Novidades

24 OUT
Clássicos: Ford Galaxie 500, o maior carro já produzido no Brasil

Clássicos: Ford Galaxie 500, o maior carro já produzido no Brasil

É o único full-size produzido no Brasil (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Primeira indústria automobilística instalada no país, a Ford Motor Company Brasil Ltda. iniciou suas atividades há pouco mais de 100 anos, dedicando-se à montagem de veículos importados em kits.

Foram necessários quase 50 anos de operação para que o fabricante de Dearborn oferecesse seu primeiro automóvel nacional: o imponente Galaxie 500.

A ideia só amadureceu no governo Juscelino Kubitschek, em 1956, com o Grupo Executivo da Indústria Auto- mobilística (Geia).

Em 1958, a Ford fundia seu primeiro motor V8, em Osasco (SP), e pouco tempo depois apresentou o projeto de nacionalização do modelo Custom 300 1959, que só não prosperou devido a uma série de entraves burocráticos do Geia.

As linhas básicas do modelo americano de 1966 foram mantidas o Galaxie nacional até 1975 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O alinhamento ideológico e a simpatia do governo militar por investimentos estrangeiros viabilizaram a produção nacional do Galaxie 500.

A primeira aparição oficial do novo Ford ocorreu no longínquo 26 de novembro de 1966, data em que o marechal Castelo Branco conduziu oficialmente a abertura do quinto Salão do Automóvel de São Paulo.

Nenhum lançamento foi tão importante: tanto o Chrysler Esplanada quanto o Willys Itamaraty Executivo eram variações requentadas de projetos defasados.

Com 5,33 metros de comprimento, 2 metros de largura e 3 metros de entre-eixos, o Galaxie 500 foi um choque imensurável em um público acostumado à escola europeia representada por VW Fusca e Willys Gordini.

No lugar das pequenas calotas centrais, havia a opção de calotas integrais de alumínio polido (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Com índice de nacionalização acima dos 97%, o primeiro Galaxie 500 deixou a fábrica paulistana do bairro do Ipiranga em 16 de fevereiro de 1967, poucos dias antes da cerimônia oficial, apresentada pelo gerente geral John C. Goulden.

Entre as autoridades civis e militares, destacou-se o governador Abreu Sodré ao volante de um Galaxie 500 bege Terra.

Foi o primeiro automóvel nacional a oferecer o conforto da direção hidráulica: por trás do enorme volante estava o charmoso velocímetro em escala horizontal e a alavanca do câmbio de três marchas.

Os V8 de 4,6 litros e 164 cv impulsionava bem seus 1.780 kg, contidos por freios assistidos a tambor nas quatro rodas, sempre pintadas na cor da carroceria.

O motor V8 bloco Y de 4,8 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Além do bege Terra, havia mais sete tonalidades: vermelho Marte, verde Netuno, preto Sideral, cinza Cósmico, azul Infinito, azul Ágena e branco Glacial.

Conhecida como “saia e blusa”, a opção da pintura em dois tons trazia a capota sempre pintada de branco Glacial. No lugar das pequenas calotas centrais, havia a opção de calotas integrais de alumínio polido.

Ar-condicionado era um os opcionais mais desejados (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os bancos inteiriços de vinil acomodavam seis ocupantes e foram oferecidos nas cores preto, bege, azul ou vermelho.

A transmissão automática Ford-O-Matic seria oferecida apenas em 1969 na luxuosa versão LTD e logo disponibilizada para o Galaxie 500, sempre acoplada a um novo V8 de 4,8 litros e 190 cv. O ar-condicionado era outro opcional bem-vindo.

O modelo 1970 foi marcado pela chegada do Galaxie, que perdeu o sufixo “500” e uma série de comodidades para encarar os recém-chegados Chevrolet Opala e Dodge Dart.

Em 1971, o LTD virou LTD Landau, com vidro traseiro de menores dimensões e a coluna traseira decorada por um adorno que simulava a dobradiça da capota de uma carruagem.

O porta-malas que leva 700 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Freios a disco foram adotados em 1972 e as lanternas trapezoidais surgiram no ano seguinte. A primeira e última mudança significativa veio em 1976: faróis na posição horizontal inseridos na grade e piscas deslocados para as extremidades.

A traseira ganhou lanternas de seis luzes, com a ré no para-choque, e o V8 passou a ser o Windsor de 5 litros e 199 cv, o mesmo do Maverick.

