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19 JAN
Ex-dirigente da Volkswagen volta a dizer que não sabia sobre 'dieselgate'

Ex-dirigente da Volkswagen volta a dizer que não sabia sobre 'dieselgate'

O ex-presidente de Volkswagen, Martin Winterkorn, descartou nesta quinta-feira (19) as acusações de acobertamento, ao depor ante uma comissão parlamentar alemã, e afirmou que nunca soube nada sobre manipulação dos motores a diesel do grupo até o escândalo ter vindo à tona em setembro de 2015.

As pessoas ficaram furiosas, eu também"
Martin Winterkorn, ao negar que soubesse do uso de dispositivo fraudulento pela Volkswagen

O ex-dirigente, de 69 anos, que se gabava de conhecer "cada parafuso" de seus veículos, desmentiu saber da manipulação durante o verão de 2015, como suspeitam as autoridades americanas.

"Não é o caso", insistiu em sua declaração preliminar, acompanhado por 2 advogados. "Ainda busco respostas", afirmou. "As pessoas ficaram furiosas, eu também."

Winterkorn renunciou ao cargo dias depois de a fraude ser denunciada pela Agência de Proteção Ambiental americana. Na época, ele já tinha negado saber do uso do programa de computador que burlava o resultado de testes de emissão de poluentes em motores a diesel.

A versão do ex-presidente da Volkswagen sobre os fatos é "de uma importância particular", afirmou em um comunicado Herbert Behrens do partido de esquerda Die Linke, presidente da comissão de investigação criada em julho passado.

Trata-se, segundo Behrens, de estabelecer em que momento "o diretório da VW na Alemanha foi informado" sobre a manipulação de 11 milhões de seus veículos no mundo.

Confissão ao FBI
As autoridades americanas, que acabam se assinar com a Volkswagen um acordo de US$ 4,3 bilhões para encerrar o processo penal do caso, além dos US$ 17,5 bilhões em indenizações, acusam claramente a antiga direção da fabricante desde a recente acusação por fraude de Olivier Schmidt, um dos executivos do grupo.

Segundo a confissão de Schmidt ao FBI, a direção da VW foi informada sobre a manipulação em meados de 2015, mas decidiu não falar nada.

"Em vez de reconhecer a existência do programa para manipular [os resultados] às autoridades americanas, a direção executiva da VW autorizou que continuasse sendo encoberta", afirmou o Departamento de Justiça, sem citar o nome dos responsáveis.

A Volkswagen aceitou declarar-se culpada por "conspiração" e "obstrução da justiça" por ter destruído documentos para encobrir sua atuação às autoridades dos EUA, mas o acordo final de 86 páginas, consultado pela AFP, não esclarece as responsabilidades dentro do grupo.

Este tema é crucial na Alemanha, onde o Ministério Público de Brunswick recebeu mais de 1.400 queixas de acionistas que se estimam prejudicados pela comunicação tardia do grupo, e pedem mais de 8 bilhões de euros por perdas e danos.

Sobre este ponto, a linha de defesa do grupo não mudou em mais de um ano: segundo a Volkswagen, a diretoria foi informada "no final de agosto, início de setembro" de 2015.

Reunidos durante várias horas, os deputados vão ouvir também Matthias Wissmann, ex-ministro de Transporte que é agora o presidente da Federação da Indústria Automotiva (VDA), assim como três dirigentes das marcas Volkswagen, Audi e Opel.

A comissão parlamentar já interrogou em dezembro o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, que afirma que não sabia nada antes da revelação pública do escândalo. Quer também interrogar a chanceler Angela Merkel no dia 8 de março.

Fonte: G1

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