Novidades

31 JUL
Teste: os altos e baixos do Toyota Corolla GLi Upper 1.8

Teste: os altos e baixos do Toyota Corolla GLi Upper 1.8

Parece um Corolla como outro qualquer, mas este tem motor 1.8 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Toyota Corolla é um fenômeno. Registrou média mensal de 4.850 unidades emplacadas no primeiro semestre, ficando com a sétima posição entre os carros mais vendidos do Brasil. Isso, com preços que variam entre R$ 91.990 e R$ 116.990.

Ou seja: o Corolla custa o dobro de um Etios Sedan, mas vende o dobro do irmão menor.

Para entender o por quê de tanto sucesso, escalamos a versão GLi Upper, a mais acessível para o público. Explica-se: existe ainda o Corolla GLi, de R$ 69.990, destinado a frotistas e vendas com isenção de impostos para pessoas com deficiência (saiba mais aqui) por aproximadamente R$ 54.655.

Há uma lógica na escolha: por ter menos equipamentos, o Corolla GLI Upper deixaria os predicados do sedã mais evidentes, certo?

As rodas de liga leve aro 16? são as mesmas usadas nas versões mais caras até a linha 2017 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Pode ser. Mas o Upper tem bons atributos. Sai da fábrica de Indaiatuba (SP) com ar-condicionado manual, direção eletrohidráulica, rodas de 16 pol, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, sistema de som com USB e Bluetooth, vidros e retrovisores elétricos, volante multifuncional e bancos de couro.

A partir da linha 2018, passou a contar com controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e 7 airbags. Além disso, os faróis têm luz de posição de LED, mas não há faróis de neblina.

Para custar R$ 22.000 a menos, o outro GLi abre mão de alguns equipamentos. Troca as rodas de liga leve pelas de aço com calotas, perde o couro nos bancos, banco traseiro bipartido, sistema de som, volante multifuncional e a tomada USB.

Mas isso não justifica a redução de preço – a Toyota possivelmente corta um naco de sua margem de lucro mesmo.

Interior tem aspecto triste, com volante simples e rádio pouco intuitivo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Na verdade, é o GLi Upper quem não consegue justificar um valor tão mais caro entregando tão pouco em troca. Falta refinamento para um carro de quase R$ 92 mil.

Embora tente convencer do contrário com a superfície do painel e os paineis de porta dianteiros emborrachados e o ambiente interno com detalhes e bancos em tom claro de cinza, o Corolla Upper empolga tão pouco quanto um sedã compacto premium.

Bem, um Chevrolet Cobalt ou Honda City têm preço ao redor dos R$ 70 mil pedidos no GLi.

Basta olhar mais atentamente para ver que o Corolla Upper não tem qualquer detalhe cromado nas saídas de ar, não tem espelho no parassol do motorista e que seu volante multifunção só tem comandos de um lado.

Como o GLi tem quadro de instrumentos mais simples, com computador de bordo menos sofisticado que o das versões mais caras, é necessário apenas um botão para mudar as informações exibidas para o motorista.

Quadro de instrumentos é mais simples, com telinha de LCD para o computador de bordo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O rádio, com leitor de CD, USB e Bluetooth também é simples. E ainda bem que a Toyota manteve os comandos do som no volante, porque os botões do próprio rádio não são nada intuitivos.

Além disso, é quase impossível ler o que aparece em sua tela sob a luz do dia. Nos compactos premium encontra-se central multimídia ou um rádio mais digno.

Mas há contrapartidas. Uma delas é o espaço interno, bom tanto para os ocupantes dos bancos da frente como para os que sentam-se atrás. E ainda sobra excelentes 470 litros de capacidade no porta-malas.

O comportamento dinâmico também é irretocável. A Toyota deixou a suspensão de seu sedã favorito mais firme na linha 2018, o que diminuiu a rolagem da carroceria em curvas e trechos sinuosos.

Com volante e pedais também bem calibrados, este é o primeiro Corolla nacional que pode ser indicado para quem gosta de dirigir. Não tem distribuição de peso 50/50 como o Corolla AE86 da década de 80 (aquele usado por Takumi Fujiwara em Initial D (https://pt.wikipedia.org/wiki/Initial_D), mas é bom.

Menos é mais

Apenas os Corolla GLi mantém o motor 1.8 16V, que foi o principal motor do modelo de 1992, quando começou a ser importado para o Brasil, até 2010, quando o 2.0 16V roubou a cena por puro marketing.

A cultura do motor grande ainda existe no Brasil, mesmo em tempos de turbo e injeção direta.

Mesmo em segundo plano há sete anos, o motor 1.8 ainda tem bastante fôlego. São 144/139 cv a 6.000 rpm e torque máximo de 18,6 mkgf/17,7 mkgf a 4.800 rpm, bons números para um motor deste deslocamento.

Um dos principais predicados do Corolla é o espaço interno (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Corolla 1.8 é ágil e embala com vigor. E olha que o câmbio é CVT, o mesmo com simulação de sete marchas usado com o motor 2.0, mas sem modo “Sport”.

Nem precisa dele… Na pista de testes o 1.8 confirmou o que já se esperava: chega aos 100 km/h mais rápido que o 2.0!

