Novidades

27 DEZ
Citroën C3 Lounge é “SUV sedã” rival do Onix Plus. Será que vem ao Brasil?

Citroën C3 Lounge é “SUV sedã” rival do Onix Plus. Será que vem ao Brasil?

Citroën C3 Lounge: conceito de “SUV sedã” daria certo no Brasil? (Ferd/Internet)

O grupo Peugeot-Citroën tem como um de seus sócios uma fabricante chinesa, a Dongfeng. Ainda assim, enfrenta dificuldades de penetração no gigante asiático, em especial a marca Citroën.

A fim de mudar este cenário, a empresa pensou numa solução peculiar: um “SUV sedã”.

Estamos falando do C3 Lounge, cujo projeto foi registrado no instituto de propriedade intelectual chinês, vazou e foi acessado por QUATRO RODAS na página do Facebook Ferd.

C3 Lounge aplica um terceiro volume à carroceria do C3-XR (Ferd/Internet)

Com pegada aventureira, incluindo suspensões elevadas e molduras protetores de plástico nas caixas de rodas, o C3 Lounge é uma variação do crossover C3-XR, existente naquele mercado desde 2014.

Não apenas a frente é derivada do C3-XR, como também as colunas A e B, o teto e até mesmo para-brisa, portas e vidros laterais. A grande diferença está na presença de um terceiro volume. Daí a expressão “SUV sedã”.

Ao observá-lo de soslaio, talvez a primeira referência que nos venha à mente seja o Renault/Dacia Logan. Mas o rival direto do Citroën C3 Lounge, pelo menos na China, parece ser o Chevrolet Onix Plus (que, por lá, chama-se apenas Onix).

Citroën C3-XR tem a mesma frente, as mesmas portas e o mesmo entre-eixos do C3 Lounge (Navigator84/Wikipedia)

Comparemos as dimensões: 4,50 metros de comprimento, 1,75 de largura e 1,51 m de altura, sendo 2,65 m de entre-eixos (o mesmo do nosso VW Virtus). Já o modelo da GM mede 4,47, 1,73, 1,47 e 2,60 m, respectivamente.

Seu porte compacto, embora robusto, nos deixou com as orelhas de pé. Seria o C3 Lounge um dos três membros da família smart car, que serão produzidos no Brasil a partir de 2021?

A resposta, ao que tudo indica, é não. Mas parcialmente.

Apesar de o projeto ser uma espécie de “gambiarra”, o terceiro volume até conversa bem com o restante da carroceria (Ferd/Internet)

Isto porque os Citroën smart car (um hatch de entrada, um sedã compacto e um crossover para substituir o Aircross) a serem produzidos em Porto Real (RJ) utilizarão a nova plataforma modular CMP, criada justamente em parceria com a Dongfeng.

Já o C3 Lounge aproveita a antiga base BVH1 do C3-XR, a mesma dos nossos atuais C3 e C4 Cactus, além dos Peugeot 208 e 2008 feitos em Porto Real e que serão descontinuados até 2021, com o lançamento das novas gerações vindas da Argentina (e construídas sobre a base CMP).

Lanternas com arestas arredondadas lembram as dos novos C3 e Aircross europeus (Ferd/Internet)

Mas a chegada de uma versão atualizada deste sedã, já com uso da nova matriz modular, é até plausível e não pode ser descartada. Até porque seu lançamento em nosso mercado deve ficar para 2022 ou 23.

Outra coincidência é que na China ele estará equipado desde o nascimento com o motor 1.2 3-cilindros turbo da família PureTech, que também empurrará os novos Peugeot e Citroën com matriz CMP na América do Sul.

A diferença é que, na calibração para o mercado chinês, mais restritiva em relação às emissões, o propulsor rende 116 cv e 19,4 mkgf. Por aqui, a mesma usina, preparada para receber gasolina e etanol, deve alcançar 130 cv e 20,4 mkgf.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais