Novidades

30 DEZ
Longa Duração: relembre o 2019 de Compass, Virtus, Kwid, Tiggo e cia

Longa Duração: relembre o 2019 de Compass, Virtus, Kwid, Tiggo e cia

Neste ano, desmontamos e demos adeus a Compass, Prius e Kwid. Mas também vimos a estreia de Tiggo 5X, C4 Cactus e Outlander. E ainda tem o Virtus, que entrou para a frota em 2018 e está às vésperas da aposentadoria.

É hora de relembrar os principais acontecimentos do ano:

Após um jejum de 20 anos, Compass trouxe um motor diesel de volta ao teste de Longa Duração (Xico Bunny/Quatro Rodas)

A chegada do Compass, em setembro de 2017, colocou fim a um jejum de 20 anos sem um veículo a diesel na nossa frota – o último havia sido a Ford F-1000, desmontada em 1997.

A tração 4×4 deu conta da lama, mas descobrimos que, apesar da vocação para o off-road, o Jeep é desprovido de zonas de fácil acesso para fixação de ganchos de reboque.

No desmonte, ele se mostrou melhor que o Renegade, mas também ficou claro que a marca ainda tem que aprimorar um pouquinho o produto (houve apagões do painel e da central eletrônica) e a rede autorizada (como a dificuldade de solucionar as falhas eletrônicas e os ruídos).

O primeiro híbrido testado no Longa Duração foi bem, mas a rede Toyota… (Xico Bunny/Quatro Rodas)

Corolla e Etios passaram pelo Longa Duração cobertos de elogios por conta do atendimento da rede de assistência. Sempre cordial, ágil e eficiente, as concessionárias Toyota costumam ser o destaque positivo.

Não à toa, esperávamos desempenho semelhante no atendimento ao Prius. Ledo engano. Dessa vez, aliás, foi exatamente o oposto.

Displicente, errou no início da jornada (deixou nosso carro aberto no showroom), no meio (fez todos os rodízios de pneus fora de conformidade) e no fim (já na fase final, após um acidente de trânsito, realizou um dos piores reparos de funilaria e pintura da história do Longa Duração).

Kwid foi aprovado. Mas olha, foi por pouco (Xico Bunny/Quatro Rodas)

Raramente ocorrem casos de reprovação no Longa Duração, mas o Kwid escapou por pouco.

A situação mais grave foi nos freios – e começou antes do início do teste. Acontece que a concessionária que nos vendeu o carro fez a entrega sem a execução do reparo de correção do recall decretado meses antes.

E o pior: só fomos descobrir isso na revisão dos 10.000 km. Além disso, tivemos três trocas de pastilhas e uma de discos. A suspensão também se mostrou frágil.

Não passou por recall, mas foi preciso trocar os amortecedores aos 36.000 km e ainda assim a bucha das duas bandejas foram encontradas rompidas no desmonte.

Caoa Chery Tiggo 5X: ótima chance para testar o carro e a nova gestão da marca (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Ao assumir o comando da Chery no país, a Caoa pegou para si a responsabilidade de reconstruir a imagem de uma marca desacreditada. Nesse sentido, até aqui, a estratégia está dando certo.

Por isso mesmo o Longa Duração precisava incorporar um dos seus principais modelos: o Tiggo 5X. Escolhemos a versão TXS e, em julho, ele estreou na frota.

A lista de opcionais é vasta, mas faltam  retrovisor interno eletrocrômico e ajuste de profundidade da coluna de direção.

Em algumas situações, o sistema de dupla embreagem hesita entre a primeira e segunda marchas, mas, no geral, a dirigibilidade tem agradado a todos.

Cactus já tem uma cicactriz urbana: linha de pipa com cerol causou um risco em toda a dianteira (Leonardo Felix/Quatro Rodas)

Uma pesquisa na internet revela que linhas de pipa com cerol representam um perigo em potencial para donos de automóveis, não apenas de motos. Aconteceu com o nosso C4 Cactus.

Ao chegar à garagem da Editora Abril, observamos o que parecia ser um risco comum, mas logo notamos se tratar de um dano causado pelo atrito com uma linha de pipa.

Além do capô, toda a área da grade frontal foi atingida, chegando, inclusive, a ser cortada. Outro problema inusitado ocorreu: com uma bolha no LCD, o quadro de instrumentos precisou ser substituído por um novo. Ao menos a troca foi feita em garantia.

 

Outlander sucedeu o Compass, inclusive na motorização, também a diesel (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)

Em setembro, o Longa Duração pagou uma dívida antiga: compramos um Outlander e, pela primeira vez, a seção passou a contar com um Mitsubishi. E ele começou acelerado.

Atingiu rapidamente os 1.000 km, foi submetido ao primeiro teste e saiu do nosso campo de provas, em Limeira (SP), diretamente para a sua primeira grande viagem, rumo a Brasília (DF).

O conforto de rodagem na estrada foi elogiado, mas o acionamento indevido do sistema de frenagem autônoma em perímetro urbano vem recebendo críticas de diferentes motoristas e de maneira cada vez mais constante.

Rede Volkswagen já tentou eliminar a infiltração de água no porta-malas por duas vezes. Ambas, sem sucesso (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A alta eficiência do motor 1.0 TSI sempre foi o item mais comentado do Virtus.

No entanto, nos últimos tempos, repetidos casos de infiltração de água no porta-malas passaram a chamar mais a atenção do que o moderno três-cilindros 1.0 com turbo e injeção direta de combustível.

Pior de tudo: a rede Volkswagen tentou, por duas vezes, conter a infiltração, mas não teve sucesso. Antes da chegada do período das águas, um incidente típico de quem roda em São Paulo: um buraco rasgou um dos pneus.

Prejuízo de R$ 1.048 (R$ 150 o reparo da roda e R$ 898 o par de pneus).

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

08 NOV
Fiat Toro tem recall por vazamento de combustível após colisão frontal

Fiat Toro tem recall por vazamento de combustível após colisão frontal

A Fiat anunciou nesta sexta-feira (8) um recall envolvendo 2.912 unidades da Toro de ano/modelo 2019 e 2020, todas equipadas com motor a diesel. Em casos de colisão frontal, há a possibilidade de vazamento de combustível, com consequente incêndio. De acordo com a fabricante, o filtro de combustível pode ser danificado em uma colisão frontal. Com isso, há a possibilidade de vazamento de combustível em áreas do motor com temperaturas elevadas. Em casos extremos, há risco de... Leia mais
08 NOV
Em 1989, VW Gol trocou cultuado motor AP pelo CHT; e mudou para pior

Em 1989, VW Gol trocou cultuado motor AP pelo CHT; e mudou para pior

Gol GL testado pela revista Quatro Rodas. 1989 (Acervo/Quatro Rodas)Publicado em novembro de 1989De repente o Gol passou a andar menos, gastar mais combustível na estrada e fazer outro tipo de barulho. O que mudou?Na visão da Volkswagen – e só dela -, o carro que mais vendeu no país nos entre 1987 e 1988 continuava sendo o mesmo, ainda que sob seu capô estivesse agora um motor 17 cavalos mais fraco, de concepção antiga e que até então equipava o Escort, a Belina e o Del Rey.Esse... Leia mais
08 NOV
A luta de JAC, Lifan e outras marcas pequenas para não morrer no Brasil

A luta de JAC, Lifan e outras marcas pequenas para não morrer no Brasil

Effa V25: furgão começa a ser fabricado em Manaus no final deste ano (Arte/Quatro Rodas)Vender carros no Brasil não é fácil nem para grandes fabricantes. Por isso algumas marcas menores estão repensando suas estratégias.A chinesa JAC, que estreou no Brasil em 2011 com carros de entrada e depois focou sua linha em SUVs, agora também quer explorar o mercado de elétricos. Três automóveis, uma picape e um caminhão, que chegam nos próximos meses às 36 concessionárias da marca,... Leia mais
07 NOV
Donos devolvem Onix Plus para recall e recebem velho Prisma como reserva

Donos devolvem Onix Plus para recall e recebem velho Prisma como reserva

Onix Plus: será difícil ver um nas ruas nos próximos dias (Divulgação/Chevrolet)O perigo de incêndio no Chevrolet Onix Plus continua afetando a vida dos compradores. Em redes sociais, donos do recém-lançado sedã relatam que estão sendo orientados a deixar seus carros retidos em concessionárias até a resolução do problema.“Levei [o carro] pra escanear o consumo e retiveram o carro. O gerente de pós-venda me falou sem dar esperança sobre atualização do software, mas disse que... Leia mais
07 NOV
Engenheiro da Volkswagen roda 24 mil km pelo Brasil para testar pontos de recarga de carros híbridos e elétricos

Engenheiro da Volkswagen roda 24 mil km pelo Brasil para testar pontos de recarga de carros híbridos e elétricos

A Volkswagen lançou na última segunda-feira (4) seu primeiro carro híbrido no Brasil. É o Golf GTE, que custa salgados R$ 199.990. Mas, bem antes desta estreia, ainda no ano passado, um funcionário da empresa passou a ter um contato bem mais próximo com o hatch médio que pode ser carregado na tomada. Golf GTE é lançado no Brasil por R$ 200 milVeja mais notícias de carros elétricos e híbridosPrimeiro Porsche elétrico chega a 200 km/h em menos de 10 segundos; veja como... Leia mais