Novidades

21 SET
Investidores pedem R$ 30 bilhões a Volkswagen por escândalo 'dieselgate'

Investidores pedem R$ 30 bilhões a Volkswagen por escândalo 'dieselgate'

Um grupo de investidores pediu € 8,2 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) de indenização ao grupo Volkswagen, informou nesta quarta-feira (21) o tribunal de Brunswick, na Alemanha. Os processos são consequência do escândalo dos motores a diesel com software adulterado, que completou 1 ano no último dia 18.

No total, 1.400 denúncias foram apresentadas, a maioria de investidores privados, mas também estão incluídos investidores institucionais, que reclamam € 2 bilhões (R$ 7,2 bilhões), indica o comunicado do tribunal desta cidade da Baixa Saxônia, onde fica a sede da Volkswagen.

O escândalo explodiu em 18 de setembro de 2015, quando a montadora admitiu ter adulterado os motores para falsificar o nível de emissões poluentes. Desde então, as demandas não param de crescer pelo temor de prescrição do possível delito.

O grupo europeu, dono de 12 marcas (entre elas Audi, Porsche e Seat), admitiu ter instalado em 11 milhões de carros no mundo inteiro um software para que o nível de emissões parecesse inferior ao índice real durante os testes.

Processos pelo mundo
Nos Estados Unidos, a Volkswagen fez um acordo no valor de US$ 15 bilhões para encerrar os processos sobre o caso. A empresa vai recomprar veículos afetados e dar compensação de até US$ 10 mil aos proprietários.

No Brasil, apenas 17 mil unidades da picape Amarok estão envolvidas na fraude, mas a montadora diz que o dispositivo ilegal não está ativo nestas unidades. A filial brasileira entrou na Justiça contra um processo administrativo aberto pelo Procon-SP e contra a multa dada pelo Ibama. As duas penalidades somariam no máximo R$ 58 milhões.

Pedido de desculpas
Em junho, o novo presidente da Volkswagen, Matthias Müller, pediu desculpas aos acionistas do grupo pelo escândalo, que provocou uma severa crise na multinacional alemã, mas parece que não foi suficiente.

Ainda restam muitas incógnitas sobre a origem e as consequências da fraude em grande escala de motores a diesel. O grupo atribui a responsabilidade da fraude a um "pequeno grupo de pessoas", que teria agido sem o consentimento da direção.

Várias organizações de acionistas criticam o grupo por ter demorado a compreender a dimensão do escândalo e a informar os investidores, que perderam aproximadamente 40% do valor das ações no final do ano passado.

Também há polêmica sobre os salários e a competência dos dirigentes que estão há anos na empresa. Depois do 'dieselgate', a Volkswagen apresentou uma nova estratégia centrada nos carros elétricos e nas novas formas de mobilidade.

Em 2015, Volkswagen registrou perdas por primeira vez em 20 anos por causa de € 16 bilhões direcionados para enfrentar o 'dieselgate'.

 

Fonte: G1

Mais Novidades

07 OUT
Jeremy Clarkson: Bugatti Chiron, o impossível ocorreu de novo

Jeremy Clarkson: Bugatti Chiron, o impossível ocorreu de novo

Os 1.500 cv e 420 km/h do Chiron são uma afronta às leis da física (Divulgação/Bugatti) Vários anos atrás fiz uma análise do Bugatti Veyron que foi um tanto efusiva. Falei sobre a tremenda complexidade em fazer um carro estável e equilibrado andando a mais de 390 km/h e o quanto pilotar um veículo em tal velocidade pode ser perigoso e incômodo. Um vento de 390 km/h poderia derrubar todos os prédios de Nova York. E, no... Leia mais
06 OUT
Central multimídia pode distrair motorista por até 40 segundos

Central multimídia pode distrair motorista por até 40 segundos

A central multimídia Discover Pro (9,2 polegadas) responde a gestos das mãos (Volkswagen/Divulgação) Os sistemas de entretenimento facilitam nossa vida no meio da correria diária. Mas as centrais multimídia e navegadores por satélite (os populares GPS) trazem um perigoso inconveniente ao nosso cotidiano. Um estudo realizado pela AAA (o Automóvel Clube dos Estados Unidos) indica que os motoristas podem se distrair por até 40 segundos... Leia mais
06 OUT
Citroën C4 Lounge com câmbio manual sai de linha

Citroën C4 Lounge com câmbio manual sai de linha

Versão Origine era a única com câmbio manual de seis marchas (Leo Sposito/Quatro Rodas) Vivemos um momento ruim para quem gosta de carros com câmbio manual. De acordo com o iCarros, a Citroën deixou de oferecer no Brasil o C4 Lounge Origine, versão de entrada e única que combinava o motor 1.6 THP flex de 173 cv e o câmbio manual de seis marchas. Versão tinha painel mais simples e rádio usado desde 2007, quando o C4 Pallas... Leia mais
06 OUT
VW Golf R, o esportivo de 310 cv que não temos no Brasil

VW Golf R, o esportivo de 310 cv que não temos no Brasil

Motor 2.0 TSI é o mesmo do Golf GTI, mas com 90 cv a mais (Volkswagen/Divulgação) Dirigir um Golf GTI é um poderoso antídoto contra a abstinência de diversão. Mas existe uma receita ainda mais eficiente para eliminar o tédio ao volante. Procure por Golf R e você não se arrependerá. A versão mais potente da história do hatch roda na Europa desde 2009 e trouxe uma importante novidade com a reestilização realizada na linha Golf... Leia mais
06 OUT
Fiat reduz Mobi para R$ 29.990; outros modelos ficam mais caros

Fiat reduz Mobi para R$ 29.990; outros modelos ficam mais caros

Fiat reduz preço do Mobi Easy para R$ 29.990 (Fiat/Divulgação) A Fiat alterou boa parte dos preços de seus modelos. Mesmo despencando nas vendas no último mês, o Mobi teve aumento em quase todas as versões. Já o Argo segue com os mesmos preços. Única a não receber acréscimo no configurador da marca, a versão de entrada do Mobi segue por R$ 34.210, porém uma oferta no site da montadora oferece um desconto de R$ 4.220. Por R$... Leia mais
06 OUT
Teste: Renault Kwid, Jeep Renegade e Honda WR-V caem na trilha

Teste: Renault Kwid, Jeep Renegade e Honda WR-V caem na trilha

O Renegade é um SUV de verdade; já WR-V e Kwid só são chamados assim pelas montadoras (Christian Castanho/Quatro Rodas) Acreditar em propagandas é igual falar com estranhos: não é recomendável, mas muita gente faz. De olho na popularização dos utilitários esportivos, Honda e Renault resolveram vender seus últimos lançamentos (o monovolume WR-V e o hatchback compacto Kwid) como SUVs. As marcas se defendem citando a Portaria nº... Leia mais