Novidades

10 OUT
Clássicos: VW Passat se despediu em grande estilo com versão GTS Pointer

Clássicos: VW Passat se despediu em grande estilo com versão GTS Pointer

O vermelho Fênix metálico era um dos três opcionais do GTS Pointer (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Referência em desempenho, o Passat TS foi objeto de desejo dos brasileiros na maior parte dos anos 70, mas sucumbiu na década seguinte frente à modernidade de rivais como Chevrolet Monza e Ford Escort.

Para recuperar o prestígio perdido, a Volkswagen desenvolveu aquele que seria um de seus modelos mais cultuados: o Passat GTS Pointer.

O GTS Pointer surgiu como uma evolução do pacato Passat GTS de 1983, idêntico à luxuosa versão GLS com motor de 1,6 litro.

Motor para alto giro: AP-800S entregava potência de modo progressivo e linear (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Em junho de 1984, o elegante cupê desenhado por Giorgetto Giugiaro recebeu o novo motor de 1,8 litro, o mesmo que impulsionava o recém-lançado Santana.

O torque subiu de 12,9 mkgf a 2.600 rpm para 15,2 mkgf no mesmo regime. O ganho em potência foi ainda mais expressivo e saltou de 82 cv a 5.200 rpm para 92 cv a 5.000 rpm.

Alcançou ótimos números de desempenho no seu primeiro teste: máxima de 162,89 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 13,39 segundos.

Seu equilíbrio era igual ao do Passat TS em 1976: freios eficientes com boa modulação e sem desvios de trajetória.

Recalibrada, a suspensão aliava conforto e estabilidade com tendência ao subesterço no limite da aderência. Precisa, a direção tinha o peso correto em qualquer velocidade.

Era a primeira vez que o Passat recebia rodas de 14 polegadas, a famosa Avus com pneus 185/60.

Passat GTS Pointer foi um dos primeiros nacionais a oferecer bancos Recaro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os bancos dianteiros eram fornecidos pela Recaro, anatômicos e com eficientes apoios laterais. O traseiro contava com dois encostos de cabeça e apoio de braço central. Entre os opcionais, estavam ar-condicionado e teto solar.

Mais leve, o GTS Pointer era muito mais ágil e comunicativo que o Santana. E era sensivelmente superior em espaço interno e porta-malas quando comparado ao Gol GT.

A nova mecânica marcou o renascimento do Passat, que apresentou uma reação positiva em vendas com as atualizações adotadas em 1985.

Esportivo familiar: espaço para quatro adultos e 362 litros de porta-malas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os para-choques de lâmina metálica deram lugar a outros de plástico envolvente, com indicadores de direção posicionados na parte inferior.

As lanternas traseiras receberam frisos horizontais pretos e o painel de instrumentos foi completamente redesenhado. Mas a melhor novidade foi o câmbio de cinco marchas com escalonamento esportivo.

O novo câmbio fez o GTS Pointer ganhar quase 1 segundo no 0 a 100 km/h, realizando a prova em 12,45 segundos.

Outras novidades no interior do modelo 1985 eram o termômetro de óleo posicionado ao lado do voltímetro no console e o belíssimo volante de quatro raios, que logo ficou conhecido como “Quatro Bolas”.

O desempenho chegou ao auge no modelo 1986, quando o GTS Pointer recebeu o mesmo motor do Gol GT.

Com motor 1.8 que equipava o Gol Gt, o Passat deixou para trás tanto o irmão quanto a concorrência (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Com comando de válvulas do Golf GTI alemão, a potência mínima estimada era de 105 cv – os 99 cv declarados na ficha técnica eram uma estratégia tributária da VW para evitar uma alíquota maior do IPI.

O novo motor fez o veterano Passat superar não só o Gol GT como o recém-lançado Chevrolet Monza S/R: alcançou a máxima de 170, 61 km/h e foi de 0 a 100 km/h em 11,46 segundos.

Além de ter o melhor desempenho, ainda era o mais econômico, com média de 7,36 km/l de etanol.

O Monza S/R reagiu com um motor de 2 litros em 1987, mas em seu último teste o GTS Pointer cravou 10,91 segundos para ir de 0 a 100 km/h.

Apesar das virtudes, a VW estava mais preocupada em propagar novidades como o Gol GTS, o Voyage GLS e, no ano seguinte, o tão esperado Santana 2000 (com motor 2 litros).

