Novidades

05 SET
Impressões: Novo Toyota Corolla híbrido flex é um tiozão geek e ecológico

Impressões: Novo Toyota Corolla híbrido flex é um tiozão geek e ecológico

Tudo novo na linha 2020 do Corolla: plataforma, carroceria, motor, câmbio, conteúdo… (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A Toyota é mesmo uma mãezona para o Corolla. Nascido em 1966, ele já registra 45 milhões de unidades vendidas e é atualmente o carro de passeio mais comercializado no mundo.

Mérito da marca, que nunca permitiu que seu filho perdesse a essência e o respeito com os mais velhos – afinal, é raro ver moços e moças com menos de 30 anos a bordo de um Corolla.

Na dianteira, o T estilizado com contorno azul na grade identifica os Toyota híbridos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Veja aqui o modelo 2020, que começa a ser vendido em 12 de setembro. Segue sendo um Corolla, ainda que descolado (faróis de led e rodas aro 17), conectado (sistema multimídia completo), jovial (painel digital e teto solar) e sustentável (motorização híbrida flex, a mais limpa do mundo).

No primeiro semestre, o ranking das versões do Corolla ficou assim: 6.211 GLi, 18.613 XEi, 588 XRS e 672 Altis.

 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Para apresentar o novo Corolla, avaliamos a versão Altis híbrida com pacote Premium (mostrada aqui) e a mais vendida, XEi (o comparativo dela com os renovados Civic e Cruze você confere a na revista, que chega hoje nas bancas e na plataforma GoRead).

Usando a plataforma GH-C, que segue a arquitetura TNGA (como Prius e o novo RAV4), o Corolla teve suas proporções mantidas. Em relação ao antigo, as medidas externas variam poucos milímetros.

Frisos nas laterais são oferecidos como acessório pelo fabricante (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O entre-eixos se manteve com os mesmos 2,70 m. Não à toa, o espaço na cabine e no porta-malas segue igual – este último com volume de 470 litros.

Na dianteira, os vincos mais definidos dão volume maior ao capô. Em toda a gama, os faróis incorporam as luzes diurnas de led, mas só no Altis se apresentam na forma de dois L deitados – nas demais versões são dois pontos em cada peça.

Espaço dianteiro foi mantido na linha 2020. E os múltiplos airbags também: são dois frontais, dois laterais, dois do tipo cortina e um de joelho no lado do motorista (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Os fachos alto e baixo também são de led no Altis – e halógenos nos demais.

As lanternas estão mais estreitas e sinuosas, com a base interligada por um friso cromado. No alto da tampa, só o T estilizado da Toyota.

O nome do modelo e o da versão foram deslocados para baixo, ladeando a placa, que agora é fixada numa face lisa, sem relevo. De perfil, portas com mais volume na parte inferior.

Nem todo Corolla Altis será híbrido, mas todo Corolla híbrido será Altis. A versão Altis 2.0, de R$ 124.990, terá o acabamento Premium como item de série. Já no Altis 1.8 híbrido, também de R$ 124.990, o pacote Premium custa R$ 6.000 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A traseira perdeu a ponta que invadia a Coluna C e agora parece menor. As rodas permanecem aro 17 – exceto na GLi, aro 16. Mas os pneus das rodas maiores são outros: 225/45, em substituição aos 215/50.

Por dentro, outra grande evolução. A cabine está com layout mais limpo. O formato faz parecer flutuar a faixa central do painel.

Plataforma é a mesma TNGA utilizada pelo Prius (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Molduras plásticas de portas e colunas sem deformações, borrachas de vedação alinhadas e plásticos bem encaixados fazem jus aos materiais de boa qualidade – painel e portas, por exemplo, têm superfície macia.

Na versão aqui avaliada, Altis Premium, de R$ 130.990, o painel traz quadro de instrumentos com tela colorida de 7 polegadas que lembra a do novo RAV4. Teto solar, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma e farol alto automático equipam o Corolla mais caro da linha pela primeira vez.

Cabine completamente renovada. Na versão Altis, acabamento bicolor cria efeito flutuante da faixa central (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Mas não foi desta vez que ele pagou uma de suas maiores dívidas: quem viaja atrás segue sem as saídas do ar-condicionado.

A única saída de ar ali atrás, aliás, é de ar quente: a bateria do híbrido, do tipo níquel-hidreto metálico, é arrefecida pela troca de ar forçada com a cabine. Suga o ar fresco e devolve o ar mais quente – às vezes, bem quente – para as pernas de quem senta ali atrás.

Versões Altis têm interior bicolor (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Se a maior novidade da versão topo de linha é a motorização híbrida, vamos a ela.

O Corolla Altis Hybrid segue o caminho desbravado pelo Prius com a mesma receita básica, ou seja, sem plug-in (recarga em tomadas) e com bateria suficiente para cerca de 2 km no modo puramente elétrico, em partes porque o sistema mantém sempre 30% da bateria como reserva.

Motor a combustão é praticamente o mesmo 1.8 do Prius, mas adequado e calibrado para trabalhar com etanol e gasolina (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Parece pífio, mas acredite: é suficiente para obter uma média de consumo na cidade de cerca de 25 km/l de gasolina. Ao adotar o sistema flex, o motor 1.8 do Prius (98 cv) passou a render 101/98 cv – o par de motores elétricos segue com 72 cv.

A potência combinada é de 123 cv, 1 cv a mais do que no Prius.

Câmbio CVT tem posição B, que força a recarga da bateria (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O sistema de transmissão CVT também foi herdado do Prius, mas recebeu alguns acertos para se adequar ao Corolla, como o diferencial encurtado.

A Toyota condicionou o empréstimo do híbrido à não realização do teste de pista. Por enquanto, pudemos apenas experimentar o sedã híbrido no Guarujá (SP).

Elemento surpresa! Após tantos anos no mercado, o Corolla finalmente ganha teto-solar. Ele é oferecido apenas na versão Altis: de série no 2.0 e opcional no híbrido (Fernando Pires/Quatro Rodas)

No circuito misto entre vias urbanas e rodovia, o Corolla mostrou mais disposição que o irmão Prius, principalmente em arrancadas e retomadas. Não há sensação de que o desempenho está sendo limitado para não prejudicar o consumo. Isso, pelo menos, em modo normal.

No modo Eco, o carro explora ao máximo a força dos motores elétricos (que têm mais torque que o motor a gasolina). Já no Power, o conjunto mecânico se esforça a todo momento para entregar a maior quantidade de força possível nas rodas.

Espaço traseiro longitudinal, para pernas, é maior do que os rivais diretos oferecem (Fernando Pires/Quatro Rodas)

E faz isso muito bem, também por causa dos pneus mais largos que o do Prius (225 contra 195). A sensação dos pneus escorregando nas saídas não existe no Corolla e, na hora de parar, os freios transmitem total segurança. O Corolla também é mais equilibrado na hora de parar.

É possível acompanhar pelo quadro de instrumentos qual motor está sendo usado a cada momento, ou se a bateria está sendo consumida ou recarregada. O mostrador à esquerda, por sua vez, funciona como um econômetro: manter o ponteiro na faixa verde resulta em uso prolongado dos motores elétricos, o que reduz o consumo.

Quadro de instrumentos com tela de 7 polegadas lembra o Rav4 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A nova central multimídia pode mostrar as mesmas informações, mas também exibe o histórico de consumo do veículo. Desta vez a Toyota escalou uma central capaz de responder rápido aos comandos na tela e compatível com Android Auto, Apple Carplay e espelhamento de telas.

Os botões físicos, tão raros nas centrais de hoje, são de grande ajuda para o motorista. Com eles é possível acessar outras funções sem precisar desviar tanto a atenção. Há duas portas USB: uma acima do porta-objetos camuflado na frente da alavanca de câmbio e outra dentro do apoio de braços central, ao lado da tomada 12V.

Central multimídia com tela de oito polegadas indica dados de consumo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A construção da suspensão também é semelhante a do Prius: McPherson na dianteira e – a grande novidade – duplo A na traseira. Enfim, o Corolla adota sistema independente atrás e tira o atraso em relação ao Civic, que tem conjunto independente na traseira há décadas.

Agora o sedã médio da Toyota tem desenvoltura invejável em curvas fechadas e estradas sinuosas. A suspensão mantém a carroceria nos eixos mesmo ao entrar rápido nas curvas, sem sustos ou tendência a escapar, mesmo se houver alguma irregularidade no asfalto.

Porta-objetos sob o apoio de braço tem tomada de 12V e entrada USB (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Por sinal, o novo conjunto também se sai melhor ao filtrar buracos e imperfeições da via.

A direção é direta para os padrões da Toyota, mas é leve o suficiente para lembrar o motorista de que o Corolla é um sedã médio pensado para ser agradável e confortável. Mas que tem potencial para se tornar um carro divertido, ele tem.

 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Visual é uma questão de gosto, mas para quem não comprava o Prius por achá-lo feio, fim do problema. A grande sacada do Corolla é que ele nem parece híbrido.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 FEV

Caoa negocia comprar fábrica da Ford em São Bernardo, diz agência

A montadora brasileira Caoa, que produz veículos da coreana Hyundai e da chinesa Chery, está negociando a compra de uma fábrica da Ford que deve ser fechada neste ano, segundo a agência Reuters. A Ford anunciou no último dia 19 que vai fechar sua fábrica de São Bernardo do Campo, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas. Em 2018, a Ford disse que produziu apenas 19% dos caminhões e 12% dos carros do total da capacidade instalada na fábrica, a mais antiga da empresa em... Leia mais
26 FEV

Chevrolet Camaro renovado continua mais caro que o Mustang: R$ 328.990

Na dianteira, capô, grade, faróis e para-choque foram redesenhados (Christian Castanho/Quatro Rodas)A Chevrolet se apressou em mostrar o Camaro reestilizado no Salão do Automóvel, mas só agora divulgou os novos preços para o esportivo.Agora o Camaro custa a partir de R$ 328.990 na carroceria cupê e R$ 365.990 para o conversível. No caso da versão fechada, o muscle car da Chevrolet continua mais caro que seu maior rival, o Ford Mustang, que custa R$ 315.990.Tratamento cosmético inclui... Leia mais
26 FEV

Correio técnico: minha seta parou de fazer barulho, é normal?

Por que o som do relê do pisca de alguns carros some quando outro alerta toca? – Márcio Gobbo, Belo Horizonte (MG)O som ajuda a lembrar que a seta está ligada (Christian Castanho/Quatro Rodas)Porque esse barulho não é do relê, e sim um som simulado emitido por um alto-falante posicionado, geralmente, atrás do painel de instrumentos.Essa mudança ocorreu porque o relê, peça que era responsável por cortar e restabelecer a corrente da lâmpada, foi substituído por controles... Leia mais
26 FEV

Fiat Chrysler anuncia investimento de US$ 4,5 bilhões nos EUA

A Fiat Chrysler (FCA) anunciou nesta terça-feira (26) planos de investir 4,5 bilhões de dólares para modernizar cinco fábricas americanas e construir uma nova unidade em Detroit, que empregará 6.500 pessoas. Do total de novos empregos, 3.850 pessoas serão alocadas na nova linha de montagem da fábrica de Mack Avenue, que será responsável pela produção do novo Jeep Grand Cherokee e de um SUV de 7 lugares inédito. Praticamente todas as demais vagas serão para reforçar... Leia mais
26 FEV

Porsche Macan será totalmente elétrico na próxima geração

A Porsche anunciou nesta terça-feira (26) que a próxima geração do Macan será totalmente elétrica. De acordo com a empresa, o lançamento será no início da próxima década. O novo Macan deverá entrar para o seleto grupo de SUVs elétricos, composto por Audi e-tron, Mercedes EQC e Jaguar I-Pace, além do precursor, Tesla Model X Ele será o primeiro SUV elétrico da Porsche, mas não o primeiro veículo deste tipo. Antes disso, no final deste ano, a Porsche vai lançar o... Leia mais
26 FEV

BMW F 850 GS Adventure já é produzida no Brasil; lançamento está marcado para março

A BMW anunciou o início da produção, já em ritmo acelerado, da nova F 850 GS Adventure no Brasil. O modelo será o décimo feito pela marca em Manaus (AM) e começará a ser vendido na primeira quinzena de março, mas ainda não teve os preços divulgados. A F 850 GS Adventure é equipada com motor 853 cc de 80 cavalos de potência e 9,2 kgfm de torque, ambos a 6.250 rpm, e tanque de combustível para 23 litros. Há ainda 5 modos de pilotagem (rain, road, dynamic, enduro e... Leia mais