Novidades

26 SET
Comparativo: sedãs médios líderes mudam juntos, mas qual mudou melhor?

Comparativo: sedãs médios líderes mudam juntos, mas qual mudou melhor?

Heróis da resistência: Corolla, Civic e Cruze, chegou a hora de saber qual é o melhor (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Dificilmente ocorrerá de novo uma renovação tão sincronizada dos líderes de um segmento. Mas é claro que esse efeito manada não aconteceu por acaso.

Honda e Chevrolet monitoraram a Toyota justamente para tentar ofuscar a chegada da nova geração do dono absoluto do pedaço: o Corolla.

Cientes do poder de fogo do líder supremo, as marcas promoveram até uma cirurgia plástica – bem sutil, é verdade – em Civic e Cruze. Também capricharam na maquiagem e nos acessórios. Tudo para tentar sair da sombra do gigante.

Mas será que vai dar certo?

No primeiro semestre, o ranking de emplacamentos dos CCC (Corolla, Civic e Cruze) ficou, respectivamente, assim: 26.084, 13.584 e 8.979.

Para definir as versões do comparativo, além do preço, consideramos a voz do povo. A XEi respondeu por 71,4% do Corolla, a EXL por 39,5% do Civic e a LTZ por 55% do Cruze.

No caso específico do Cruze, chamamos a versão Premier, que na linha 2020 ocupou o lugar da LTZ.

Quanto aos preços, os convocados se equivalem: R$ 110.990 o Corolla, R$ 112.600 o Civic e R$ 122.790 o Cruze.

Atuais e racionais, seriam os CCC a linha de frente para encarar a invasão SUV? Não importa, a briga agora é para ver se o Corolla segue na liderança da tropa.

Com as mudanças de catálogo, a GM desistiu de brigar na faixa dos R$ 110.000 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Por fora, a linha 2020 exibe para-choque dianteiro redesenhado na área da grade e dos faróis de neblina, além de lanternas com novo layout interno de iluminação.

Na cabine, a grande novidade: Wi-Fi 4G. Uma ideia excelente, mas que pode desagradar a muitos: o pacote mensal é caro pelo que oferece (R$ 30 por pífios 2 GB) e não permite o compartilhamento de planos familiares e corporativos nem troca de operadora, pois o chip da Claro é soldado ao aparelho.

Se antes a referência em conforto era o Corolla, agora é o Cruze. E quem mudou foi o Toyota, como você vai ver mais adiante.

A opção da Chevrolet por atuar com apenas duas versões muito distantes uma da outra em preço e conteúdo na linha 2020 tirou do Cruze a condição de fazer frente aos sedãs intermediários japoneses (Arte/Quatro Rodas)

A suspensão é a mais macia, o que agrada muito no dia a dia, mas, na estrada, sob condução mais esportiva, o Cruze não tem a mesma competência no contorno de curva.

Pudera: é o único dos três com suspensão traseira com eixo de torção, bem menos versátil e eficiente do que o sistema multibraços dos rivais.

O motor 1.4 turbo e o câmbio automático de seis marchas mostraram força: o Cruze saiu da pista com os melhores números em aceleração, retomada e consumo urbano (veja números de teste no final da reportagem).

O porta-malas é o menor dos três: 440 litros (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Em termos de equipamentos, o Cruze é o maioral. O problema é que o preço também é (bem) mais alto: R$ 122.790.

Até a linha 2019, a família Cruze tinha, na prática, três versões: a LT, de entrada, ainda à venda, e as LTZ1 e LTZ 2. Agora, a Premier substitui a LTZ 2, supercompleta, matando a LTZ 1 e criando um vácuo de cerca de R$ 25.000 entre as versões.

O pacote de equipamentos é excelente, mas o preço conversa com outra clientela. O motor é 1.4 turbo com injeção direta, 153/150 cv e comandos no cabeçote (Arte/Quatro Rodas)

É exatamente nessa zona intermediária, na faixa dos R$ 110.000, que brigam Corolla XEi e Civic EXL. O Cruze LT, indisponível para teste e muito mais simples, regula em preço com as versões de entrada dos japoneses.

