Novidades

17 JAN
CES dita o futuro, mas no presente tem logística ruim e internet escassa

CES dita o futuro, mas no presente tem logística ruim e internet escassa

 (Nelson dos Santos/Quatro Rodas)

Os números da edição de 2019 (os de 2020 ainda não foram divulgados) falam por si só: mesmo sendo uma feira fechada para o grande público e com ingressos propositalmente caros, mais de 175 mil pessoas passaram pelos quase 270 mil m² de exposições.

Para se ter uma ideia do gigantismo, a CES se espalha por quatro hotéis e dois pavilhões de exposições. E, ao contrário do salão de Frankfurt, que também ocorre em diferentes áreas, esses locais não ficam próximos uns aos outros.

E este é um dos velhos problemas que a não tão moderna (sua primeira edição data de 1967) CES se equipara à feiras tradicionais.

O trânsito para acessar os diferentes locais é intenso, e não é incomum perder até uma hora apenas para conseguir chegar ao local partindo da principal avenida da cidade.

É verdade que a CES e Las Vegas tentam implementar a tão propagandeada mobilidade alternativa para facilitar a vida dos visitantes.

Mas os ônibus entre os pavilhões, apesar de gratuitos, não contam com faixas exclusivas de circulação e ficam presos no mar de carros.

O monotrilho da cidade é uma alternativa, mas ele não atende a todos os locais da CES, é caro até para quem ganha em dólar (mais de R$ 20 cada passagem) e não há nenhum incentivo por parte da cidade, como um desconto, para que os atendentes da CES abram mão dos carros.

A credencial impressa em papel (e que custa mais de R$ 1.200 para ser reposta em caso de perda) conta com um QR Code para facilitar cadastros e modernizar o controle dos visitantes.

Mas não há nada disso na entrada de cada pavilhão. Após uma revista simples, os funcionários sequer conferem a foto da credencial ou checam o código de barras para verificar a autenticidade do documento.

Em um país traumatizado com o terrorismo, a facilidade de acesso à CES é impressionante.

Muito mais difícil é ter acesso à internet. Quem não tiver chip de celular internacional precisará caçar as raras redes Wi-Fi abertas no local.

É verdade que quase nenhuma grande feira oferece internet grátis a seus frequentadores, mas é no mínimo irônico que no estande onde empresas alardeiam as grandes velocidades da conexão 5G, você precise pagar até R$ 60 para ter direito a um dia de internet no local.

 (Nelson dos Santos/Quatro Rodas)

A CES divide seus mais de 4.400 expositores por áreas, o que é ótimo. Lá você descobre que a tecnologia pode ser aplicada a itens tão frugais como bancos, bicicletas e até vibradores.

Para atrair potenciais interessados em investir no negócio para cada estande vale tudo. Sorteio de brindes, demonstrações surreais e até carne que não é carne.

Esta é a premissa da Impossible Foods, start-up que está investindo no mercado de alimentos sintéticos vegetarianos.

 (Nelson dos Santos/Quatro Rodas)

Na área de drones, uma pequena piscina é palco da exibição de uma espécie de mini-submarino elétrico, que puxa um mergulhador pra lá e pra cá no tanque com pouco mais de cinco metros de comprimento.

Alguns metros ao lado uma empresa que faz cadeiras de massagem tem fila para quem queira testar seus produtos — que são muito convenientes em um local onde se anda mais de 10 km facilmente.

 (Nelson dos Santos/Quatro Rodas)

O Google, gigante do setor, ganhou um estande exclusivo na parte externa de um dos pavilhões, e promoveu gincanas entre os visitantes que davam de meias a celulares de brindes. Deu certo: a fila para participar passava das duas horas.

Os equipamentos de realidade virtual fazem sucesso, sobretudo se combinados a assentos que chacoalham conforme o que é mostrado na tela. Mas um dos locais mais disputados da CES era um estande repleto de fliperamas.

Apesar de modernas, as máquinas mostram que há mercado para quem cresceu jogando Atari ou Mega-Drive.

O que não muda é a presença maciça dos chineses, sobretudo os que representam empresas “pequenas” (se é que dá para usar isso no país asiático).

Geralmente em duplas, eles ficam em estandes simples e com os exóticos nomes ocidentais de suas companhias.

