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30 NOV
Trabalhadores e sindicalistas entram em confronto em Caçapava, SP

Trabalhadores e sindicalistas entram em confronto em Caçapava, SP

Trabalhadores da Trimtec e Intertrim, do Grupo Antolin, e sindicalistas entraram em confronto na manhã desta segunda-feira (30), em Caçapava (SP). A briga generalizada teve início antes de uma assembleia para tentar pôr fim à greve por reajuste salarial que começou no último dia 12 na fornecedora do setor de autopeças. A greve acabou após a confusão.

Pelo menos 30 pessoas se envolveram na briga, alguns deles armados com pedaços de pau. Não havia informação sobre feridos até a publicação desta reportagem.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que apoia a mobilização, a confusão começou quando um microônibus com representantes do Sindicato dos Contramestres e dos Têxteis, identificados com camisetas da Força Sindical, foram ao local na manhã desta segunda para pôr fim à paralisação obrigando os trabalhadores a entrarem na unidade. O Sindicato dos Têxteis de Taubaté representa a categoria.

Ainda segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores não teriam concordado com a decisão de retomar o trabalho e teve início o confronto entre funcionários e sindicalistas.

O Sindicato dos Têxteis contesta a versão e informou que o confronto envolveu os funcionários e o Sindicato dos Metalúrgicos, que teriam tentado impedir o acesso dos funcionários ao trabalho. Segundo a entidade, uma comissão que representa os empregados havia aceitado a proposta de reajuste no último sábado (28) e o acordo previa a retomada da produção nesta segunda.

Além dos sindicalistas e funcionários, seguranças contratados pela empresa também teriam se envolvido na confusão.

A paralisação no Grupo Antolin, que produz revestimento para o teto de veículos, teria afetado a produção em montadoras da região, como a Volkswagen, em Taubaté, e a GM em São José, além da Toyota, no ABC.

Outro lado
A direção da empresafoi procurada na manhã desta segunda-feira para esclarecer a confusão, mas ninguém foi localizado. A planta emprega cerca de 700 funcionários.

A Força Sindical foi procurada, por meio da assessoria de imprensa, para comentar a ação, mas não retornou até a última atualização desta reportagem.

A Polícia Militar informou que foi acionada para conter a briga, mas que quando chegou ao local, a briga havia terminado. A corporação não soube informar o motivo do confronto. Ninguém foi preso.

Greve
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, depois do confronto houve uma assembleia que pôs fim ao impasse. Os trabalhadores aprovaram reajuste de 11% para salários até R$ 2,5 mil e pagamento de abono de R$ 1,4 mil. O vale alimentação foi reajustado em R$ 50. Os funcionários que estavam em greve terão ainda estabilidade nos empregos até março. Apenas metade dos dias parados terão que ser compensados, até o fim do ano.
 

 

 

 

Fonte: G1

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