Na pista de teste, o duro Civic perde para o Corolla em quase todas as avaliações (Fernando Pires/Quatro Rodas)

As mudanças estéticas da linha 2020 são quase invisíveis: nada muito além de frisos cromados na dianteira e na traseira. Seu caráter esportivo começa pela carroceria sedã-cupê.

Do chão ao teto, é o mais baixo, assim como seu ponto H (distância entre o assento do piloto e o asfalto). O console elevado isola o espaço do condutor e acentua a pegada jovial.

O Civic é o que mais economiza em material macio no revestimento do painel e nas laterais, mas é o único com botão central da trava nas duas portas dianteiras e saídas de ar para a traseira. (Arte/Quatro Rodas)

Porém, está na calibragem da suspensão o tempero mais quente do Honda. Ela é, de longe, a mais dura. Aliás, basta fazer uma pesquisa na internet: até quem tem Civic acha a suspensão um tanto desconfortável.

O “clima” esportivo na cabine é dado pelo tecido preto nas colunas e no teto. Por falar em clima, um ponto exclusivo do Civic que faz toda a diferença para quem viaja atrás: difusores dedicados do sistema de ar-condicionado.

O porta-malas abriga os gatilhos de rebatimento do encosto traseiro e tem boca grande, revestimento nas alças laterais e volume interno de 519 litros (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O tal console central alto é o maior dos três sedãs. Tem espaço para colocar de tudo: latas, garrafas, celular.

Duro mesmo é acessar essas coisas, principalmente as que ficam na parte inferior dianteira – justamente onde ficam a tomada 12 V e a porta USB. Ainda no console, outro destaque do Civic: ele é o único com freio de estacionamento elétrico.

No duelo direto contra o Corolla, não deu para o Civic. O sedã da Toyota tirou proveito do conjunto mecânico superior e foi melhor em aceleração, retomadas de velocidade, frenagem e consumo rodoviário (veja no final de reportagem).

Civic: 2.0 aspirado com 155/150 cv e comando simples no cabeçote (Arte/Quatro Rodas)

Ao volante, o Civic se mostra tão competente quanto o Corolla nas curvas rápidas, mas passa longe do nível de suavidade da suspensão do rival no uso diário. O preço, ligeiramente mais alto, é outra desvantagem do Civic.

Com o caro Cruze em terceiro lugar e o duro Civic em segundo, é hora de conhecer melhor o líder.

A nova geração tem plataforma, conteúdo, motor e câmbio novos. E preço também: o XEi antigo se despediu custando R$ 105.990 e agora, na linha 2020, custa R$ 110.990.

Uma valeta, um buraco, uma saída de semáforo e uma curva de raio longo são mais do que suficientes para sentir a evolução do Corolla.

O acabamento evoluiu, mas há algumas involuções: a nova geração perdeu os apoios de cabeça retráteis e os botões de vidros iluminados nas quatro portas (Arte/Quatro Rodas)

Assim como a suspensão, agora com duplo A na traseira, em vez do velho eixo de torção, a carroceria está menos solta (a rigidez torcional aumentou em 60%, segundo a marca).

Isso confere maior estabilidade direcional, à medida que as interferências dinâmicas são mais rapidamente neutralizadas, permitindo que os sistemas recuperem a condição ideal de trabalho.

Na prática, dá ao motorista a sensação que muitos definem como a de um carro obediente.

A central multimídia é nova. Perdeu a função de TV, mas está mais intuitiva e fácil de usar e ainda tem Apple CarPlay e Android Auto. O motor é 2.0 aspirado com 177/169 cv e injeção direta e indireta de combustível (Arte/Quatro Rodas)

O motor 2.0 nada tem a ver com o anterior. Tem duplo sistema de injeção (direto e indireto), variador elétrico da fase das vávulas de admissão e hidráulico nas de escape e virabrequim e bielas de aço forjado.

São 177/169 cv, ante 155/150 cv do Civic. São números impressionantes como o do câmbio automático CVT, que além de uma primeira marcha convencional, com engrenagens, tem nada menos que dez marchas virtuais.

O porta-malas permaneceu com 470 litros (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O acabamento, que já era bom, está ainda melhor, mas há alguns pontos a serem corrigidos. Toda a parte superior do painel é de material emborrachado, assim como o apoio de braço das portas.

