Novidades

21 FEV
Novas tecnologias: quem disse que carro elétrico não precisa de marchas?

Novas tecnologias: quem disse que carro elétrico não precisa de marchas?

A ZF instalou o sistema em um protótipo elétrico baseado no VW Golf Sportsvan 2017 (ZF/Divulgação)

A alemã ZF criou um câmbio de duas marchas para carros elétricos.

Segundo a empresa, embora os motores elétricos funcionem bem com apenas uma marcha, a segunda relação pode beneficiar não só o desempenho como também o rendimento dos carros.

De acordo com a empresa, durante o desenvolvimento da transmissão com apenas uma marcha, as fábricas precisam eleger a relação que melhor atenda as necessidades de uso do motor.

O câmbio está pronto para ser instalado em novos projetos (ZF/Divulgação)

E, normalmente, essa relação privilegia o torque, o que favorece o uso do carro em condição de tráfego urbano. Ao fazer isso, porém, as fábricas abrem mão das velocidades mais elevadas, alcançadas nas estradas.

“Com o câmbio de duas marchas é possível satisfazer ambas as situações e ainda conseguir melhorar o consumo de energia por permitir que o motor trabalhe em rotações menores”, afirma o diretor da ZF, Bert Hellwig.

O sistema consiste de engrenagens e um atuador controlado eletronicamente (ZF/Divulgação)

Segundo o executivo, a caixa de duas marchas pode aumentar a autonomia de um veículo acima de 5%, na comparação com uma transmissão de uma marcha apenas.

Além das engrenagens, a caixa da ZF é automática e consiste de um atuador elétrico controlado por uma central eletrônica. O sistema modular pode ser acoplado a motores de diferentes tamanhos e potências.

Carros elétricos em geral, como o Chevrolet Bolt, têm apenas uma marcha (Divulgação/Chevrolet)

A troca-padrão da primeira para a segunda marcha ocorre a 70 km/h. Mas pode variar.

O momento das trocas pode mudar em razão do modo de condução (econômico/esportivo) ou em função do piloto automático preditivo, que reconhece a topografia das vias.

A transmissão apresentada era dimensionada para motores elétricos de 140 kW (190 cv).

A Porsche foi pioneira ao adotar duas marchas em seu superesportivo elétrico Taycan (Divulgação/Porsche)

Ao contrário dos motores a combustão, que necessitam de muitas marchas porque só conseguem entregar o melhor rendimento em uma determinada faixa de giro, os elétricos funcionam bem com apenas uma marcha porque estão sempre em rotações elevadas, geram o tempo todo torque abundante e são eficientes em uma ampla faixa de rotação.

Na Fórmula E, existem carros com até três marchas (FIA/Divulgação)

O sistema da ZF é o primeiro disponível para aplicação em escala industrial. Mas não é o primeiro da história. O Porsche Taycan apresentado em 2019 tem câmbio de duas marchas. O protótipo Tesla Roadster também tinha duas marchas.

E, na Fórmula E, algumas equipes possuem carros com três marchas (embora muitos carros tenham apenas uma marcha).

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 ABR

Uber define oferta de ações e avalia companhia em até US$ 91,5 bilhões

A Uber divulgou nesta sexta-feira (26) os termos para sua oferta pública inicial (IPO), dizendo a investidores que a empresa de transporte por aplicativo e os envolvidos buscam vender até US$ 10,35 bilhões em ações, avaliando a companhia em até US$ 91,5 bilhões. Em documento enviado ao órgão regulador, a empresa definiu uma faixa de preço-alvo de US$ 44 a US$ 50 por ação, e que venderá 180 milhões de ações na oferta, com um adicional de 27 milhões de papéis vendidos... Leia mais
26 ABR

O curso de R$ 20 mil que te ensina a dar drift no gelo a bordo de um Audi

Um errinho aqui, outro ali, a trilha se apaga e o traçado muda a cada volta (Johannes Holmuld/Quatro Rodas)“Freie antes da curva, freie antes da curva!” O instrutor não parava de repetir a frase pelo walkie-talkie. É quase um mantra que ouvimos o curso inteiro. Mas ninguém respeita. E a toda hora vejo um carro mergulhando sem dó em um monte de neve.Toda a teoria de pilotagem que eu tenho na cabeça não funciona muito bem nesse cenário: estou dirigindo sobre um lago congelado,... Leia mais
26 ABR

Quem é o dono dessa bike? Conheça as empresas por trás do compartilhamento de bicicletas e patinetes no Brasil

Desde o início do ano, patinetes e bicicletas compartilhadas tomaram conta das ciclovias, calçadas e ruas em uma grande parte das capitais brasileiras — uma movimentação que no ano passado já era comum em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. O serviço vai crescer ainda mais: a Uber, por exemplo, pretende chegar ao mercado brasileiro com bicicletas e patinetes ainda neste ano. A "briga" vai ser boa. O G1 levantou que, até março, 14 capitais já contam com... Leia mais
26 ABR

Dono de Tipo que pegou fogo ainda terá de esperar 2 anos por indenização

Cena mais comum do que gostaríamos: um Tipo incendiado (Reprodução/YouTube/Internet)Em março deste ano, ex-proprietários do Fiat Tipo (1994) se surpreenderam com a notícia de que, passados 23 anos da ação civil pública iniciada pela Avitipo, Associação de Consumidores de Automóveis e Vítimas de Incêndio do Tipo, eles finalmente poderiam ser indenizados e receber por perdas materiais e danos morais.QUATRO RODAS conversou com o Advogado David Nigri, porta-voz da Associação, para... Leia mais
26 ABR

QUATRO RODAS de maio: os novos sedãs compactos que chegam em 2019

Para quem estava cansado de SUVs, o mercado de sedãs compactos nacional recebe lançamentos de destaque entre o final deste ano e 2020.Nesta edição de maio, QUATRO RODAS apresenta com detalhes quatro lançamentos: Chevrolet Onix Sedan, Nissan Versa e, com novos visuais, Hyundai HB20S e Renault Logan. Além do design, esses compactos têm como diferencial novos aparatos tecnológicos. Dois dos modelos são novidades descobertas por nossas reportagens in loco nos salões de Xangai (China) e... Leia mais
25 ABR

Clássicos: VW Brasília LS, o último suspiro do hatch contra Gol e Chevette

O verde Mantiqueira ainda é uma das cores mais famosas da Brasília LS (Christian Castanho/Quatro Rodas)Quem tem mais de 50 anos sabe que é impossível recordar os anos 70 sem trazer uma lembrança da Brasilia. Pequeno por fora e grande por dentro, o “modelo 102” foi uma ideia do alemão Rudolf Leiding, executivo responsável pela filial de São Bernardo do Campo até 1971. Aliando a confiabilidade do Fusca ao estilo avançado de Marcio Piancastelli e José Vicente Martins, a Brasilia... Leia mais