Novidades

13 MAR
Oito truques de psicologia que um carro usa para te enganar

Oito truques de psicologia que um carro usa para te enganar

 (Divulgação/Fiat)

Com a concorrência cada vez mais acirrada entre os fabricantes de automóveis, as marcas buscam diversas alternativas para atrair consumidores. Ao mesmo tempo, tentam ao máximo conter os custos cada vez mais elevados de desenvolvimento.

Em muitos casos, vale até apelar a truques de psicologia para, digamos, te convencer de que seu carro possui algum atributo que, na prática, ele não tem. Veja abaixo oito exemplos:

Corolla 2.0 tem um câmbio CVT que simula 10 marchas (Divulgação/Toyota)

As caixas automáticas de variação contínua, conhecidas como CVT, caracterizam-se pelas mudanças praticamente imperceptíveis das relações de marchas infinitas.

Esse tipo de câmbio usa duas polias variáveis, conectadas por uma correia metálica, para manter o motor na rotação ideal de funcionamento. O princípio do sistema é ser mais versátil para se ajustar às necessidades do carro em cada momento.

No entanto, muitos motoristas torcem o nariz para o CVT por não se sentirem no pleno comando do veículo. Afinal, como a variação é contínua, não há uma troca que gere a sensação de tranquinho.

Para atender à demanda dos consumidores que gostam da sensação das trocas de marchas, algumas marcas emulam esse efeito em suas transmissões de variação contínua.

Embora agrade sensorialmente quem está ao volante, essa simulação, na teoria, compromete a eficiência de fazer o motor trabalhar sempre na rotação mais adequada.

Entretanto, os fabricantes garantem que as marchas de mentirinha não comprometem o consumo nem o desempenho do carro.

 (Divulgação/Jeep)

Muita gente não sabe, mas a maioria dos parrudos SUVs compactos foi desenvolvida a partir da plataforma de carros pequenos. Por exemplo: o Ford EcoSport é derivado do Fiesta, enquanto o Nissan Kicks aproveita a arquitetura do March.

Salvo algumas exceções, como o Honda HR-V (mesma plataforma do Fit) e o Renault Duster (usa a base do Sandero), os utilitários esportivos compactos são menos espaçosos do que a aparência de suas carrocerias altinhas e musculosas sugerem.

A capacidade do porta-malas é outro quesito que os SUVs, em muitos casos, empatam com hatches e perdem feio quando comparados aos sedãs.

Os fabricantes sabem muito bem que o motorista brasileiro gosta de carros que respondem rápido aos comandos do acelerador.

Por isso, apostam cada vez mais em motores e câmbios calibrados para entregar mais torque em baixas rotações e, consequentemente, proporcionar maior agilidade nas arrancadas e retomadas na cidade.

Além de agradar quem está ao volante, esse ajuste passa a sensação de o carro ser mais potente do que de fato é.

Quem não se lembra do antigo Chevrolet Celta, bastante esperto no trânsito urbano graças à combinação do motor 1.0 VHC de 70 cv com um câmbio de relações bem curtas?

Desenvolver um motor mais eficiente ou criar soluções voltadas para a economia de combustível demandam tempo e, principalmente, dinheiro do orçamento das montadoras.

Para “camuflar” o consumo elevado de modelos beberrões, como Jeep Renegade e Citroën C4 Cactus, alguns fabricantes partem para alternativas mais simples e baratas.

Instalar um tanque de combustível maior, por exemplo, é uma das táticas usadas para disfarçar a sede do motor ao iludir o motorista com uma autonomia relativamente superior.

Cabine é o ponto fraco, com painel de plástico rígido e central multimídia obsoleta (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Algumas marcas tentam conquistar consumidores com um acabamento supostamente sofisticado para o segmento.

Muitas vezes, esse refinamento não passa de imitações de materiais nobres, como peças plásticas que imitam fibra de carbono, madeira e até metal. Mesmo o couro dos bancos, muitas vezes (e cada vez mais), é substituído por revestimento sintético.

Como nos rivais, o Ford tem molduras da plástico nas laterais e trilhos no teto (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Acrescentar algum tipo de exclusividade é uma das estratégias usadas pelas marcas para aumentar as vendas de algum modelo.

As versões aventureiras e esportivadas são os melhores exemplos para provar que o visual é fator determinante na hora da compra.

Os consumidores que desejam um carro de aparência mais robusta, mas ainda não podem pagar por um SUV, partem para os aventureiros urbanos, como Fiat Argo Trekking, Ford Ka Freestyle, Hyundai HB20X, Renault Stepway e Toyota Yaris X-Way.

Já quem prefere a pegada de hatches esportivos, porém, não pretende arcar com a compra e o seguro mais caro de um Renault Sandero RS ou Volkswagen Polo GTS, acaba optando pelos “estilosinhos” Fiat Argo HGT, Hyundai HB20 Sport ou, futuramente, Chevrolet Onix RS.

