Novidades

23 MAR
Apps de transporte aumentam emissões de poluentes em 69%, diz estudo

Apps de transporte aumentam emissões de poluentes em 69%, diz estudo

 (Reprodução/Internet)

Um estudo da Union of Concerned Scientists, entidade norte-americana de proteção ambiental sem fins lucrativo, revelou que as viagens feitas por aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Lyft, aumentam as emissões de poluentes em cerca de 69%.

Segundo a pesquisa, as grandes cidades sofrem o maior impacto, uma vez que as corridas vêm substituindo o transporte público, a caminhada e as bicicletas em curtas distâncias.

A entidade explica que as corridas por aplicativos são consideradas mais poluentes que as viagens de carros particulares, por contribuírem com o fenômeno chamado “deadheading” de motoristas, que é quando os veículos circulam mais tempo pela cidade sem passageiros.

Outro motivo é que as corridas de aplicativos teriam aumentado a circulação de veículos nas ruas, uma vez que não substituíram o uso do carro particular.

O estudo revela ainda que, se comparada a viagens em veículos pessoais, as corridas por apps emitem 47% mais carbono na atmosfera, porque passam mais tempo ligados e rodando.

A Union of Concerned Scientists acredita que a eletrificação da frota de veículos de aplicativos ou o incentivo de viagens em grupo reduziriam as emissões.

“Para que as viagens contribuam para melhores resultados climáticos e de congestionamento, as corridas devem ser compartilhadas e movidas a eletricidade, além de incentivar o transporte de massa, uso de bicicletas e caminhada”, diz o artigo da entidade.

Nos Estados Unidos, Lyft e Uber se comprometeram a colaborar com a redução de emissões implementando serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes, agendamento e emissão de bilhetes de transporte público integrados nos aplicativos.

Ainda assim, a maior parte das viagens solicitadas nesses aplicativos é feita em veículos movidos a combustão. Lyft e Uber até tentaram incentivar as corridas em grupo, mas os passageiros ainda relutam em aderir à modalidade.

A Uber disse ao site de tecnologia The Verge que pretende ajudar na solução “para lidar com as mudanças climáticas, trabalhando com as cidades para ajudar a criar um futuro de transporte com baixas emissões, investindo em produtos e advogando políticas que reduzam a posse de carros, promovam mais viagens compartilhadas e apoiem uma maior adoção de bicicletas, patinetes, veículos ecológicos e o uso de transporte público”.

Já um porta-voz da Lyft classificou o estudo como enganoso, dizendo que o relatório da Union of Concerned Scientists, “como muitos outros faz alegações enganosas sobre o compartilhamento de veículos. A Lyft incentiva as viagens compartilhadas e foi a primeira empresa a inserir informações de transporte público em seu aplicativo e, em 2019, fez uma das maiores implantações isoladas de veículos elétricos nos Estados Unidos. Estamos ansiosos para seguir o trabalho em parceria com cidades, para avançar no transporte compartilhado e sustentável”.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 JAN
Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Célia: passageiros perguntam sobre o cheiro estranho (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Quem tem ar-condicionado pode se dar ao luxo de deixar o mau cheiro do lado de fora do carro. Pena que a regra não esteja valendo para alguns donos de Jeep Compass, que enfrentam o constante odor de mofo mesmo em veículos novos. Proprietário de um Longitude 2016, o advogado Eduardo Donato, de Campina Grande (PB), percebia que algo não estava bem já... Leia mais
02 JAN
Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

– (Paulo Bitu/Quatro Rodas) Esta época do ano é propícia para viajar. E, para quem tem animal de estimação, fica a dúvida de como transportá-lo. Já pensou nas cadeirinhas dobráveis? Práticas e leves, elas quase não ocupam espaço quando estão fora de uso. No nosso teste, comparamos três marcas para cães de pequeno e médio portes. “Para a segurança de todos e até evitar multas, é recomendável levar o pet em cadeiras... Leia mais
02 JAN
Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Futuro Creta terá elementos do Intrado, carro-conceito de 2014 (Divulgação/Hyundai) As vendas do Creta seguem a pleno vapor e, para que continuem assim, a Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto. Mas já? Pensando bem, nem é tão cedo assim. É bom lembrar que o Creta – vendido em outros mercados como ix25 – foi lançado na Índia em 2014. Isso explica por que a Hyundai do Brasil, antes do lançamento aqui, negava... Leia mais
02 JAN
Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Fiat Weekend: após 20 anos de mercado deixará de ser produzida (Divulgação/Fiat) Arara-azul, onça-pintada e mico-leão-dourado são exemplos de animais em extinção no Brasil. Já na fauna automotiva, algumas espécies também correm o risco de sumir (ou até já sumiram) do mapa. E não estamos falando apenas de números de vendas, mas de modelos à disposição do consumidor. Dizimadas pelos SUVs, é cada vez mais raro avistar peruas... Leia mais
29 DEZ
Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto. Mas ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual. Você... Leia mais
29 DEZ
Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

– (Marco de Bari/Quatro Rodas) Era o auge da euforia da abertura do mercado aos importados quando surgiu o Kadett GSi, no fim de 1991, acrescentando uma importante vogal ao nome da versão GS, lançada em 1989. O fim da era do carburador, que abriu espaço para a injeção eletrônica no país, ofereceu um presente a mais para o consumidor brasileiro, o GSi conversível. O carro nasceu com um único concorrente nacional na mesma versão, o... Leia mais