Corolla XEi 2.0 CVT Corolla GLi 1.8 CVT
Aceleração de 0 a 100 km/h 10,6 s 10,3 s
Aceleração de 0 a 1.000 m 31,9 s – 166,5 km/h 31,6 s – 167,4 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h (em D) 4,29 s 4,44 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em D) 5,66 s 5,75 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em D) 7,3 s 7,4 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 16,8 / 28,9 / 66,9 m 17 / 28,8 / 66,6 m
Consumo urbano 10,9 km/l 11,1 km/l
Consumo rodoviário 14,6 km 14,7 km/l
Ruído interno (neutro / RPM máximo) 34,7 / 74 dBA 34,6 / 75,8 dBA
Rotação do motor a 100 km/h em 5ª marcha 1.900 rpm 2.000 rpm
Volante 3,3 voltas 3,3 voltas

O motor 2.0 gera 154 cv/143 cv a 5.800 rpm e torque máximo de 20,7 mkgf/19,4 mkgf a 4.000 rpm. É o torque maior que joga a seu favor nas retomadas, sensivelmente mais rápidas.

Mas a vantagem sobre o 1.8 é tão pequena quanto a diferença de consumo dos dois motores. Podemos falar em empate técnico.

Ou seja: o Corolla é um bom sedã que não precisa de motor 2.0.

Apesar das qualidades técnicas, o Corolla 1.8 GLi Upper não tem equipamentos que justifiquem os R$ 91.990 pedidos. Comprar uma versão com motor 2.0 é inevitável.

A versão seguinte, XEi 2.0 CVT, soma tudo aquilo que se espera de um sedã médio: ar-condicionado digital (uma zona), partida por botão, retrovisor interno fotocrômico, controle de velocidade de cruzeiro, faróis de neblina dianteiros, sensor crespuscular, computador de bordo com tela TFT colorida, sistema multimídia com tela de 7 polegadas, DVD, GPS, TV digital e câmera de ré.

Mas custa R$ 103.990. Mesmo assim, responde por metade das vendas do Corolla. O GLi Upper responde por 20%, por exemplo.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 MAR

Rival do Uber nos EUA, Lyft espera levantar US$ 2 bilhões com abertura de capital

A Lyft, empresa concorrente do Uber no mercado de transporte por aplicativo, espera captar até US$ 2 bilhões com a listagem de ações em Nova York, informou nesta segunda-feira (18) a companhia. O anúncio veio enquanto a empresa está iniciando uma série de apresentações a investidores. O Uber também se prepara para abrir capital nos próximos meses, mas ainda não divulgou a expectativa de captação com a venda das ações. Sediada em São Francisco, a Lyft disse em um... Leia mais
18 MAR

Porsche reativa produção do 911 GT2 RS só para atender quatro brasileiros

Flagra do navio Grande America afundando na costa da França (Reprodução/Internet)Quer saber se você é um cliente especial para a fabricante de seu carro? Pergunte pra eles o que fariam se o veículo fosse danificado irreversivelmente durante o transporte e ele já não fosse mais fabricado.Para a maioria das pessoas comuns a empresa vai acionar sua seguradora e te dar um reembolso — e, no máximo, um bônus pela dor de cabeça.O 911 GTS usa o motor do Turbo S, mas com mudanças para... Leia mais
18 MAR

Impressões: VW T-Cross aposta em turbo e espaço para compensar o atraso

Na versão Highline, T-Cross tem grade preta com frisos e detalhes cromados (Pedro Danthas/Quatro Rodas)Demorou, mas a VW finalmente está lançando aqui seu primeiro SUV compacto, feito no Brasil.O pioneiro no segmento é o Ford EcoSport, em 2003. De lá para cá, surgiram Honda HR-V, Hyundai Creta, Jeep Renegade e Nissan Kicks, citando só os mais vendidos. Agora, a VW quer recuperar o tempo perdido: “Nosso objetivo é ficar em primeiro ou segundo lugar no segmento”, diz o CEO da VW,... Leia mais
18 MAR

Autodefesa: donos reclamam de ruídos na caixa de direção do Toyota Corolla

Emerson da Silva: “Além dos ruídos, batidas na direção” (Chico Cerchiaro/Quatro Rodas)Proprietário de Toyota sabe que é difícil carros da marca apresentarem defeitos crônicos, especialmente o Corolla. Mas nem o sedã escapou de ser alvo de uma reclamação recorrente: ruído característico da caixa de direção quando se trafega em piso irregular, comum aos modelos fabricados entre 2008 e 2014.O técnico em comunicações Wallace Palhares, do Rio de Janeiro (RJ), conta que tudo... Leia mais
18 MAR

Top Ten: Chevrolet é suíça? Marcas de carro com dupla nacionalidade

A nacionalidade de uma fabricante automotiva está sempre vinculada ao país onde ela foi criada, e onde possui sua sede. Entretanto, muitas marcas de carro têm como fundador uma pessoa que vem de fora daquela nação.Com vocês, dez companhias automobilísticas de dupla nacionalidade:PaganiHoracio Pagani (Reprodução/Internet)O nome Horacio Pagani está associado ao Zonda, um dos superesportivos mais velozes do planeta, que é produzido em San Cesario sul Panaro, na província de Modena –... Leia mais
18 MAR

Nissan nomeia Guy Rodríguez como novo presidente do conselho para a América Latina

A Nissan nomeou Guy Rodríguez como seu novo presidente do conselho para a América Latina, sucedendo José Luis Valls, que passa a presidente do conselho da Nissan na América do Norte. O executivo assumirá o novo posto no dia 1º de abril, no México, e seu substituto ainda não foi revelado. Segundo a Nissan, Rodríguez teve grande participação no crescimento da participação de mercado da marca e assumirá as operações de manufatura, engenharia, design, vendas, marketing,... Leia mais