 (Nelson dos Santos/Quatro Rodas)

Algumas engenhocas chamam a atenção pelo inusitado. Caixinhas de areia que analisam o cocô do gato a um robô que leva o papel higiênico até você apresentam soluções para problemas que quase ninguém sabia que existia — ou talvez nem exista.

Já outras, de tão futuristas, parecem habitar apenas os sonhos de seus desenvolvedores, como o Mercedes AVTR controlado por gestos.

 

Mas essa é a CES: com problemas atuais, muita tecnologia e pitadas de exotismo, ela é a representação perfeita da salada digital que se tornou a sociedade atual.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

07 JUN

Brasil deve deixar de exportar 240 mil carros para a Argentina em 2019

Diante da crise na Argentina, o Brasil deve deixar de exportar 240 mil veículos para o país em 2019, estima a associação das fabricantes, a Anfavea. Os “hermanos” são os maiores clientes da indústria nacional, e o número representa 7,6% da previsão de produção para o ano, de 3,14 milhões de veículos, feita pela própria Anfavea, no início de 2019. O mercado automotivo da Argentina tem apresentado queda considerável no número de emplacamentos. Em maio, de acordo... Leia mais
06 JUN

Fiat Toro ganha para-choque com aplique que simula um facelift

A dianteira concentra a única mudança visual da Toro 2020 (Divulgação/Fiat)Três anos após ter sido lançada, a Fiat Toro acaba de ganhar sua primeira modificação estética. Mas não é a esperada reestilização visual que incluirá a nova família de motores 1.3 Firefly turbo.Na verdade, a atualização da linha 2020 da picape é tão discreta que pode, em teoria, ser aplicada a qualquer unidade da Toro – ainda que a Fiat negue essa possibilidade.À esquerda, a Toro antiga, e, à... Leia mais
06 JUN

Chevrolet Prisma 'brasileiro' tem interior revelado em carro de testes

A Chevrolet já confirmou que a nova geração do Prisma (ou Onix Sedan) estreia ainda em 2019 no Brasil. Com o lançamento cada vez mais próximo, os testes finais do sedã se intensificam e, com eles, partes do modelo começam a ser reveladas. Viu carro não lançado? Mande foto ou vídeo para o VC no G1 ou pelo Whatsapp/Viber, no telefone (11) 94200-4444, usando a hashtag #g1carros Desta vez foi a cabine do modelo. As fotos feitas pelo leitor Lucas Franca de Oliveira deixam a... Leia mais
06 JUN

Fiat Toro 2020 chega com mais equipamentos e visual levemente retocado

A Fiat anunciou nesta quinta-feira (6) a linha 2020 da Toro, a segunda picape mais vendida do país. As novidades são discretas, e incluem uma nova versão de entrada, mais equipamentos e um leve retoque no visual da dianteira. Os preços não foram divulgados. A única alteração do desenho é a inclusão de um quebra-mato integrado ao para-choque dianteiro. Na gama de versões, há uma nova configuração de entrada, Endurance, que pode ser equipada com motor 1.8 flex de... Leia mais
06 JUN

Prefeita de Paris proíbe estacionar patinetes elétricos em calçadas

A prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, anunciou nesta quinta-feira (6) a proibição de estacionar patinetes elétricos nas calçadas e pediu aos operadores do veículo que limitassem a velocidade dessas máquinas, que estão se multiplicando no espaço público da capital francesa. As patinetes elétricas agora "terão que ser deixadas obrigatoriamente em estacionamentos específicos de vias utilizadas por veículos motorizados de duas rodas e carros", precisou Hidalgo durante... Leia mais
06 JUN

Produção de veículos cresce 29,9% em maio, diz Anfavea

A produção de veículos no Brasil cresceu 29,9% em relação ao mesmo mês de 2018, segundo os resultados divulgados nesta quinta-feira (6) pela associação das fabricantes, a Anfavea. Quando comparado ao mês anterior, abril, o crescimento foi de 3,1%. Durante o último mês, foram produzidos 275,7 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, contra 267,6 mil de abril. Em maio de 2018 foram 212,3 mil. "Parte desse crescimento [da produção] foi porque a base de maio... Leia mais