Novidades

14 OUT
Aceleramos o Audi de corrida que você também pode pilotar por R$ 600.000

Aceleramos o Audi de corrida que você também pode pilotar por R$ 600.000

O RS 3 LMS é uma versão do sedã RS 3 preparada para as pistas de corrida (Leo Sposito/Quatro Rodas)

A Audi pretende criar uma categoria de automobilismo no Brasil. A RS 3 LMS Cup Brasil já tem até nome, mas, segundo os executivos da empresa, ainda faltam acertos para os planos irem adiante.

Entre outras coisas, a Audi está avaliando a receptividade do público.

De acordo com o chefe de serviços técnicos, Daniel Paixão, a ideia é que os carros fiquem aos cuidados da fábrica, bem como a logística e o suporte técnico na pista, e os pilotos só se preocupem em correr.

O carro é o RS 3 LMS, versão do sedã RS 3 preparada pela Audi Sports, divisão de competição da fábrica. O LMS (Le Mans Series) já corre em campeonatos de turismo em outros países.

No trabalho de preparação, o carro de linha foi aliviado no peso, com a retirada de quase todos os componentes do interior, mas recebeu equipamentos de segurança como a gaiola de proteção e saias e aerofólio para melhorar a aerodinâmica. No geral, ficou 300 kg mais leve, com 1.215 kg.

O motor 2.0 turbo tem o bloco do A3 de rua, mas passou por mudanças para suportar o esforço na pista (remapeamento da eletrônica e novos componentes nos sistemas de admissão e escape), assim como o câmbio S-Tronic de seis marchas. A tração continua na dianteira.

O LMS gera 350 cv e 46,9 mkgf e é capaz de ir de 0 a 100 km/h em 4,5 s e atingir 245 km/h de velocidade máxima (o motor de rua tem 220 cv e 35,7 mkgf e faz 6,9 s e 250 km/h).

O motor é o mesmo 2.0 do carro de rua, mas com mudanças para se adequar à pista (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Nós pilotamos o Audi no Autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP).

É um circuito bastante seletivo com 3.493 metros de extensão em seu traçado mais longo e 14 curvas, incluindo uma sequência em declive que lembra a famosa Curva Saca-Rolhas de Laguna Seca, na Califórnia.

Nossa experiência como piloto começou ainda nos boxes. Depois de vestir balaclava e capacete, me contorci para entrar no cockpit e me posicionar ao volante.

Nessas horas, é comum a gente só pensar em entrar logo na pista e acelerar o carro, mas fiz questão de registrar cada sensação que um futuro competidor da RS 3 LMS terá.

Me encaixei no banco concha, apertei o cinto de cinco pontos e fixei o volante na coluna de direção (ele estava pendurado em um suporte no teto do carro do lado do passageiro).

Como o câmbio é automatizado de dupla embreagem, só existem dois pedais: acelerador e câmbio. À minha esquerda, havia um apoio para o pé, mas optei por posicionar um pé em cada pedal.

O volante é um show à parte. Guardada a devida distância, parece o volante de um Fórmula 1.

Do RS 3 original sobraram apenas parte do painel e laterais das portas. O painel digital é próprio e o volante de corrida vem vários ajustes do carro (Reprodução/Audi)

É bem mais simples, mas tem comandos comuns aos dos F-1, como o botão que seleciona mapas das pistas com dados como modo de atuação de freios, gestão de combustível e regime de marchas (a única pista na memória era a de Interlagos) e um botão que regula o funcionamento do diferencial (são três modos, que podem ser escolhidos com base nas condições de aderência de pista e pneus).

Há também comandos mais triviais, como a ventilação forçada da cabine, da comunicação com os boxes e do limitador de velocidade no pit lane.

Enquanto aguardava autorização para entrar na pista, liguei a chave geral do carro e apertei o botão da partida (também fica no volante). O ronco grave e em alto volume preencheu os boxes e meu coração começou a bater mais forte.

Finalmente, veio a autorização. Com o câmbio na posição manual, saí dos boxes, estiquei a primeira marcha e segui trocando as demais nas borboletas no volante.

A saída dos boxes no Velo Città é quase no final da reta principal. Quando a velocidade cresce, já é hora de frear e contornar a primeira curva à esquerda. A partir daí consegui acelerar mais.

Na traseira, o grande aerofólio proporciona pressão aerodinâmica (Leo Sposito/Quatro Rodas)

O RS 3 responde com vigor, fazendo o circuito parecer ainda mais travado. Na primeira frenagem, apesar dos avisos que me deram sobre a eficiência do sistema, pisei fundo no pedal e o carro parou bem antes da curva.

Voltei a acelerar e segui em frente. O LMS se comporta como um carro de corrida: com a suspensão firme e a direção direta.