A última unidade deixou a fábrica em São Bernardo do Campo em 2 de dezembro de 1988.

Seu caráter sóbrio e esportivo teve como sucessores o Santana GL com motor 2 litros e o igualmente cultuado Gol GTi.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 AGO
Top ten: carros que têm o DNA de suas marcas gravado no design

Top ten: carros que têm o DNA de suas marcas gravado no design

Lamborghini Miura de portas abertas forma o chifre do Touro, símbolo da marca (Acervo/Quatro Rodas)Quase todo mundo conhece a relação íntima entre a Lamborghini e o universo dos touros – o bicho adorna o logotipo da fabricante italiana e seus carros são batizados com o nome de animais que ficaram famosos em touradas. Mas o Miura foi mais longe: já notou como as portas abertas lembram os chifres de um touro? Garras do leão da Renault estão nas lanternas do 208 (Acervo/Quatro... Leia mais
15 AGO
Correio Técnico: assistente de partida em rampa funciona em carro manual?

Correio Técnico: assistente de partida em rampa funciona em carro manual?

O assistente pode facilitar a saída em rampas (Acervo/Quatro Rodas)Há algum equipamento que impeça carros com câmbio manual de irem para trás em ladeiras? Alexandre Gouveia – Olinda (PE)Sim, e é o mesmo sistema usado em modelos com câmbio automático. O assistente de partida em rampa é um recurso que está se popularizando cada vez mais. Seu funcionamento é simples: ele mantém o carro parado na ladeira por alguns segundos, permitindo que o motorista arranque sem que o veículo vá... Leia mais
15 AGO
Bolsonaro determina suspensão do uso de radares móveis em rodovias federais

Bolsonaro determina suspensão do uso de radares móveis em rodovias federais

O presidente Jair Bolsonaro determinou que o Ministério da Justiça suspenda o uso de radares de fiscalização de velocidade estáticos, móveis e portáteis. A ordem, dada ao Ministério da Justiça, foi publicada nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União. Na segunda-feira, Bolsonaro havia afirmado que pretendia acabar com os radares móveis no país já na semana que vem. Na ocasião, ele disse que se tratava de uma decisão dele próprio e que era "só determinar à... Leia mais
14 AGO
Audi Q8 chega ao Brasil cobrando um Renault Kwid pelo sistema de som

Audi Q8 chega ao Brasil cobrando um Renault Kwid pelo sistema de som

Extensão inferior dos faróis é ocultada pelos apliques pretos do para-choque (Christian Castanho/Divulgação/Audi)A Audi apresentou nesta quarta-feira (14) o novo SUV cupê Q8. O modelo chega ao Brasil em duas versões: Performance, R$ 494.990, e Performance Black, R$ 531.990.Até o fim do ano, ou enquanto durar o estoque de 50 unidades do ano-modelo 19/19, a marca venderá ambas a valores promocionais: R$ 471.990 e R$ 503.990, respectivamente.De série, o Q8 Performance traz faróis... Leia mais
14 AGO
Segredo: novo Chevrolet Onix será lançado logo depois do HB20, mas só sedã

Segredo: novo Chevrolet Onix será lançado logo depois do HB20, mas só sedã

Assim será a dianteira do novo Onix Sedan (Reprodução/Internet)Setembro, definitivamente, será o mês mais importante da indústria automotiva brasileira em 2019. A nova geração do Toyota Corolla e a reestilização profunda do Hyundai HB20 seriam suficientes para garantir tal classificação.Mas será também quando teremos outra novidade muito importante: a chegada do Chevrolet Onix Sedan, que virá para ser posicionado entre o atual Prisma Joy e o novo Cruze, roubando gradualmente o... Leia mais
14 AGO
Audi Q8 chega ao Brasil a partir de R$ 471.990, mas preço é promocional

Audi Q8 chega ao Brasil a partir de R$ 471.990, mas preço é promocional

A Audi anunciou nesta quarta-feira (14) a chegada do Q8 às lojas brasileiras. Disponível em duas versões diferentes, o SUV mais caro da marca no país parte de R$ 471.990 na Performance e de R$ 503.990 na Performance Black. Os valores, porém, são promocionais. Após a ação, feita por tempo limitado para o lançamento, o Q8 terá valores mais altos. A versão de entrada passará a custar R$ 494.990, enquanto a topo de linha sairá por R$ 531.990. Independentemente da... Leia mais