Novidades

02 AGO
Como o site nissan.com se tornou uma página de protesto contra a Nissan

Como o site nissan.com se tornou uma página de protesto contra a Nissan

A maior parte do site agora é dedicado a documentar a batalha com a Nissan (Reprodução/Internet)

Em tempos pré-Google (atenção, jovens de 20 anos: essa época realmente existiu), ter um site com endereço atraente era um fator crucial para garantir mais destaque na World Wide Web.

Por isso a URL da maioria das páginas oficiais das fabricantes é, basicamente, o nome dela seguido pela extensão local (.com, .com.br, .co.uk etc). Exceto no caso da Nissan dos Estados Unidos.

Enquanto você abre em uma nova aba o www.nissan.com, nós contamos por que essa página de visual retrô, com direito a letreiros 3D, nada tem a ver com o site oficial da Nissan americana.

Em tempo: o endereço oficial da Nissan nos Estados Unidos é www.nissanusa.com.

Tudo começa em 1994, quando a internet era uma ilustre desconhecida. Mesmo assim, o empresário israelense Uzi Nissan resolveu investir em um novo negócio, de manutenção de computadores, e comprou um domínio (endereço na web) pra divulgar a empresa. Sim, você adivinhou: é o nissan.com lá de cima.

Até o final dos anos 80 a Nissan ainda era conhecida como Datsun nos EUA (Reprodução/Internet)

Na mesma época a marca japonesa já vendia carros nos Estados Unidos, mas ainda era conhecida majoritariamente por Datsun, nome usado até o início da década de 90.

Na época, a empresa não dava lá tanta bola para a rede mundial de computadores, algo que só começou a mudar em 1999.

Em outubro daquele ano, Nissan (a pessoa, não a empresa) recebeu o primeiro contato dos advogados da montadora. A empresa queria comprar o domínio, mas nenhum valor oferecido atraiu o empresário.

“Eles não entendiam que eu não queria vender o endereço, e pedi US$ 15 milhões pela URL para deixar isso claro”, afirmou Nissan ao site Jalopnik em uma de suas raras entrevistas.

A montadora demorou um pouco para entender isso, mas, quando o fez, decidiu obter o site de outra forma: travando uma batalha judicial. Uma longa, cara e cansativa disputa nos tribunais americanos.

Com orçamento e equipe de advogados exponencialmente maiores, a Nissan acusou Nissan de uma série de crimes, incluindo violação de marca, de direitos autorais e até cybersquatting.

A página oficial da Nissan USA é, na verdade, essa (Reprodução/Internet)

O termo define a tática de registrar diversos sites que podem ser potencialmente valiosos e esperar que futuros interessados procurem por eles e paguem pequenas fortunas pelo direito de usá-los.

Só que Uzi (vamos chamá-lo pelo nome algumas vezes para não deixar a história tão confusa) não comprou o nissan.com para obter dinheiro.

A palavra Nissan não apenas é seu sobrenome legítimo, como um nome de família muito comum em Israel. Do lado poderoso da disputa, Nissan é a abreviação de “indústria japonesa”, ou Nihon Sangyo.

Mesmo tendo agido de maneira correta e lógica, Uzi enfrentou um périplo de quase dez anos indo a tribunais, visitando advogados e enfrentando as mais diferentes estratégias da Nissan para obter o site, o que incluiu um pedido de indenização de US$ 8 milhões.

A decisão final da justiça americana se deu em setembro de 2007, dando ganho de causa à Uzi. Ao Jalopnik, o empresário afirmou que não abriu mão do direito de usar seu próprio nome no site da sua empresa, mas que essa batalha o desgastou psicologica e financeiramente.

Uzi estima que tenha gasto quase US$ 3 milhões do próprio bolso pagando as custas dos processos.

Desde então a Nissan não pode mais fazer nenhuma exigência a Uzi, e só poderá usar o nissan.com caso o empresário venda o domínio à fabricante — algo que não deve acontecer.

Ironicamente, há mais de dez anos que o polêmico site não recebe atualizações.

