Novidades

13 MAR
Como a alta do dólar afeta o preço dos carros, mesmo nacionais

Como a alta do dólar afeta o preço dos carros, mesmo nacionais

Mesmo carros nacionais têm muitos componentes importados e pagos em dólar (Renato Pizzuto/Quatro Rodas)

Após superar pela primeira vez a barreira dos R$ 5, a cotação do dólar assustou quem pretende viajar para o exterior e alguns setores da economia, entre eles o automotivo.

E essa escalada da moeda norte-americana deverá impactar os preços dos carros fabricados no Brasil, uma vez que boa parte dos componentes são importados – um modelo de entrada, por exemplo, chega a ter 40% de peças vindas de outros países.

De acordo com dados do Ministério da Economia, o Brasil importou US$ 13,2 bilhões em componentes automotivos em 2019. Investimento de R$ 52,8 bilhões, considerando a cotação na faixa de R$ 4 no começo de janeiro.

Mantendo a projeção de vendas de 3 milhões de veículos em 2020, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) calcula que as montadoras gastariam este ano R$ 60,7 bilhões em componentes se a cotação do dólar fosse mantida nos R$ 4,60 registrados na última semana.

Essa diferença refletiria, em média, cerca de R$ 2.640 a mais no custo de produção de cada veículo, sem contar qualquer tipo de margem – valor que pode variar de acordo com a quantidade de peças importadas.

O cenário tende a piorar com a pandemia do coronavírus, uma vez que os nossos principais fornecedores de autopeças já sofrem com a paralisação de diversos setores econômicos devido o avanço da covid-19.

Um carro de entrada pode ter 40% de seus componentes importados (Divulgação/Hyundai)

Em 2019, a China forneceu 13% dos componentes usados pelas montadoras no Brasil, seguida pela Alemanha (12%), Estados Unidos (9%), Japão (8%), Argentina e Coreia do Sul (7% cada), México (6%), Tailândia e Itália (3%).

A Anfavea diz que o Brasil precisa tomar providências ao invés de depender apenas da variação cambial para estimular a economia. Segundo a entidade, vários países já adotaram medidas, como redução de taxas de juros.

Já a Alemanha anunciou que subsidiará os salários de empregados de empresas em dificuldades, concederá empréstimos e até cortará impostos temporariamente.

Para a Anfavea, a retirada ou redução de impostos regulatórios, como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), poderia aliviar o custo dos automóveis para o consumidor.

Por exemplo: um carro de R$ 65 mil com 80% do valor (R$ 52 mil) financiado em 48 meses acaba saindo por R$ 79.243 ao somar tarifas de cadastro e avaliação de bens, registro de contrato, taxas de juros de Pessoa Física (1,51% ao mês) e o IOF. Nesse caso, o imposto representa 3,39% (R$ 1.760) do financiamento.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

21 OUT
'De volta para o futuro': marcas de carro pegam carona com 'dia do filme'

'De volta para o futuro': marcas de carro pegam carona com 'dia do filme'

É evidente que o carro mais famoso de "De volta para o futuro" é o DeLorean DMC-12, usado pelo personagem Martin McFly para viajar pelo tempo. Se a montadora americana fechou as portas há quase três decadas, outras marcas aproveitaram a data em que McFly desembarca em "De volta para o futuro 2", 21 de outubro de 2015, e criaram ações homenageando o filme. Toyota A Toyota convocou os atores Michael J. Fox (Martin)  e Christopher Lloyd (Dr. Brown), protagonistas do filme, para... Leia mais
20 OUT
Ferrari estreia na Bolsa de Nova York em busca de novos mercados

Ferrari estreia na Bolsa de Nova York em busca de novos mercados

A mítica marca italiana de automóveis esportivos Ferrari, que pertence ao grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), entrará na quarta-feira (21) na Bolsa de Nova York, a fim de conquistar novos mercados com sua imagem de luxo e audácia. CURIOSIDADES SOBRE A FERRARI Fundação 1929 Início da produção de carros de rua 1947 Produção anual   ... Leia mais
20 OUT
Gás é 50% mais econômico para carros em RJ e SP, indica estudo

Gás é 50% mais econômico para carros em RJ e SP, indica estudo

Dirigir um carro movido a gás natural veicular (GNV) chega a ser 50% mais econômico em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, em relação à gasolina e ao etanol, mostrou um estudo divulgado nesta terça-feira (20) pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). O cálculo foi feito em 19 estados onde os três combustíveis são distribuídos e leva em conta apenas o custo benefício do GNV nas bombas ao consumidor, e não o custo de... Leia mais
20 OUT
Gestamp adere ao Programa de Proteção ao Emprego em Taubaté

Gestamp adere ao Programa de Proteção ao Emprego em Taubaté

A Gestamp, empresa que produz cerca de 1.300 tipos de peças automotivas, anunciou sua adesão ao Programa de Proteção ao Emprego para sua fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo. A fábrica emprega cerca de 950 funcionários e tem a Volkswagen como um de seus principais clientes. A medida foi registrada no Ministério do Trabalho no dia 15 de outubro e a decisão foi informada aos colaboradores nesta segunda-feira (19). Com a medida, os funcionários da empresa deixam de... Leia mais
20 OUT

Preço do etanol já equivale a 68% do valor da gasolina em SP, aponta Fipe

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que não só a gasolina ficou mais cara na capital paulista como também o preço do etanol avançou entre a primeira e a segunda semanas de outubro. Enquanto a gasolina reage ao reajuste de 6% nas refinarias, o etanol também acompanhou o movimento, só que avançou ainda mais, disse o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, André Chagas. Com isso, a equivalência entre os dois combustíveis... Leia mais
20 OUT
Governo autoriza adesão da Volks em Taubaté ao plano pró-emprego

Governo autoriza adesão da Volks em Taubaté ao plano pró-emprego

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) autorizou a fábrica da Volkswagen, em Taubaté (SP), a aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Cerca de 3,7 mil funcionários serão afetados pela medida. A Volks emprega cerca de 5,2 mil trabalhadores. A proposta de adesão foi aprovada pelos trabalhadores em assembleia no fim de setembro. Depois disso, o pedido foi encaminhado e aprovado pelo governo federal. Além da unidade de Taubaté, o governo aprovou a adesão ao PPE para a... Leia mais