Novidades

24 SET
Compactos têm peças até três vezes mais caras na versão topo de linha

Compactos têm peças até três vezes mais caras na versão topo de linha

Faróis com iluminação por leds do Fit está disponível só na topo de linha EXL (Divulgação/Honda)

Enquanto modelos médios têm perdido espaço – ou até sumido das lojas, como é o caso de Ford Focus e VW Golf TSI, por exemplo –, os irmãos menores estão cada vez mais equipados (e caros).

Mas quanto essa evolução realmente impacta no bolso do consumidor? Afinal, alguns desses itens dignos de categorias superiores podem custar até três vezes mais que a peça equivalente nas versões de entrada. E isso sem citar algumas exclusividades…

Conjunto com iluminação por led é mais caro que os faróis convencionais (Divulgação/Honda)

O Honda Fit foi reestilizado em 2017, mas quase não dá para reparar mudanças em relação ao modelo apresentado 2014. Talvez a mais visível sejam os novos faróis com iluminação por led.

Exclusivos da configuração topo de linha EXL, cada peça custa R$ 1.691, contra os R$ 1.175 pedidos pelos faróis mais simples utilizados pelas versões mais baratas do monovolume.

Os dados informados pela consultoria SUIV (Sistema Unificado de Informações Veiculares) levam em consideração apenas gastos referentes à aquisição da peça – o que exclui periféricos e mão de obra. Mas vale lembrar que nem todos os modelos receberam itens para subir um degrau no mercado.

Compacto tem airbags laterais de série em todas as versões (Divulgação/Renault)

O Renault Kwid, por exemplo, não oferece ar-condicionado ou assistência de direção na versão de entrada Life, sequer como opcionais, mas traz de série bolsas de segurança laterais.

Considerando apenas o próprio item, ou seja, sem serviços de tapeçaria ou troca do banco, cada airbag custa até R$ 1.400.

Direção elétrica é de série no Ka (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Também é impossível comprar um Ford Ka sem assistência de direção elétrica, por exemplo, o que significa que qualquer defeito na peça custará R$ 1.250 ao proprietário.

Pior ainda é o rombo deixado pelo quadro de instrumentos digital, oferecido de série em todas as versões do Toyota Etios desde a reestilização lançada no Brasil na primeira metade de 2016: são R$ 2.485.

Painel digital do Etios foi inspirado no do Prius (Divulgação/Toyota)

Pior ainda se considerarmos que o mostrador analógico utilizado antes (e muito criticado pela difícil visualização) é comercializado atualmente por R$ 809 nas revendas da própria marca.

Donos do Volkswagen Up! TSI também deverão torcer para não ocorrer nenhum problema no motor de três cilindros 1.0 sobrealimentado.

Para você ter ideia, nas concessionárias da marca, a dupla de turbocompressor e intercooler custa R$ 2.580 – e, de novo, sem considerar outros itens necessários ou lubrificante.

O motor 1.0 TSI tem injeção direta de combustível, turbo e intercooler (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Os bicos injetores também são consideravelmente mais caros quando comparado às configurações mais baratas do hatch: por conta do sistema de injeção direta de combustível, cada peça custa R$ 441, contra pedidos R$ 169 para MPI aspirado.

Ainda se tratando de conjunto mecânico, o Fiat Argo pode receber StarteStop na versão Drive 1.3. Oferecido como opcional, o sistema desliga e religa automaticamente o motor em paradas breves para economizar combustível (e soma R$ 1.570 à fatura final por conta do pacote com controles de estabilidade e assistente de partida em rampas).

Sistema start-stop é oferecido em pacote de opcionais no Argo (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Só que essa função também exige uma bateria mais parruda para suportar os períodos de “apagão”: se o item mais simples custa R$ 360, as unidades com StarteStop exigem uma bateria de R$ 906.

Claro que nem sempre essa é uma escolha puramente racional. O Citroën C3, que chegou às lojas brasileiras em 2013, foi o único modelo compacto com para-brisa panorâmico à venda no país.

