Novidades

28 OUT
Novo VW Golf foi desenhado por um brasileiro; ele nos conta sua trajetória

Novo VW Golf foi desenhado por um brasileiro; ele nos conta sua trajetória

Felipe Montoya e a maquete em tamanho real feita de argila do elétrico ID.3, que também tem seu toque (Divulgação/Volkswagen)

Se você perguntar a Felipe Montoya Bueloni se vale a pena perseguir seus sonhos, ouvirá um “sim” de pronto. E não é difícil entender o motivo.

Nascido em Piracicaba (SP), Felipe gostava de sentar para desenhar assim que chegava da escola. Valia qualquer tipo de desenho, mas principalmente carrinhos. Seus pais logo perceberam essa aptidão e aos oito anos já estava matriculado em uma escola de arte aos 8 anos de idade – que frequentou até os 15 anos de idade.

A perseverança e a paixão por carros levaram ele longe, geográfica e profissionalmente. Hoje com 36 anos, Felipe Montoya assina o design exterior da oitava geração do Volkswagen Golf.

“Curiosamente, meu pai, Neto Bueloni, também é entusiasta de carros e um grande fã de automobilismo (ele costumava correr em karts, na verdade)”, conta com brilho nos olhos enquanto me recebe para mostrar o Golf, sua maior criação até o momento.

Felipe Montoya defende cada traço da nova geração do Golf (Divulgação/Volkswagen)

“Ainda me lembro de assistir a corridas de Fórmula 1 e Indy com ele, de passar horas lendo revistas de automobilismo e, claro, Quatro Rodas, e de ver as fotos das suas corridas. Tudo isso teve um grande impacto na formação da pessoa que sou hoje”. Também entram na conta os desenhos dos karts e dos F1 que o pai carinhosamente fazia para ele.

Mas Felipe demorou um pouco para perceber que havia a possibilidade de se tornar um designer de carros e transformar sua paixão em profissão.

As informações eram mais escassas na época, principalmente em Piracicaba.

“Foi aos 17 anos, quando comecei a cursar Engenharia Civil na Unicamp, em Campinas, que fiquei sabendo que havia curso de Design voltado para automóveis em outra universidade”. Ele ainda tentou fazer os dois cursos simultaneamente, mas logo ficou claro que o seu caminho seria o design, especificamente o de automóveis.

No terceiro ano do curso, decidiu participar do Concurso de Design promovido anualmente pela Volkswagen do Brasil. E foi bem: ficou entre os dez primeiros. Mas a concorrência era forte e somente os três primeiros eram agraciados com um estágio na fabricante.

Esboço do novo Golf criado por Montoya (Divulgação/Volkswagen)

Mas Felipe tentou novamente em 2006, quando o tema foi “Qual é o Próximo Sedan Volkswagen?”. Desta vez venceu a competição e no ano seguinte começou seu estágio de um ano no Volkswagen Design Studio, em São Bernardo do Campo (SP). Dá para dizer que ele nem concluiu essa etapa.

“Tudo aconteceu muito rápido. Meu chefe na época, Gerson Barone, então chefe de design da Volkswagen Brasil, me ofereceu a posição de designer de exteriores quando eu estava na metade do estágio. Logicamente agarrei essa vaga, que 2009 acabou me levando ao “Brazilian Corner” na sede da Volkswagen, em Wolfsburg”.

 (Divulgação/Volkswagen)

O “Brazilian Corner”, surgiu da necessidade da Volkswagen de ter um estúdio dentro de sua sede dedicado à reestruturação e aprovação do design dos carros da marca para o Brasil e a América Latina. Designers, engenheiros, especialistas em ergonomia e modeladores expatriados formavam a equipe.

“A ideia inicial era de ficar por lá durante três meses, mas Klaus Bischoff (chefe global de design da Volkswagen) acabou selecionando um dos meus esboços para alguns projetos, como o Gol G6 e o Novo Fox”.

 (Divulgação/Volkswagen)

Por conta do talento reconhecido, Felipe Montoya só retornou ao Brasil para buscar mais malas. O que era para ser três meses já soma mais de dez anos – e contando.

Foi trabalhando em Wolfsburg que Felipe conheceu Oliver Stefani. Hoje chefe de design da Skoda, Stefani era o chefe de design exterior na época.

“Ele foi importante para meu progresso, pois me colocou para trabalhar em uma equipe liderada pelo também brasileiro Marco Pavone (então chefe de equipe e hoje chefe de design exterior da VW). Ele tinha vários projetos em mãos, como a reestilização do VW Up! que seria produzido no Brasil”.

Daí até Felipe passar a ser um componente fixo da equipe de design exterior da VW foi um pequeno grande passo, dado no final de 2013.

Os designers brasileiros Marco Pavone e Felipe Montoya (Divulgação/Volkswagen)

Desde então Felipe Montoya já eternizou sua criatividade em diversos carros, mas gosta de destacar o novo Bora para o mercado chinês, o elétrico ID.3 e, claro, o novo Golf. Vale destacar que estes dois últimos são os carros mais importantes da VW para os próximos anos a nível global.