Mantém apenas mensagens de protesto contra a já encerrada ação judicial da Nissan contra Nissan, além do visual retrô como uma espécie de herança de um tempo em que a inocência ainda reinava na internet.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

01 JUN

Fiat terá 3 novos SUVs no Brasil; Jeep Renegade ganhará 'irmão' menor até 2022

A Fiat vai mudar drasticamente a estratégia de produtos no Brasil. Ela terá 3 SUVs no país até 2022. Hoje, a marca não possui nenhum representante nesta categoria. As novidades foram divulgadas pela FCA, que também é dona de marcas como Jeep e Ram, ao anunciar os planos do grupo para os próximos 5 anos. A marca não deu muitos detalhes sobre os novos produtos, mas os posicionou em sub-segmentos. Um deles será compacto, abaixo de modelos como o Jeep Renegade e o Honda HR-V. O... Leia mais
01 JUN

Jeep Compass reaparece entre os carros mais vendidos; Renault Kwid volta a cair

O Jeep Compass voltou ao "top 10" de veículos mais vendidos no Brasil. O SUV havia ficado de fora nos dois últimos meses, e retornou em maio, como o 7º modelo mais popular do país, com 5.559 unidades. Ele desbancou o "irmão" menor, Renegade, que foi o 12º modelo mais vendido, com 4.378 unidades. Kwid cai Já o Renault Kwid, 5º lugar nos útlimos 3 meses, fez movimento contrário, e deixo a lista dos 10 mais vendidos em maio. Ele foi apenas o 13º modelo mais popular, com... Leia mais
01 JUN

Venda de veículos sobe 2,5% em maio, apesar de greve dos caminhoneiros

A venda de veículos cresceu 2,5% em maio, comparando com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Fenabrave, a associação das concessionárias. Apesar da greve dos caminhoneiros, que prejudicou o abastecimento das concessionárias e paralisou a produção no país, foram emplacadas 194.922 unidades de automóveis e comerciais leves. Em maio do ano passado, foram 190.115 exemplares. No ano, a alta acumulada é de 16,2%, com 932.173 unidades, contra 802.232 nos cinco primeiros meses... Leia mais
01 JUN

Marchionne aumenta produção de SUVs e se prepara para passar para frente o comando da Fiat Chrysler

O presidente-executivo da Fiat Chrysler (FCA), Sergio Marchionne, entregou um plano nesta sexta-feira (1º) de aumentar a produção de SUVs e investir 9 bilhões de euros em veículos elétricos e híbridos, em uma tentativa de dobrar o lucro operacional do grupo até 2022. O presidente-executivo, de 65 anos, que deixará o cargo no início de 2019, disse que a montadora vai eliminar motores a diesel em carros de passageiros europeus até 2021 e reiterou a necessidade de consolidação... Leia mais
01 JUN

Retrocesso: Fiat Uno 2019 deve perder equipamentos e voltar ao motor Fire

Motores modernos e versões mais caras, como a Sporting, darão adeus na linha 2019 do Uno (Divulgação/Fiat)A próxima geração do Uno terá avanços significativos, como o retorno da mítica versão turbo.Mas antes das melhorias, o hatch mineiro enfrentará alguns retrocessos.De acordo com o jornalista Marlos Ney Vidal, do site Autos Segredos, o novo Uno 2019 será simplificado em equipamentos e motorizações para ficar mais barato.A família Firefly usada até então no Uno é uma das... Leia mais
01 JUN

Autodefesa: Toyota RAV4 com problemas no câmbio

Jonathan: carro parado há quase quatro meses (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Desde o final de 2016, os proprietários do RAV4 começaram a relatar um defeito no câmbio que equipa a segunda geração do Toyota RAV4, produzido entre 2000 e 2005.A principal queixa deles é a falta de atenção da marca com os veículos vendidos no Brasil, já que no restante do mundo a Toyota assumiu a falha e até aumentou a garantia da peça para dez anos.Entre as falhas, há mau funcionamento, com trancos... Leia mais