Pneus radiais, para-brisa laminado e cintos de segurança retráteis estiveram entre os últimos melhoramentos do Galaxie 500, cuja produção foi encerrada em 1979.

O irmão mais requintado, LTD, foi descontinuado em 1981 e o topo de linha, Landau, em 1983: continuam invictos em espaço interno e conforto de rodagem até os dias atuais.

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

23 SET
Brasil prevê só 9 novos itens de segurança obrigatórios em carros até 2030

Brasil prevê só 9 novos itens de segurança obrigatórios em carros até 2030

O anúncio foi feito por representantes da indústria e do governo. (Anfavea/Divulgação)O Ministério da Economia apresentou hoje a criação de um fundo de financiamento de R$ 1 bilhão destinado para pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias dentro do âmbito da Rota 2030.Batizado como Programas Prioritários, esse fundo vai financiar projetos nas áreas de eficiência energética, segurança e conectividade, que beneficiem toda a cadeia automotiva, incluindo aí não só as... Leia mais
23 SET
Esta miniatura elétrica do Defender vai te fazer querer gastar R$ 10.000

Esta miniatura elétrica do Defender vai te fazer querer gastar R$ 10.000

Ele é a cópia exata de um Defender, mas na escala 1:10. E custa R$ 10.000! (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Presentear filho com miniaturas pode virar coisa séria. Se tomar gosto pelo hobby, a criança corre o risco de virar um adulto engenheiro, piloto ou alguém como Rafael Gakiya, 35 anos, que hoje constrói seus próprios brinquedos.“Meu primeiro contato real com o modelismo foi em 2005, quando fui trabalhar no Japão. Lá comprei dois movidos a combustão, muito caros no Brasil.... Leia mais
23 SET
Carros premium com produção nacional devem ficar cada vez mais raros

Carros premium com produção nacional devem ficar cada vez mais raros

Lançado este ano, novo Evoque não será produzido no Brasil. (Arquivo/Quatro Rodas)Lançado este ano, novo Evoque não será produzido no Brasil. (Arquivo/Quatro Rodas)Com vendas abaixo do esperado e investimentos sem retorno, as marcas premium, que abriram fábricas no Brasil em troca da redução de impostos oferecida pelo programa do governo Inovar-Auto (2012-2017), estão revendo suas estratégias no país.Não é de hoje que as dificuldades se avolumam. Segundo analistas do mercado, as... Leia mais
20 SET
Clássicos: por que o Alfetta GT é um dos Alfa Romeo mais amados até hoje

Clássicos: por que o Alfetta GT é um dos Alfa Romeo mais amados até hoje

Um dos desenhos mais belos de Giugiaro (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Giulia Sprint GT de 1963 foi um dos mais belos carros criados por Giorgetto Giugiaro para a Alfa Romeo, mas estava longe de ser prático: o espaço era limitado a um casal e duas crianças (bem) pequenas. Foi pensando nisso que o fabricante de Milão apresentou o versátil Alfetta GT em 1974. Também obra de Giugiaro, o cupê trazia uma bonita carroceria de dois volumes com queda suave do teto para acomodar quatro... Leia mais
20 SET

Procura tecnologia? Novo Onix vem com carregador de celular sem fio

O Novo Onix 2020 chama a atenção do mercado por democratizar tecnologias (são muitos itens de série em todas as versões) e por oferecer funcionalidades vistas somente em carros premium ou de segmentos superiores. Entre esses diferenciais estão Easy Park (assistente de estacionamento), o alerta de ponto cego, o Wi-Fi embarcado e carregador de celular wireless. Como assim, dá para carregar o smartphone sem cabo? Sim. A Bárbara Coelho, o Felipe Andreoli e o Cartolouco também... Leia mais
20 SET

Novo Onix chega com visual dinâmico e sofisticado

Basta uma rápida olhada para perceber que o Onix 2020 chega com novo visual: um design dinâmico e, ao mesmo tempo, sofisticado, como você pode ver no vídeo. São duas versões: o hatch e o sedã, que passa a ser chamado de Onix Plus. Ambos chamam atenção pelas proporções marcantes e linhas atléticas, mas cada um tem personalidade própria, com a traseira com dimensões distintas. O Onix está maior em largura, distância entre-eixos e comprimento, em suas duas versões.... Leia mais