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14 JUL
Audi Q3 1.4: primeiras impressões

Audi Q3 1.4: primeiras impressões



O Audi Q3 acaba de chegar à linha 2016, no Brasil, com sua primeira reestilização. O SUV ainda é importado, mas será o segundo modelo da marca alemã a ser produzido em São José dos Pinhais (PR), em março do ano que vem -- o primeiro será o A3 Sedan, em setembro próximo.

A maior novidade é a opção de motor 1.4 turbo, da nova geração (EA211), feito pelo grupo Volkswagen, dono da Audi. É o mesmo disponível no Golf, só que com 10 cavalos a mais (150 cv). Ele também é combinado com transmissão automatizada de dupla embreagem, de 6 velocidadades. Possivelmente, quando for "brasileiro", o Q3 1.4 adotará o mesmo propulsor de 150 cv, só que flex, que a marca já confirmou que equipará o A3 Sedan.

Mais longe do Evoque
Com este motor, o modelo passa a ser o SUV de luxo mais "barato" do país, considerando o preço da versão de entrada, Attraction: R$ 127.190.

O principal concorrente em vendas do modelo da Audi, o Range Rover Evoque, começa em R$ 197.500, mas só tem motor 2.0, de 240 cv, a gasolina, ou 190 cv, a diesel, sempre com câmbio automático de 9 marchas. Assim, o Q3 1.4 se distancia dele e fica mais perto de outros rivais, como o Mercedes GLA, que também teve a configuração mais simples, 200 Style (156 cv flex), lançada recentemente a R$ 128.900.

A Audi continua oferecendo a versão 2.0 do SUV. Ela ficou mais potente (também 10 cv a mais que na anterior), com 180 cv ou 220 cv, e o mesmo câmbio da 1.4, só que com 7 velocidades. Outra diferença entre eles é que o 2.0 mantém tração 4x4 e o 1.4 tem apenas tração dianteira.

No visual, as mudanças foram leves: mais cromados na grade dianteira e o farol agora inclui a função do farol de neblina, que sumiu da parte inferior do para-choque. Com entradas de ar maiores, essa peça ficou mais robusta. E, na traseira, as lanternas ganharam novo e elegante desenho, em LED (veja mais vídeo acima).

Ao volante
O G1 experimentou as duas versões em um trajeto urbano de 170 km (revezado entre dois motoristas) nos arredores de São Paulo, com trechos de rodovia e cidade, em uma tarde com chuva. O primeiro foi o 1.4, que, com 25,49 kgfm de torque, entre 1.500 e 3.500 rotações por minuto, empurrou bem os 1.405 kg dessa configuração do Q3, inclusive na estrada. Nada emocionante, é claro, mas sem sofrimento. O passeio no SUV continua suave, pacato.

Ao entrar do 2.0 fica é óbvia a diferença de resposta ao pisar no aceledor e também o quanto a tração integral faz o carro grudar no chão nas curvas, mas o 1.4 também passa segurança.

Em termos de consumo, a versão mais acessível tem média de 10,7 km/l na cidade e 12,5 na estrada, segundo o Inmetro, o que lhe dá nota A (concedida aos mais eficientes) quando comparado com outros veículos de mesma categoria chamada "Grandes" (uma mistura que tem ainda o GLA, o BMW X1, Ford Focus e Honda Civic, entre outros).

Mas, no geral, a nota do Q3 1.4 é B. E a versão 2.0 vai mal: é nota E (a mais baixa) na configuração Ambiente e D na Ambition, a mais cara, dentro da categoria, e D no geral (veja ranking 2015 completo, no site do Inmetro).

Derrapada multimídia
A versão 1.4 é oferecida em duas configurações. De série, há volante multifuncional, banco de couro sintético, ar-condicionado, faróis bixênon de LED, sensor de estacionamento traseiro, sensor de luz e chuva, controle de estabilidade, start/stop (que desliga o motor temporariamente, ao para em um farol, por exemplo, e de uma forma tão sutil que é quase imperceptível), assistente de partida em subida, Bluetooth e rádio. Não há teto solar na Attraction, a configuração de entrada, de R$ 127.190. As rodas são aro 17.

Por R$ 17 mil a mais, a versão Ambiente 1.4 tem, além da janela extra, ar-condicionado de duas zonas (que permite regulagem diferente para o motorista e o carona), rodas aro 18, abertura e fechamento elétrico do porta-malas, ajuste elétrico para o banco do condutor e controle de velocidade de cruzeiro.

Fora a tração integral, o 2.0 inclui, também a partir da configuração Ambiente (R$ 165.190), sensor de estacionamento também dianteiro, sistema de som com 10 alto-falantes, função "auto hold" (a mesma alardeada no Honda HR-V, que mantém o freio acionado para dar um "descanso" para o pé durante o anda e para dos congestionamentos) e a possibilidade de escolher entre 4 opções de condução, entre elas uma que privilegia o consumo menor de combustível e outra mais esportiva.

Um derrapada, em tempos em que todo mundo está constantemente "plugado", é que nenhuma configuração inclui navegador incorporado ao sistema multimídia. Ele é opcional e custa R$ 10.500. Não tem informações do trânsito em tempo real e as funções são acionadas por teclas e um seletor muito abaixo da tela: ela não é sensível ao toque ("touch screen"), falha que também existe no GLA. O Mercedes também não oferece navegador na versão mais simples: o item é de série apenas a partir da Vision (R$ 171.900).

Conclusão
Quem almeja ter um SUV premium para usar basicamente na cidade e nem pensa em encarar um terreno difícil, será bem atendido pelo 1.4 Attraction, a configuração de entrada.

Vai ser também uma questão de gosto: o pacote é bem parecido com o de seu concorrente mais próximo, o também alemão GLA 200 Style, que cobra R$ 1.700 a mais. Na arquitetura, há diferenças sutis como os 10 centímetros a mais de altura do Audi sobre o Mercedes, que também será nacionalizado futuramente.

Vai demorar um pouco, mas quem vai esquentar esta briga, principalmente para quem gosta do SUV "altão", é o terceiro alemão, o X1, cuja segunda geração chegará ao Brasil em 2016. Ele ficou com mais cara de utilitário esportivo, e menos de perua. De acordo com a fabricante, o novo modelo é 53 milímetros mais alto, com isso a posição do motorista também subiu 36 mm e a dos passageiros de trás foi elevada em 64 mm.

Por enquanto, a geração antiga é que é fabricada no Brasil, desde novembro passado, com motor 2.0 turbo de 184 cavalos.

Compare o Q3 antes e depois da reestilização:

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Fonte: G1

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