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05 FEV
Motorista enfeita carro com objetos e brinquedos: 'É o Fusca da alegria'

Motorista enfeita carro com objetos e brinquedos: 'É o Fusca da alegria'

Com mais de 750 objetos, entre eles brinquedos antigos recuperados do lixo e grudados no “Fusca da Alegria”, o vendedor Reginaldo Xavier, de 48 anos, desperta nostalgia em Sorocaba (SP). Há mais de 10 anos na família, o velho carro que seria vendido para um pedreiro se tornou atração por onde passa e fonte de inspiração para o dono superar o desânimo deixado por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). (Veja o vídeo)

De acordo com o proprietário, o carro é minuciosamente personalizado com brinquedos e objetos curiosos que seriam descartados. Xavier conta que muitos desses artigos foram doados ou achados em meio ao lixo por amigos. “Mais da metade são de um depósito de reciclagem na cidade. As pessoas não sabem o valor de coisas interessantes que mandam para o lixo”, conta. Ele conta que o primeiro item que "instalou" no Fusca foi uma dentadura que ganhou de um vizinho.

Observando a reação das pessoas pelas ruas por onde passa, o proprietário encontrou o nome do xodó:  “Fusca da Alegria”. “As pessoas me dizem que todos deveriam ter uma atitude para que melhore o dia do próximo. No meu caso, além das crianças gostarem dos bonecos, deixo alguns ‘puxões de orelha’ em placas para os adultos. Desde combate a dengue até respeito no trânsito”, comenta.  Apesar de não ter o mesmo valor de um modelo lançamento do ano, tem gente que, além dele, quer o fusca na garagem.

Segundo o dono, não há preço que pague a estima pelo veículo. “A gente pega amor, mesmo sendo velhinho. Já vieram com muito dinheiro, mas não paga”, afirma. Além de fazer sucesso com os admiradores de carros, a atração é aprovada e utilizada em eventos dentro na família. O equipamento improvisado de som completa as festas com telemensagens em aniversários e publicidade para lojas de amigos.

Xavier comenta que iria colorir a avenida de carnaval em Sorocaba pela primeira vez, mas com o cancelamento das festividades na cidade, ele resolveu viajar para rever parentes. "Estava empolgado e, mesmo que não seja dessa vez, a gente colore as ruas do mesmo jeito sempre que saímos para passear", brinca.

A dona de casa Ana Paula Nascimento fez questão de estacionar para conferir de perto durante a entrevista ao G1. Para ela, a coleção traz recordações da infância. “A gente tem filhos e nos tornamos crianças quando vemos algo assim. É um filme que passa na cabeça”, comenta. Além disso, ela conta que já havia visto o carango pela cidade e estava à procura para mostrar para a filha."Ele passou por nós e tive que seguir até parar, só para minha filha tirar uma foto. Sempre viamos, não conseguíamos alcançar”.

Doença e superação
Após ficar um mês paralisado devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ele ficou deprimido com a situação que enfrentou debilitado. Mas o dono do "Fusca da Alegria" diz que começou a melhorar sua autoestima quando começou a personalizar o veículo. “Demorou para eu poder superar. Depois de eu resolver personalizar, tudo mudou.  Agora vou passear, ligo minhas músicas e parece que tudo de ruim passa", explica.

Satisfeito com os momentos promovidos pelo carro, ele tem planos para o futuro e pretende promover visitas para crianças que lutam contra doenças.“É incrível ver as criancinhas com os olhos brilhando com brinquedos que só os mais velhos conhecem, pois, parece que hoje em dia brincar na rua com carrinhos não existe, é só vídeo game e celular. Por que não fazer isso para aquelas que estão em hospitais?”, comenta.

Solidariedade
Um amigo de Xavier encontrou uma perna mecânica no lixo e ofereceu para o vendedor encontrar um lugarzinho para colocar no automóvel. 
Xavier "instalou" no Fusca e aproveitou para viajar, enquanto deixou o carro em uma oficina para reparos.

Foi quando um casal levou o automóvel da filha para arrumar na mesma oficina e pediu para o mecânico se poderia pegá-la para dar à filha deles, que tinha amputado o membro há pouco tempo.

Mesmo sem ver quem recebeu a prótese, Xavier autorizou a doação. “Não a vi, mas fiquei sabendo que não encaixou, porém, ela deu de entrada para pegar uma que deu certo. Foi uma situação que me trouxe muita satisfação em poder ajudar por meio do Fusca”, finaliza.

Fonte: G1

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