Após uma sequência de curvas e uma reta curta, cheguei ao Saca-Rolhas (o nome oficial é Curva da Paciência). Senti confiança para fazer o traçado desfrutando o prazer da manobra.

A Audi ainda não definiu o custo da RS 3 LMS Cup Brasil. Hoje existem no país duas categorias organizadas por fabricantes.

A Hyundai mantém a HB20 Motorsport, que sai por R$ 200.000 por temporada (com oito etapas de duas corridas cada), e a Porsche promove a Porsche Cup, que é uma categoria com cinco outras dentro, dependendo do equipamento utilizado: Carrera 3.8, Carrera 4.0, GT3 3.8, GT3 4.0 e a categoria para jovens talentos Junior Program.

Nesta modalidade, o custo é de R$ 600.000 por temporada (seis etapas com duas corridas cada). Se vingar, a RS3 LMS Cup Brasil será a primeira copa monomarca da Audi no mundo. Tomara!

O RS 3 LMS é capaz de proporcionar uma experiência de pista completa, oferecendo desempenho esportivo, comportamento de carro de corrida e recursos eletrônicos próximos aos dos carros de turismo mais sofisticados.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

03 JUN

Fiat Doblò 2020 perde versão Adventure e parte de R$ 92.390

O Fiat Doblò chegou à linha 2020 com uma novidade: o modelo passa a ser vendido apenas na configuração Essence de 7 lugares, que parte de R$ 92.390. A versão Adventure (que permanece na Weekend 2020) deixou de ser oferecida. De acordo com a marca, as configurações Essence de 5 lugares e a Adventure estão disponíveis somente para frotistas. De série, é equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, banco traseiro bipartido, airbag duplo, freios ABS, vidros... Leia mais
03 JUN

Nissan Frontier S fica menos pé de boi com rodas de liga leve acessórias

Nissan Frontier S com rodas de liga leve (Divulgação/Nissan)A Nissan Frontier S, versão mais barata da picape média a contar com motor turbodiesel, tração 4×4 e cabine dupla, pode finalmente chegar à garagem de seus proprietários com um aspecto visual menos simplório.Para isso, porém, o comprador terá de desembolsar R$ 4.796 além dos R$ 137.550 cobrados inicialmente pela versão, se quiser incluir um jogo de rodas de liga leve aro 16. O item passou a ser oferecido como acessório... Leia mais
03 JUN

A trágica história do Ford Flivver, avião “popular” menor que um Corolla

Ford Monoplano, de 1909, seguia o projeto de um avião francês (Reprodução/Internet)Henry Ford conseguiu fazer o primeiro carro popular e global.Entre 1908 e 1927, mais de 15,4 milhões de Ford T foram produzidos em 14 fábricas em todo o mundo – uma delas no Brasil. Tinha a fama de seguro, simples e barato, que Ford quis levar para os ares. Em 1909 o magnata mostrou o Ford-Van Aucken Monoplane, baseado no avião francês Blériot XI – o primeiro a cruzar o Canal da Mancha.Uma das... Leia mais
01 JUN

Harley-Davidson Touring 2019: primeiras impressões

A Harley-Davidson já definiu como deverá ser parte de seu futuro: com motores elétricos e modelos mais leves. Mas antes que isso se torne uma realidade, sua primeira moto elétrica chega ao mercado ainda esse ano, a montadora resolveu modernizar sua linha mais tradicional. Harley vai lançar moto de baixa cilindrada e modelo aventureiro Com motos pesadonas e destinadas a longas viagens, a linha Touring carrega que há de mais clássico nos modelos da marca e, antes da chegada da... Leia mais
31 MAI

Porsche Cayenne Coupé começa a desfilar no Brasil no fim de 2019

Porsche Cayenne Coupé, de frente e de traseira (Divulgação/Porsche)A Porsche está realizando esta semana na região de Graz, Áustria, a apresentação mundial do Cayenne Coupé, derivação acupezada de seu já conhecido SUV grande de luxo.Mas, se o SUV-cupê começa a ganhar as ruas europeias já no fim deste mês, o Brasil só deve recebê-lo no último trimestre de 2019. Questões de homologação.O utilitário tende a aportar em outubro, importado da Eslováquia, onde toda a família... Leia mais
31 MAI

Jeep Renegade: SUV mais vendido do Brasil passa por recall (de novo)

Renegade é convocado por defeito no sistema de airbags (Divulgação/Jeep)O Jeep Renegade está envolvido em uma nova campanha de recall. Apresentado no Brasil em 2015, o SUV já foi convocado seis vezes pelo fabricante para diferentes reparos.O defeito mais recente, anunciado neste mês, afetou 37.723 unidades do modelo, que deverão retornar às concessionárias para atualização do software do sistema de airbags.Essa será a sexta convocação do modelo desde o... Leia mais