Novidades

02 SET
BMW S 1000 XR: primeiras impressões

BMW S 1000 XR: primeiras impressões

A BMW criou a S 1000 XR para tentar unir o melhor dos dois mundos da marca. Conhecida principalmente por suas grandes aventureiras, como a R 1200 GS, a montadora obteve também muito sucesso no segmento esportivo, com a S 1000 RR, que, por sua vez, deu origem para a naked S 1000 R.

Utilizando esta mesma base com motor de 4 cilindros de 999 cc, a empresa apostou em uma crossover, a S 1000 XR, um estilo que vem ganhando muito espaço entre as motos.

Como nos SUVs, a ideia é trazer a robustez e conforto de um modelo aventureiro, com suspensões mais altas, mas a esportividade de uma moto destinada ao asfalto.

Como essa receita na mão, e a experiência da empresa com a linha GS, a marca pegou a naked S 1000 R e mudou as suspensões, ergonomia e o visual.

Mas será a S 1000 XR uma boa opção entre as crossovers? Na disputa estão também a mais radical Multistrada 1200, que tem motor de 2 cilindros, e a Kawasaki Versys 1000, que também aposta em um motor de 4 cilindros.

Motor de esportiva
Por sua proposta mais estradeira, a S 1000 XR recebeu novo ajuste no motor. Enquanto na S 1000 RR ele rende 199 cavalos de potência, na S 1000 XR são 160 cavalos – mesmo número de S 1000 R.

A ideia foi deixar o motor mais linear e favorecer o torque, o que tem bem mais a ver com a finalidade de uso da S 1000 XR.

Com os mapas de potência disponíveis, nos modos Rain, Road e Dynamic, é possível deixar a moto mais “tranquila” para rodar na cidade, utilizá-la de modo divertido na estrada e ainda deixar a esportividade aflorar. Isso fica bem notável pelo alto ronco do motor.

O único incômodo fica por conta de uma certa vibração em altos giros do motor percebida, principalmente, pelas mãos do motociclista. A S 1000 XR não esconde a sua alma esportiva vinda da S 1000 RR e, se você esquecer o visual da moto e o posicionamento do piloto, pode realmente achar que está em um moto “sport”.

As acelerações são brutais e ganham a ajuda do sistema “quick-shifter”, que deixa o motociclista trocar de marcha, quando se está acelerando, sem o uso da embreagem. O dispositivo é interessante e as trocas são bem concisas e rápidas.

Várias motos em uma
Não é só o motor que tem seu comportamento alterado: o usuário ainda pode ajustar as ações do freio ABS, controle de tração e até mesmo a suspensão, que é eletrônica. Assim, a S 1000 XR pode ser várias motos em uma só.

As suspensões conseguem oferecer conforto, mesmo em pisos esburacados, mas com a rigidez necessária para mergulhar nas curvas com estabilidade, como uma esportiva. As trocas de direção são bem rápidas e é possível esquecer se tratar de uma moto de quase 230 kg.

Tanto o ABS como o controle de tração passam a sensação de muita segurança na pilotagem. E, como é possível ajustá-los, o motociclista escolhe se os quer mais ativos ou não.

Mas tudo depende do intuito: se preferir relaxar e curtir a viagem, a moto oferece um posicionamento confortável para o motociclista, com o guidão alto e pedaleiras em posicionamento que não deixam as pernas demasiadamente flexionadas.

Ao contrário da naked S 1000 R, que não tem praticamente proteção alguma, a S 1000 XR oferece uma alta bolha, com regulagens, e também tem auxílio das carenagens laterais para aumentar o conforto do motociclista.

O protetor de mão também ajuda nisso, além de dar o visual aventureiro, que é o que busca esse segmento. Com o banco em dois níveis e mais esportivo, o conforto para os garupas está longe de ser como da linha GS, mas também não compromete.

Não tem 'medo' de terra, mas...
A proposta da moto não é de ser uma aventureira, ou seja, a terra não é o seu forte. Mas, ao contrário de uma naked ou uma esportiva, a S 1000 XR não tem 'medo' da terra. Se for preciso encarar trechos de terra durante uma viagem, não haverá problemas, desde que o motociclista tenha bom senso.