Mas nelas faltam botões retroiluminados, como eram na antiga geração.

Por fim, o pós-venda ajudou o Corolla a se sagrar vencedor: o período de cobertura da garantia total aumentou de três para cinco anos.

Até que a GM volte a colocar uma versão na faixa dos R$ 110.000, o Cruze está fora da briga. Um pequeno ajuste na tabela também faria bem ao Civic.

Enquanto nada disso acontece, o Corolla continua na rota da liderança – e segue melhor de dirigir do que nunca.

*Dado de fábrica

**Informações baseadas nas versões de ano-modelo 2019. Cotações de seguro fornecidas pela TEx Teleport, no perfil QUATRO RODAS

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

24 MAI

Grupos pedem investigação sobre Autopilot da Tesla: 'ilusório e enganoso'

Dois grupos norte-americanos de defesa do consumidor pediram à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos que investigue o que eles chamam uso "ilusório e enganoso" do nome "Autopilot", da Tesla, por sua tecnologia de direção assistida. O Center for Auto Safety e o Consumer Watchdog, ambos grupos sem fins lucrativos, enviaram uma carta à comissão dizendo que os consumidores poderiam ser levados a pensar, com base no marketing e na publicidade da Tesla, que o piloto... Leia mais
24 MAI

Impressões ao dirigir: Tesla Model 3, 100% elétrico e conectado

Preço parte de US$ 35.000. Na prática, porém, esse valor só existe no papel (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas)Eu, se fosse dono de posto de combustível, estaria preocupado com o futuro do meu negócio. Ganhar dinheiro com gasolina está cada vez mais difícil – menos de R$ 0,20 vão para o bolso do empresário a cada litro vendido.É pouco. Para deixar o caixa no azul, uma saída é instalar lojas de conveniência ou de serviços no fundo do terreno.Mas ainda assim elas dependem do... Leia mais
24 MAI

EUA avaliam elevar tarifa de carro importado; marcas veem 'protecionismo'

O governo de Donald Trump nos Estados Unidos está considerando uma proposta para impor novas tarifas sobre veículos importados, invocando a lei de segurança nacional que foi usada para impor tarifas sobre alumínio e aço, disseram um funcionário da administração e três funcionários do setor, segundo a agência Reuters. "Haverá grandes novidades em breve para os nossos trabalhadores do setor automotivo. Depois de muitas décadas perdendo seus empregos para outros países, vocês... Leia mais
23 MAI

Jipe TAC Stark com novidades: versão flex e automática

Linha 2018 do jipe brasileiro tem novidades (Christian Castanho/Quatro Rodas)A TAC Motors fabricante brasileira do jipe Stark tem planos de lançar uma nova versão do modelo com motor flex e câmbio automático, para se somar a atual equipada com motor diesel e câmbio manual.Esse anúncio não estava no roteiro do encontro promovido pela empresa com a imprensa, hoje de manhã, mas o diretor-presidente TAC Motors, Neimar Braga revelou esse objetivo durante o evento.Segundo ele, a novidade... Leia mais
23 MAI

Teste de produto: revitalizador de faróis

Este é o nível máximo de embaçamento que o produto da Luxcar consegue recuperar. Mas, após a aplicação, o aspecto é outro (Paulo Bau/Quatro Rodas)É crucial ficar de olho no desgaste dos faróis, cuja superfície de policarbonato ou acrílico pode ficar opaca ou amarelada.Essa perda de transparência contribui significativamente para a redução da visibilidade do motorista e pode ofuscar quem vem no sentido oposto da via. Um produto que promete resolver esse embaço é o... Leia mais
23 MAI

Suzuki New Jimny será apresentado no salão do automóvel

Projeção do New Jimny segundo jornal italiano (Il Sole 24 Ore/Internet)A Suzuki estuda reativar a fábrica de Itumbiara (GO) para a produção da nova geração do Jimny.Enquanto isso não acontece, o novo Jimny (que ainda não foi lançado em nenhum mercado do mundo) deverá ser oferecido como importado.Segundo fontes, o jipinho deve ser apresentado no Brasil no Salão do Automóvel, em novembro.Robusto, Jimny é um típico off-road de raiz (Christian Castanho/Quatro Rodas)Sua chegada... Leia mais