O ID.3 é o primeiro modelo da nova família de carros elétricos da Volkswagen (Divulgação/Volkswagen)

O Golf tem um gostinho especial para Felipe por ter sido o primeiro com design exterior chefiado por ele. “Quando me convidaram, senti que tinha ganho a Champions League”, admite emocionado, antes de começar a me explicar os traços mais importantes da nova geração do VW mais vendido da história.

“Este novo Golf mantém as proporções, porque temos que honrar a história de um carro com 45 anos de vida. O elemento de design dominante é a coluna C larga, caraterística do Golf ao presente nas sete gerações anteriores.

A coluna C larga acompanha o Golf desde sua primeira geração (Divulgação/Volkswagen)

 

A coluna torna a carroceria mais dinâmica e a projeta para frente, ao mesmo tempo que atrai a atenção para a traseira, trazendo o traço marcante do Golf original para o presente. É o teto que acrescenta o caráter autêntico e esportivo ao novo carro”.

Embora o principal mercado deste novo Golf seja a Europa, o design criado por Felipe Montoya foi bem aceito por seus conterrâneos. 68% dos mais de 4.200 leitores que responderam enquete de QUATRO RODAS aprovaram este novo Golf, que é o mais brasileiro da história.

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

22 JAN

Audi convoca recall para A4 e A5 por risco de incêndio no motor

A Audi anunciou um recall envolvendo 5.379 carros divididos entre A4 e A5, todos fabricados entre 2012 e 2013, por risco de superaquecimento do motor. De acordo com a marca, partículas no líquido de arrefecimento do motor podem bloquear a bomba suplementar do sistema. Com isso, o motor pode superaquecer e resultar em um incêndio. Para corrigir o problema, a Audi atualizará o software da unidade de comando do motor que atua na desativação da bomba suplementar em caso de mau... Leia mais
22 JAN

Honda PCX 150 2019 chega ao Brasil com ABS por R$ 12.990

O Honda PCX 150, scooter mais vendido do Brasil, teve sua nova geração lançada no Brasil nesta terça-feira (22). Além de visual renovado, o modelo ganhou nova suspensão traseira, painel digital e agora passa a contar com freios ABS nas versões mais caras. Motos 2019: veja 25 lançamentos esperados Veja os preços do PCX 150 2019: PCX 150 CBS: R$ 11.620 (custava R$ 11.272)PCX DLX ABS: R$ 12.990 (custava R$ 11.778)PCX Sport ABS: R$ 12.990 (custava R$ 11.778) Lançado em... Leia mais
22 JAN

Honda SH 150i chega ao modelo 2019 com nova opção de cor

A Honda anunciou nesta terça-feira (22) a chegada do SH 150i 2019 às lojas da empresa no Brasil a partir de fevereiro. Sem mudanças técnicas, o scooter ganhou apenas a opção de nova cor cinza metálico. Veja os preços do SH 150i: SH 150i: R$ 12.700SH 150i DLX: R$ 13.210 Lançado em 2017 no Brasil, o SH 150i é uma opção mais completa e maior, comparado ao PCX 150, que é o scooter mais vendido do Brasil e será atualizado ainda este ano. No final do ano passado, a marca... Leia mais
22 JAN

História do Fusca nacional é tão confusa que até a VW se perde ao contá-la

Fuscas saem da fábrica da Volkswagen na Via Anchieta em 1957. Todos eles foram importados (Divulgação/Volkswagen)Você já viu essa foto por aí. Ela é divulgada há anos pela própria Volkswagen para ilustrar o início da fabricação nacional do Fusca na fábrica da Anchieta, em 1959. Mas não é isso que ela retrata.A foto realmente foi feita na fábrica da Anchieta, mas dois anos antes, em 1957 – ano marcado pelo início da fabricação nacional da Kombi.Esta cena retrata a entrega... Leia mais
22 JAN

Longa Duração: freios do Renault Kwid exigem cautela e cuidado extra

Freios do Kwid passarão por manutenção aos 30.000 km (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Começou de maneira esporádica. “Tive a impressão de que a luz de alerta do sistema de freio piscou rapidamente no painel”, disse o repórter Gabriel Aguiar, após usar o Renault Kwid. “Também tive essa impressão”, comentou o piloto de teste Eduardo Campilongo.“Abri o capô e notei que o reservatório do fluido de freio estava com as paredes externas sujas. Conferi a tampa e, aparentemente,... Leia mais
22 JAN

Os Eleitos 2018: veja ranking completo dos carros mais amados pelos donos

– (Otavio Silveira/Quatro Rodas)A compra de um novo carro traz junto um universo de expectativas. Com o tempo, a convivência vai revelar se ele transformou esse sentimento em satisfação ou decepção. É para descobrir onde seu veículo se encaixa nessa escala de amor e ódio que nasceu a nossa pesquisa Os Eleitos, que há 18 anos ouve quem mais entende de automóvel: o próprio dono.Neste ano, entrevistamos 2.531 proprietários dos 45 modelos mais vendidos do Brasil. Mas não estranhe se... Leia mais