão intermediária) tem uma empunhadura ergonômica e comportamento irrepreensível. Leve e precisa, a direção foi o que mais nos agradou ao dirigir o Kwid. A suspensão é competente para enfrentar os buracos nossos de cada dia. E os freios atuam com eficiência. Na cabine sobra espaço para guardar objetos (Christian Castanho/Quatro Rodas) Na pista, vindo a 80 km/h, o Kwid percorreu 28,9 metros até parar. Nas provas de desempenho, não houve surpresas: o Kwid foi de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos e retomou de 60 a 100 km/h em 14,3 segundos. No trânsito de São Paulo, mesmo com o ar-condicionado, não sentimos falta de mais potência. E, na estrada, o Kwid se mostrou valente para seu 1.0 de três cilindros, 12 V, com 70/66 cv. É o mesmo do Sandero, mas sem comando de válvulas variável, para redução de custo, o que o faz perder 12/13 cv. No consumo, o Kwid fez 14,7 km/l na cidade, o que lhe valeu um terceiro lugar no nosso ranking de testes (só perde para Up! TSI e Argo 1.0 GSR), e 18,5 km/l na estrada. Farol e pisca ficam sob a mesma lente (Christian Castanho/Quatro Rodas) Diante do sucesso da estreia, a Renault pode se sentir tentada a aumentar o preço do Kwid. A história está cheia de exemplos nesse sentido. Segundo fontes da empresa, porém, isso não deve ocorrer pelo menos até outubro. Afinal, com um aumento, o Kwid correria o risco de perder justamente sua maior qualidade. LIFE – R$ 29.990: tem rodas de aço com calotas e maçanetas pretas, mas vem equipada com quatro airbags, sistema Isofix no banco traseiro, indicador de troca de marchas e de modo de condução e predisposição para rádio, entre os itens de série. INTENSE – R$ 39.990: a versão top completa traz espelhos elétricos, faróis de neblina, central multimídia com câmera de ré e GPS, rodas de liga, abertura elétrica do porta-malas e detalhes de acabamento externo (cromados na grade) e interno (preto brilhante no painel).
Fonte:
Quatro Rodas
As outras versões
Teste de pista (com gasolina)
Ficha técnica
Teste: Renault Kwid 1.0 Zen, valor agregado
Mais Novidades
Lotus Evija, hiperesportivo elétrico de 2.000 cavalos, é o carro de rua mais potente do mundo
A Lotus entrou com tudo na onda da eletrificação com o Evija (pronuncia-se "Eviya"), hiperesportivo elétrico que chega em 2020 como o carro de rua mais potente do mundo: são 2.000 cavalos de potência. Sua produção será limitada a 130 unidades. O preço de cada uma? 1,7 milhão de libras (ou R$ 8 milhões em conversão direta). O modelo é feito sobre um chassi monocoque de fibra de carbono construído de forma idêntica a um carro da Fórmula 1, e tem peso total de 1.680...
Leia mais
17 JUL
VÍDEO: conheça o novo Volkswagen Jetta GLI em detalhes
O Volkswagen Jetta GLI já veio à garagem da QUATRO RODAS e até enfrentou o Golf GTI pelo título de melhor esportivo da marca. E agora você poderá conhecer o sedã em detalhes!Confira o vídeo que fizemos com o modelo, que vem equipado com motor 2.0 turbo com 230 cv de potência e acelerou de zero a 100 km/h em 6,9 segundos na nossa pista de testes.Para quem assiste pelo celular, há uma opção vertical feita para facilitar a visualização na tela. Você prefere os vídeos no formato...
Leia mais
17 JUL
Longa Duração: Renault Kwid chega à reta final com avalanche de queixas
Kwid: quanto mais o tempo passa, mais barulho ele faz (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)Muitos carros de entrada já passaram pelo Longa Duração. Só na história recente, tivemos Ford Ka (das gerações atual e anterior), Uno, Mobi, Onix, Up!, só para citar alguns exemplos.Poucos deles chegaram à reta final acompanhados de tantas queixas quanto o Kwid.Logo de cara, quando estreou em nossa frota, em março de 2018, uma avalanche de queixas: barulho e vibração exagerados em função da...
Leia mais
17 JUL
Impressões: Porsche Cayenne Coupé é um SUV vestindo roupa de 911
Ficou intrigado com o título desta reportagem? Calma, porque não estamos falando de uma soma de 2+2 ou 50+50. Se o Porsche Cayenne Coupé fosse o número 100, pelo menos 80 partes de seu todo seriam formadas pelo que já conhecemos da nova geração do Cayenne. Mas há ali uma boa dose de cupê, inspirada no mais icônico de todos os modelos da marca de luxo alemã. Cayenne Coupé tem colunas mais inclinadas e teto mais baixo (Divulgação/Porsche)Quem diz isso não somos nós, mas sim o...
Leia mais
Venda de veículos financiados sobe 9% no 1º semestre
As vendas de veículos financiados tiveram alta de 9% no 1º semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 2,87 milhões de novos e usados. As informações são da B3, que opera a base integrada de dados que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos oferecidos como garantia em operações de crédito. Os usados responderam por 63% das vendas: 1,81 milhão de unidades, um crescimento de 8,7% sobre janeiro a junho de 2018. Na mesma...
Leia mais
Proibidos em SP, mototaxistas de app colombiano podem ser multados
A Prefeitura de São Paulo classificou como “clandestina” a atuação do aplicativo colombiano de mototáxi, que desembarcou neste mês na capital paulista. A Secretaria de Mobilidade e Transportes informou que pode multar os pilotos que forem flagrados prestando o serviço. O “Picap – motos particulares” nasceu na Colômbia em 2016 e ficou conhecido por lá como "o Uber das motocicletas", já que oferece o serviço remunerado de carona na garupa de motos, com preços mais...
Leia mais