Novidades

13 FEV
Ford suspende temporariamente contrato de 1,8 mil funcionários na BA

Ford suspende temporariamente contrato de 1,8 mil funcionários na BA

A Ford vai suspender temporariamente o contrato de 1.800 trabalhadores da fábrica de Camaçari, região metropolitana de Salvador. O grupo vai ficar afastado por cinco meses, a partir do dia 14 de março, por causa do fim do terceiro turno de trabalho na fábrica. De acordo o presidente do sindicato, Júlio Bonfim, a medida é para evitar demissões na montadora.

Esta é a primeira vez que esse sistema, chamado de 'layoff', é adotado em uma empresa no estado. Nesse período, os trabalhadores recebem parte dos salários pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e precisam frequentar cursos de requalificação profissional indicados pela própria empresa.

De acordo com Julio Bonfim, vão ser 600 trabalhadores por turno, dando um total de 1,8 mil. "Pode ser até menos do que isso, pois o Programa de Demissão Voluntária está aberto e alguns operários podem pedir para sair", diz o presidente em entrevista ao G1 neste sábado (13).

Em nota, a Ford disse que utiliza todas as ferramentas possíveis para tratar do excedente da força de trabalho decorrente do fechamento do turno da noite da unidade de Camaçari. Segundo o comunicado, a empresa está implementando a suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff) e irá manter o Programa de Demissão Voluntária. A Ford ainda informou que os detalhes sobre as ações serão comunicados posteriormente.

Inaugurada em outubro de 2001, a fábrica reúne a Ford e 23 parceiros, que fornecem sistemas para os veículos diretamente na linha de montagem. Nela são produzidos veículos como o Ka, nas versões hatch e sedan, um dos carros mais vendidos do Brasil, e o EcoSport.

Encerramento de turno
A fábrica anunciou em novembro de 2015 que iria encerrar a produção do turno da noite a partir de março deste ano. Na época, a empresa informou que a medida ocorreu "em função da significativa desaceleração do mercado automotivo e da decorrente queda no volume de produção" na unidade.

"A gente [sindicato] vem mantendo emprego porque é a única montadora que está ameaçando ter demissões. No final de 2015, a empresa anunciou a suspensão do terceiro turno e nós afirmamos que tinha como fazer isso sem demissões. Após reuniões, conseguimos fazer com que o Programa de Demissão Voluntária fosse aprovado e já tivemos 347 pessoas, de 10 mil trabalhadores, que pediram para sair", disse Julio Bonfim.

Segundo ele, as férias coletivas que foram dadas em fevereiro também foram para evitar demissões. Cerca de oito mil trabalhadores operacionais estão parados e só retornam em março deste ano. "Além disso, houve a discussão a respeito do layoff, na primeira sexta-feira de fevereiro, dia 5, quando sentamos e negociamos esse sistema, dando ao trabalhador o pagamento do valor líquido do salário dele, que vai receber do FAT uma parte e o restante da Ford", afirma Bonfim.

De acordo com o presidente do sindicato, o 'layoff' garante o salário do operário até agosto de 2016, quando pode ser renovado para até janeiro de 2017. Julio Bonfim ainda disse que, caso a economia não seja aquecida até esse período, o sindicato vai tentar estender o benefício por mais um ano.

"A Ford disse que não vai demitir ninguém. Esses trabalhadores que vão entrar em 'layoff' voltam, no máximo, em 2017. Ou, a partir desse período, vamos discutir de novo. Estamos criando mecanismos para garantir empregos por dois anos. O de 2016 está certo e, caso a economia não melhore, vamos lutar para garantir o ano de 2017", conclui Bonfim.

Fonte: G1

Mais Novidades

14 DEZ
Lançar um modelo só na versão mais cara também tem seus riscos

Lançar um modelo só na versão mais cara também tem seus riscos

Equinox estreou na versão topo de linha Premier (Christian Castanho/Quatro Rodas) Na vida, aprendemos desde cedo que devemos começar por baixo para evoluirmos com o tempo. Na indústria automobilística, porém, essa regra é desrespeitada. Cada vez mais modelos estreiam só na versão cara e, tempos depois, ganham configurações mais baratas. O Kicks é um bom exemplo. Chegou em julho de 2016 na versão top, SL, seis meses mais tarde, em... Leia mais
13 DEZ
Grandes Brasileiros: GT Malzoni

Grandes Brasileiros: GT Malzoni

Foram produzidas menos de 50 unidades no final dos anos 1970 (Christian Castanho/Quatro Rodas) Criar um carro faz parte do sonho de boa parte dos meninos. Mas, daí para a realidade, as chances são quase as mesmas de se tornar um super-herói. Já para o universitário Francisco “Kiko” Malzoni, que intercalava os estudos na faculdade de economia com modificações nos carros que dirigia, a empreitada não exigiria superpoderes. E... Leia mais
13 DEZ
Por que alguns carros só ligam com a embreagem pressionada?

Por que alguns carros só ligam com a embreagem pressionada?

Exigência de alguns carros não tem a ver com durabilidade do motor de partida (Divulgação/Honda) Em alguns carros não basta girar a chave para acordar o motor. O motorista precisa apertar a embreagem para então acionar a partida. Mas por que isso é necessário? Para descobrir a razão, perguntamos para Ford e Hyundai – ambas fabricantes que exigem o procedimento em seus carros equipados com câmbio manual. Não são as únicas,... Leia mais
13 DEZ
Guia de usados: Volkswagen CrossFox

Guia de usados: Volkswagen CrossFox

  No facelift de 2010, hatch perdeu quebra-mato e faróis de milha (Marco de Bari/Quatro Rodas) Idealizado como carro-conceito, o CrossFox foi uma das maiores atrações do Salão do Automóvel de 2004. A versão aventureira do Fox conquistou o público com uma suspensão 31 mm mais alta, rodas de 15 polegadas, pneus 206/60, faróis de milha, faróis de neblina, quebra-mato, estribos, barras no teto e o polêmico estepe pendurado na... Leia mais
13 DEZ
Dez veículos marcados pelo trabalho que exerceram

Dez veículos marcados pelo trabalho que exerceram

Dobradinha inglesa Ônibus de dois andares (Divulgação/Internet) Os ônibus de dois andares vermelhos são a cara de Londres. É fruto do trabalho duro do Routemaster, fabricado pela Associated Equipment Company (1954 a 1968). Sobreviveu nas ruas até 2012, ano em que a cidade sediou os Jogos Olímpicos. Alistamento militar Jeep Willys (Divulgação/Internet) O Jeep fez sua fama nas Força Armadas americanas na Segunda... Leia mais
13 DEZ
70% dos brasileiros não comparece aos recalls das marcas

70% dos brasileiros não comparece aos recalls das marcas

Maioria da população não comparece aos recalls (Divulgação/Audi) Sete em cada dez carros que circulam nas ruas não atendem aos recalls das montadoras. Como mais de 90% desses chamamentos são realizados para reparos em itens de segurança, significa que uma quantidade expressiva da frota roda com equipamentos suscetíveis a falhas. O dado é do Ministério da Justiça: o índice de adesões a convocações é de cerca de 28%. “O... Leia mais