Outro artifício usado pelos fabricantes para aumentar seu portfólio e atrair mais consumidores sem precisar criar um novo carro do zero é aproveitar tudo o que for possível de um modelo existente.

A Honda, por exemplo, adicionou uma roupagem aventureira ao Fit para classificar o WR-V como “SUV compacto”.

Já a Chery aproveitou quase toda a carroceria do hatch Celer para criar o Tiggo 2. E no caso dele, diferentemente da Honda, muita gente jamais faria a associação visual entre os dois modelos.

A Volkswagen está prestes a trilhar o mesmo caminho com o Nivus, SUV de silhueta cupê baseado no Polo, que chegará ao mercado brasileiro em maio.

 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Desenvolver um carro totalmente novo demanda um grande investimento técnico, de tempo e, principalmente, financeiro.

Para reduzir custos, as fabricantes dão um tapa em plataformas antigas e adicionam novas tecnologias para renovar determinados modelos, anunciando-os como nova geração.

O Hyundai HB20 e o Renault Duster são os exemplos mais recentes de carros que mantiveram a antiga base com melhorias. Na Europa, a Volkswagen acaba de fazer o mesmo com o novo Golf.

No passado, a mesma VW aproveitou a base da segunda geração do Gol (“bolinha”) para lançar as reestilizações que ficaram conhecidas como geração III e geração IV no Brasil, como se fossem modelos totalmente renovados.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

03 MAI

Conheça os exoesqueletos usados nas linhas de montagem

Um mecanismo permite que a articulação trave em diferentes alturas. Basta sentar-se com a pernas levemente abertas para o equipamento sustentar o peso do corpo (Christian Castanho/Quatro Rodas)No começo a sensação é de insegurança. Afinal, sentar-se “no ar” é algo que nosso instinto não está acostumado, e o medo de cair acaba atrapalhando.Mas bastam alguns minutos para se habituar com o exoesqueleto de apoio aos membros inferiores, que estreou no fim de 2017 na linha de montagem... Leia mais
03 MAI

Toyota terá pista de testes para carros autônomos que reproduz cenários de 'caso extremo'

A Toyota anunciou nesta quinta-feira (3) que está montando uma pista de testes em Michigan para sua tecnologia de veículos de direção autônoma que irá replicar "casos extremos" de cenários que são muito perigosos para condução em vias públicas. A instalação em Ottawa Lake, que está sendo construída pelo Instituto Toyota de Pesquisa, entrará em operação em outubro. "Este novo local nos dará a flexibilidade de personalizar os cenários de direção que ampliarão os... Leia mais
03 MAI

Mercado em abril: Kwid mantém o 5° e VW Virtus aparece no top 20

Modelo alemão já supera os rivais do segmento nas vendas (Divulgação/Volkswagen)Após o fim do primeiro trimestre de 2018, alguns modelos mostram se terão fôlego ou não para continuar entre os mais vendidos do Brasil e outros, recém-lançados, começam a se destacar.Porém, no mês de abril, destaque para a forte presença de três marcas entre os dez mais vendidos.Chevrolet, Volkswagen e Renault emplacaram, cada uma, dois modelos no top 10. Hyundai, Ford, Fiat e Toyota completam a... Leia mais
03 MAI

Nissan faz recall para trocar 'airbags mortais' que já haviam sido substituídos

A Nissan anunciou um recall de 138 unidades da Frontier e do X-Trail para uma nova substituição do gerador dos gases do airbag do passageiro. Trata-se de um segundo recall para estes modelos. O reparo é gratuito. A marca afirma que a Takata, fabricante dos "airbags mortais", enviou novos componentes, que são mais eficientes do que os já substituídos anteriormente, em chamadas de 2013 e 2015. Veja os chassis das unidades envolvidas: Frontier (2 unidades) - produzidas em... Leia mais
03 MAI

Ford Ranger ganha versões diesel focadas no custo-benefício

Nova versão XL com cabine dupla custa R$ 139.590 e possui cinto de segurança de três pontos em todos os bancos (Divulgação/Ford)A linha 2019 da Ford Ranger ganha duas novas configurações a diesel: a versão de entrada XL com cabine simples, dupla ou chassi, tração 4×4 e câmbio manual, e a intermediária XLS com cabine dupla, tração 4×2 e câmbio automático.A XL é focada no trabalho e no transporte de cargas leves. Tem visual bem simples, mas atrai pelo conjunto mecânico e pelo... Leia mais
03 MAI

Teste: Mini Countryman John Cooper Works

A cor Vermelho Chili é a única a oferecer o teto preto (Christian Castanho/Quatro Rodas)A central eletrônica dos carros é capaz de deixá-los mais econômicos e menos poluentes. Mas ela também permite um recurso especialmente atraente nos novos esportivos: a mudança do som.Isso permitiu à BMW dar uma identidade sonora única ao novo Mini Countryman JCW.Jeitão de SUV destoa das linhas típicas dos Mini (Christian Castanho/Quatro Rodas)Com o seletor de condução no modo esportivo, o... Leia mais