Para-brisa Zenith custa o dobro do convencional para ser substituído (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Segundo apuramos junto às concessionárias da marca, a simples aquisição da peça custa R$ 2.870, enquanto um para-brisa convencional – que era utilizado nas configurações mais baratas do modelo – pode ser encontrado por cerca de R$ 1.400 na mesma revenda.

Só que aí, meu caro leitor, cabe a você decidir quais mimos valem a pena (e quanto está disposto a pagar por eles).

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

06 MAI

Brasil, EUA ou México: o dilema que está atolando a picape média da RAM

RAM 1500 deve ganhar uma irmã menor, mas gestação está demorando… (Divulgação/Ram)Quando QUATRO RODAS cobriu o Salão de Detroit, em janeiro deste ano, conversou com executivos e outras fontes do grupo FCA a respeito da picape média da RAM, que vem sendo planejada para brigar com Toyota Hilux, Mercedes-Benz Classe X, Chevrolet S10 e afins.O nome ainda está indefinido, embora 1200 ou 1300 seja opções bastante plausíveis. Só que o projeto não deve ficar pronto antes de 2021 ou... Leia mais
06 MAI

A aflição de ver um Koinigsegg de R$ 8 milhões numa sessão de crash-test

O Regera tem 1.500 cv e chega aos 402 km/h (divulgação/Koenigsegg)Mais raro do que ver um Polo E-Flex circulando por aí, só vídeos de crash-test de supercarros. Não que as marcas não façam isso: elas só não gostam de divulgar seus truques, algo que a Koenigsegg fez.A marca sueca revelou ao site Apex.one como faz a homologação de seus modelos. O processo, naturalmente, envolve uma série de testes de impacto e desgaste, algo especialmente crítico em um carro de quase R$ 8 milhões... Leia mais
06 MAI

Chevrolet Tracker tem recall em bandeja de suspensão; peças também foram vendidas no varejo

A Chevrolet anunciou um recall para o Tracker por problemas na bandeja da suspensão. O chamado inclui unidades de modelos entre 2017 e 2019. Participam também exemplares a partir de 2014 que tenham adquirido as peças genuínas para reposição separadamente. De acordo com a marca, o braço de controle dianteiro (bandeja de suspensão) pode se quebrar devido a um cordão de solda fora da especificação. Com isso, a roda dianteira pode deslocar-se de sua posição original. ... Leia mais
06 MAI

Supercaminhão canavieiro da VW tem força para carregar 40 Renault Kwid

Protótipo é estrela da marca na Agrishow 2019 (Divulgação/Volkswagen)A Volkswagen apresentou na edição 2019 da Agrishow, feira agrícola realizada em Ribeirão Preto (SP), o protótipo Constellation 31.280, que antecipa um supercaminhão canavieiro capaz de transportar até 32 toneladas de carga útil.Tal capacidade permitiria levar mais de 40 Renault Kwid Intense de 786 kg cada, além de implemento, e ainda sobrariam mais de 500 kg de lambuja.Para tanto, o modelo utiliza o motor MAN D08... Leia mais
06 MAI

Ford produz último Focus na Argentina sob protestos contra 520 demissões

O último Ford Focus produzido na Argentina (Twitter/Internet)A Ford realizou na sexta-feira passada (3) a produção do último Focus na fábrica de General Pacheco (Argentina), antes de encerrar definitivamente a linha de montagem da família de médios.Quem alertou para o encerramento da fabricação não foi a fabricante, mas sim os próprios funcionários, que divulgaram no Twitter imagens do que seria a última unidade argentina do Focus hatch sendo produzida em solo sul-americano.Numa... Leia mais
05 MAI

Ainda sem regulamentação, patinetes elétricos têm explosão no número de usuários e causam dezenas de acidentes no Rio

O Rio viu nos últimos meses uma nova forma de mobilidade multiplicar seus usuários, mas também os acidentes causados por ela. Enquanto uma das concessionárias de patinetes elétricos registrou aumento de 1268% no número de seus usuários de dezembro a abril, dois hospitais que funcionam perto da orla da cidade registraram, cada um, quase 50 acidentes, incluindo casos com fraturas, de janeiro a abril. Patinete elétrico: 10 dicas sobre como andar Profissionais de saúde afirmam... Leia mais