Além disso, as rodas são de 17 polegadas e não não capazes de transpor obstáculos mais difíceis como uma 19 ou 21 polegadas.

Conclusão
A S 1000 XR possui um comportamento quase impecável, tirando as vibrações mencionadas, e atinge o seu objetivo de ser uma estradeira de primeira, com o conforto de uma aventureira. O preço não é exatamente atraente, mas entrega um pacote bem completo para o segmento, além do motor mais potente.

Fonte: G1

Mais Novidades

27 JUN

Bateria de carro da Tesla pegou fogo duas vezes após acidente fatal nos EUA

A bateria de um Model S, da Tesla, que se envolveu em um acidente fatal em 8 de maio na Flórida, Estados Unidos, pegou fogo mais duas vezes depois que bombeiros apagaram as chamas do veículo elétrico, afirmou em relatório preliminar sobre o incidente o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês). O documento afirma que o veículo estava viajando a quase 190 km/h segundos antes de colidir com um poste de iluminação. O Corpo de Bombeiros de Fort... Leia mais
27 JUN

Honda Civic Si: primeiras impressões

A cada nova “encarnação”, o Civic Si muda um bocado. A primeira que foi vendida no Brasil, até 2011, foi cultuada por oferecer a praticidade da carroceria sedã, mas com um motor 2.0 aspirado “girador” de 192 cavalos. Na seguinte, vendida entre 2014 e o ano passado, as novidades foram a carroceria cupê e o motor 2.4, também aspirado, de 206 cv. Era do turbo Agora, o Si evolui mais do que nunca, trazendo uma série de elementos inéditos. Pena que o preço acompanhou o... Leia mais
26 JUN

JAC T40 CVT: o motor 1.6 mais potente do Brasil é de um chinês

teto envelopado de preto custa R$1.490 a mais (Christian Castanho/Quatro Rodas)Shenzhen era apenas uma vila de pescadores com 30.000 habitantes em 1980, quando se tornou a primeira zona econômica especial da China.Hoje a cidade é considerada o Vale do Silício do país e é lar de 12 milhões de pessoas. As coisas mudam muito rápido na China e isso reflete em seus produtos.O JAC T40 chegou no ano passado com motor 1.5 e câmbio manual. Um motor com pouca força em baixas rotações e um... Leia mais
26 JUN

Em reorganização global, Hyundai anuncia troca de presidente no Brasil

A montadora sul-coreana Hyundai anunciou a troca do comando na regional brasileira. A partir de 2 de julho, Eduardo Jin assume como novo presidente da Hyundai Motor Brasil, que tem fábrica em Piracicaba (SP). Jin substituirá William Lee, que será o responsável pelo escritório na América do Norte. Segundo a companhia, a mudança ocorre por conta de uma reorganização global que criou o escritório regional da América do Norte, localizado em Fountain Valley, Califórnia. A nova... Leia mais
26 JUN

Primeiras impressões: The Crew 2 quer conquistar todos os jogadores

O jogador poderá trocar entre diferentes tipos de veículos (Ubisoft/Divulgação)Versátil como um GTA, mas sem armas e impossível de matar até mesmo um animal. Essa é uma das propostas do The Crew 2, continuação do jogo de mundo aberto da Ubisoft que chega no dia 29 para computadores, Xbox One e PlayStation 4.QUATRO RODAS teve a oportunidade de ter um primeiro contato com o jogo completo, rodando em um computador e com um controle do videogame da Microsoft.No computador e no Xbox One X... Leia mais
26 JUN

Latin NCAP: como se saíram os compactos vendidos no Brasil

Com três estrelas no Latin NCAP, o Kwid se saiu melhor que a dupla Sandero e Logan (Latin NCAP/Divulgação)O Latin NCAP divulgou os resultados da dupla Sandero e Logan nos testes de colisão – ambos com apenas uma estrela para adultos.Com isso, os dois tiveram desempenho pior que do próprio Kwid, opção mais barata da marca, que conseguiu três estrelas na prova.Vale lembrar que os critérios de avaliação ficaram mais rígidos em 2016, quando a instituição incluiu testes de impacto... Leia mais