Novidades

19 MAR
Hyundai HB20 e a dificuldade de vender as versões que mais dão dinheiro

Hyundai HB20 e a dificuldade de vender as versões que mais dão dinheiro

Nem motor 1.0 turbo é  alavancou as versões mais caras do HB20 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Hyundai HB20 foi renovado em setembro do ano passado e, apesar das melhorias – como maior entre-eixos, além de motor turbo com injeção direta e novos itens de segurança nas versões mais caras –, o comportamento de compra da clientela não mudou em 2020.

Isso significa que o hatch segue dependente das configurações mais baratas e menos lucrativas para a marca: como em janeiro de 2019, no primeiro mês deste ano, as opções mais vendidas foram as duas de entrada, além da automática mais em conta.

Como no modelo anterior, o hatch depende das versões de entrada (Fernando Pires/Quatro Rodas)

De acordo com dados da consultoria Jato Dynamics, as configurações mais caras do HB20 (Premier e R-Spec) representavam só 7,1% dos emplacamentos nos dois primeiros meses de 2019.

Em 2020, as opções turbo Diamond, Diamond Plus e Evolution tiveram 4,9% do total.

Motor sobrealimentado garante desempenho empolgante ao hatch (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Vale até comparar o desempenho nas lojas com outro estreante, o Chevrolet Onix, que ganhou nova geração há poucos meses e, diferentemente do rival, conseguiu inverter a preferência de parte dos consumidores pelas configurações topo de linha.

Novo Onix mudou o comportamento do consumidor (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se em janeiro do ano passado as três versões mais baratas dominavam as vendas, no mesmo mês de 2020, as opções Premier (disponíveis em três pacote e, à época, preços de R$ 71.790 a R$ 74.790), conquistaram o terceiro lugar e 12,3% das vendas.

Versões topo de linha do hatch já estão entre as mais vendidas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Só que, diferentemente do Hyundai, no qual as configurações com motorização turbo ainda representam minoria dos emplacamentos, no caso do Chevrolet, as opções sobrealimentadas – de entrada, LT, LTZ e Premier – detiveram 41,1% do total.

Motor 1.0 turbo flex do Chevrolet não tem injeção direta nem árvore contrarrotativa (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Vale lembrar que ambos os hatches tiveram queda nas vendas em janeiro de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Fenabrave, o segmento reduziu 3,42% neste ano. Porém, tanto Onix como HB20 caíram ainda mais.

Enquanto o modelo da Chevrolet emplacou 18.842 unidades no primeiro mês de 2019, neste ano, caiu a 17.463 veículos. No caso do rival da marca sul-coreana reduziu os emplacamentos de 7.249 unidades para 6.555 veículos no mesmo período.

No último mês de fevereiro, o Onix (que custa de R$ 50.150 a R$ 75.650) manteve a liderança, com 17.652 carros, enquanto o HB20 (que custa de R$ 46.490 a R$ 77.990) conseguiu subir do quinto lugar à terceira posição, com 8.402 carros vendidos.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais