Novidades

02 AGO
Clássicos: Cadillac DeVille, um cupê de 2 toneladas com motor de 8 litros

Clássicos: Cadillac DeVille, um cupê de 2 toneladas com motor de 8 litros

São 3,3 m de entre-eixos, 2 m de largura e quase 6 m de ponta a ponta (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Cadillac Coupe DeVille surgiu em janeiro de 1949 no evento Transportation Unlimited Autorama e fez tanto sucesso que a GM iniciou a produção no mesmo ano.

O protótipo evoluiu para tornar-se o primeiro hardtop da Cadillac, carroceria caracterizada pela ausência da coluna B e parecida com a de um conversível com a capota fechada.

Era a versão mais esportiva e harmoniosa da Série 62, com espaço para seis ocupantes e interior de couro. Sob o capô, o novo V8 de 5,4 litros com válvulas no cabeçote e 160 cv.

Inscrito nas 24 Horas de Le Mans de 1950, o DeVille chegou em décimo lugar após superar carros muito mais rápidos e velozes. Apesar do bom desempenho, um dos opcionais mais desejados era o câmbio automático Hydra-Matic.

Maior, mais baixo e mais largo, o Coupe DeVille 1954 superou a marca das 2 toneladas, o que fez seu V8 crescer para 6 litros e 285 cv em 1956. A carroceria ficou ainda mais baixa em 1957, graças ao novo chassi em X.

Traseira faz discreta referência aos rabos de peixe dos anos 50 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Coupe DeVille tornou-se um modelo independente em 1959 com os enormes rabos de peixe do designer Bill Mitchell e opcionais como piloto automático, suspensão a ar, ar-condicionado e o Autronic Eye, um comutador automático do farol alto/baixo.

Para mover suas 2,2 toneladas, o V8 cresceu para 6,4 litros e atingiu 345 cv com três carburadores em 1960.

Bem mais discreta, a segunda geração estreou em 1961 com 7 litros e ganhou carroceria conversível em 1964.

Os rabos de peixe foram eliminados em 1965: a terceira geração marcou o retorno do chassi perimetral e os contemporâneos faróis sobrepostos. O estilo seria revisto novamente em 1967 e um novo V8 de 7,7 litros e 375 cv foi adotado no ano seguinte.

A quarta geração, em 1971, foi o ápice: beirou os 6 m de comprimento. Foi o primeiro carro americano a vencer a Cannonball Run, corrida clandestina com mais de 4.500 km da costa leste à oeste dos EUA.

Produzido em 1973, o modelo destas fotos, da consultoria Ofuscando, foi o último Coupe DeVille hardtop. Para 1974, veio o Air Cushion Restraint System, pai dos atuais airbags.

Um ano depois, foram faróis retangulares e o V8 de 8,2 litros e 210 cv (potência líquida), um dos maiores já usados num carro de série. A injeção eletrônica tornou-se opcional, mas o preço cada vez maior da gasolina fez o DeVille mudar bastante em 1977.

O enorme capô abriga um gigantesco motor V8 de 7,7 litros com 223 cv de potência (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A quinta geração foi baseada num dos últimos trabalhos de Bill Mitchell, mantendo o estilo básico numa carroceria menor e 300 kg mais leve.

A inovação mais curiosa para 1979 foi o V8 de 5,7 litros a diesel feito pela Oldsmobile, mas a segunda crise energética forçou a Cadillac a oferecer um V6 em 1980, fornecido pela Buick.

Em 1984, a sexta geração foi a primeira com motor transversal, tração dianteira e suspensões independentes. Bem menor (4,95 m), pesava 1.600 kg e trazia um V8 de bloco pequeno ou um V6 a diesel.

A eletrônica estava no freio ABS e na suspensão inteligente Computer Command Ride.

O DeVille 1993 foi o último cupê de seis lugares e duas portas: parte do seu público foi para o Cadillac Eldorado ou rivais como Lincoln Mark VIII e Mercedes C 140.

A série DeVille continuou como um sedã de quatro portas até 2005, mas sem o sucesso do tempo em que a Cadillac se definia como o “padrão para o mundo”.

Luxo para 6 pessoas: muito couro e apliques imitando jacarandá (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

03 MAI

Conheça os exoesqueletos usados nas linhas de montagem

Um mecanismo permite que a articulação trave em diferentes alturas. Basta sentar-se com a pernas levemente abertas para o equipamento sustentar o peso do corpo (Christian Castanho/Quatro Rodas)No começo a sensação é de insegurança. Afinal, sentar-se “no ar” é algo que nosso instinto não está acostumado, e o medo de cair acaba atrapalhando.Mas bastam alguns minutos para se habituar com o exoesqueleto de apoio aos membros inferiores, que estreou no fim de 2017 na linha de montagem... Leia mais
03 MAI

Toyota terá pista de testes para carros autônomos que reproduz cenários de 'caso extremo'

A Toyota anunciou nesta quinta-feira (3) que está montando uma pista de testes em Michigan para sua tecnologia de veículos de direção autônoma que irá replicar "casos extremos" de cenários que são muito perigosos para condução em vias públicas. A instalação em Ottawa Lake, que está sendo construída pelo Instituto Toyota de Pesquisa, entrará em operação em outubro. "Este novo local nos dará a flexibilidade de personalizar os cenários de direção que ampliarão os... Leia mais
03 MAI

Mercado em abril: Kwid mantém o 5° e VW Virtus aparece no top 20

Modelo alemão já supera os rivais do segmento nas vendas (Divulgação/Volkswagen)Após o fim do primeiro trimestre de 2018, alguns modelos mostram se terão fôlego ou não para continuar entre os mais vendidos do Brasil e outros, recém-lançados, começam a se destacar.Porém, no mês de abril, destaque para a forte presença de três marcas entre os dez mais vendidos.Chevrolet, Volkswagen e Renault emplacaram, cada uma, dois modelos no top 10. Hyundai, Ford, Fiat e Toyota completam a... Leia mais
03 MAI

Nissan faz recall para trocar 'airbags mortais' que já haviam sido substituídos

A Nissan anunciou um recall de 138 unidades da Frontier e do X-Trail para uma nova substituição do gerador dos gases do airbag do passageiro. Trata-se de um segundo recall para estes modelos. O reparo é gratuito. A marca afirma que a Takata, fabricante dos "airbags mortais", enviou novos componentes, que são mais eficientes do que os já substituídos anteriormente, em chamadas de 2013 e 2015. Veja os chassis das unidades envolvidas: Frontier (2 unidades) - produzidas em... Leia mais
03 MAI

Ford Ranger ganha versões diesel focadas no custo-benefício

Nova versão XL com cabine dupla custa R$ 139.590 e possui cinto de segurança de três pontos em todos os bancos (Divulgação/Ford)A linha 2019 da Ford Ranger ganha duas novas configurações a diesel: a versão de entrada XL com cabine simples, dupla ou chassi, tração 4×4 e câmbio manual, e a intermediária XLS com cabine dupla, tração 4×2 e câmbio automático.A XL é focada no trabalho e no transporte de cargas leves. Tem visual bem simples, mas atrai pelo conjunto mecânico e pelo... Leia mais
03 MAI

Teste: Mini Countryman John Cooper Works

A cor Vermelho Chili é a única a oferecer o teto preto (Christian Castanho/Quatro Rodas)A central eletrônica dos carros é capaz de deixá-los mais econômicos e menos poluentes. Mas ela também permite um recurso especialmente atraente nos novos esportivos: a mudança do som.Isso permitiu à BMW dar uma identidade sonora única ao novo Mini Countryman JCW.Jeitão de SUV destoa das linhas típicas dos Mini (Christian Castanho/Quatro Rodas)Com o seletor de condução no modo esportivo, o... Leia mais