Novidades

18 JUL

Carro clonado: como prevenir que o seu seja e como fugir de comprar um

Jeep Compass clonado (Arte/Quatro Rodas)

A clonagem de automóveis é um crime que desafia autoridades e dá muita dor de cabeça às vítimas. Só no estado de São Paulo, o número de casos triplicou nos últimos três anos, segundo o Detran do estado.

Neste e em outros estados, como Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, a cada duas horas um carro ganha um dublê indesejado pelo dono, que pode receber multas que não são suas e até ter o nome envolvido em crimes.

QUATRO RODAS ouviu policiais, órgãos de trânsito e advogados para saber como proceder caso a placa do seu veículo tenha sido clonada – alguns procedimentos podem variar de acordo com o Detran regional.

Saiba no que ficar atento para não cair em ofertas tentadoras e descobrir depois que aquele usado baratinho era uma cópia de um modelo bem diferente.

Olho na tela: Nos sites dos Detrans estaduais é possível conferir se a placa bate com a do automóvel que está sendo negociado. Também dá para conferir documentos extraviados e tirar um “nada consta” do veículo.

Desconfie: Suspeite dos preços muito abaixo dos praticados pelo mercado. Bandidos especializados nesse tipo de crime geralmente clonam modelos de maior valor agregado, como SUVs e sedãs médios. Isso não significa, porém, que carro com preço próximo ao de tabela também seja idôneo, pois muitas quadrilhas dão poucos descontos para não levantar suspeitas. Prefira lojas e agências conhecidas e faça uma pesquisa da loja na internet e em sites de defesa do consumidor.

Conversinha: Ao fazer negócio com particulares ou em sites, desconfie de veículos que estão no nome de terceiros ou quando a transferência do dinheiro é para uma conta que não é a da pessoa que está vendendo.“O golpista geralmente tem uma história mirabolante para justificar tais práticas”, alerta o delegado Alessandro Petralanda, titular da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) da Polícia Civil do Rio.

Originais: Peça os documentos originais, como o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Se tiver a série histórica de CRLVs ano a ano, melhor ainda.

Segunda via? Documentos em segunda via também merecem aquela pulga atrás da orelha. No CRLV, a indicação fica no canto superior esquerdo do documento. “Muitas vezes o criminoso solicita uma segunda via para esquentar o carro clonado”, explica o delegado Petralanda.

Vidros: É relativamente fácil verificar se a numeração do chassi nos vidros está sem alterações. Primeiro, veja se os números batem com os do chassi. E, em um ambiente com boa iluminação, observe em cada janela se a sequência de números está uniforme e não apresenta ondulações, saliências, desnivelamento ou falta de foco.

Placas e etiquetas: Confira se as etiquetas com a identificação do motor, normalmente na área da porta do carona, batem com os dados do automóvel e se também não há sinais de adulteração. Vale também para a sequência com os oito últimos números do chassi, que fica no cofre do motor.

Por falar em chassi…  A numeração geralmente está no assoalho e é preciso ter olhos de lince em alterações mais profissionais. Mas tem também aquelas falsificações toscas, como a prática de adulterar alguns números originais com ferramentas. Pegue uma estopa com um removedor de esmalte e vernizes e aplique sobre o número duas vezes. Se a tinta sair facilmente, desista do negócio.

Inspeção profissional  Há firmas e peritos especializados que fazem essas verificações com procedimentos e equipamentos profissionais. O custo varia de R$ 100 a R$ 200.

Delegacia A primeira providência ao descobrir a clonagem é fazer o boletim de ocorrência (BO) na delegacia. É a salvaguarda da vítima caso a placa tenha sido usada em crimes. “Ele é de fundamental importância para essas situações. Mas, se o delito for anterior ao BO, você terá mais trabalho para comprovar a inocência”, explica o advogado Luiz Cláudio França.

Documentos e fotos  Tenha em ordem documentos do automóvel e recibos da compra. Fotos do veículo também são válidas, assim como contatos da loja ou da pessoa de quem você comprou. A polícia vai abrir inquérito para verificar se você é a vítima e emitir o Laudo do Carro Falso.

Detran  Com o registro de ocorrência, dirija-se ao Detran de seu estado para indicar logo a existência do veículo clonado. Os documentos necessários variam um pouco, mas os básicos são cópias simples e originais de RG, CPF, laudo de vistoria veicular, CRV, CRLV, além de eventuais multas e infrações do clone. Leve também fotos coloridas e com boa resolução do veículo original (frente, traseira e de perfil) e registros do veículo dublê (valem as imagens de radar, por exemplo).

Vistoria Depois de passar pelo  Detran, agende e faça a vistoria de identificação veicular. O procedimento é gratuito, mas geralmente há necessidade de troca de placas e emissão de novos documentos e o consequente pagamento das taxas para tais serviços. No prazo informado, volte à unidade de atendimento em que você fez o serviço para tomar ciência do andamento do processo.

Troca de placa Reconhecida a clonagem, caberá ao Detran determinar a troca da placa do veículo de propriedade do requerente, além da emissão dos novos CRV e CRLV.

Recursos de multas Pela lei, cada órgão de trânsito é responsável pelas multas que aplica. Então, o proprietário deve recorrer de infrações cometidas pelo carro dublê, assim como as decorrentes pontuações na CNH, no órgão que aplicou a punição, levando sempre o registro de ocorrência, documentos pessoais e do veículo e, caso já tenha sido emitido pela polícia, o Laudo do Carro Falso.

Demora Se as multas continuarem a chegar em seu nome e o processo demorar a ser concluído, recorra à Justiça. “Caso o problema persista, como por vezes ocorre, procure um advogado de confiança com a finalidade de judicializar a questão”, orienta Luiz Cláudio França.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

28 JAN

Novo BMW X5: SUV chega importado dos EUA entre R$ 450.000 e R$ 540.000

Quarta geração do BMW X5 (Divulgação/Quatro Rodas)A BMW inicia no fim de janeiro a pré-venda da quarta geração do X5. Bastante renovado, o SUV grande virá importado surpreendente dos Estados Unidos – fábrica de Spartanburg -, não da Europa, e será vendido em quatro versões.Preços variam entre R$ 449.950 e R$ 539.950. O modelo está 3,6 cm mais comprido (4,92 metros), 6,6 cm mais largo (2 metros), 1,9 cm mais alto (1,74 m) e 4,2 cm maior em entre-eixos (2,97). Porta-malas é de... Leia mais
28 JAN

Ar-condicionado: veja como manter o sistema limpo e saudável para o verão

Com um verão de temperaturas recordistas e sensações térmicas que ultrapassam fácil os 50°C, o ar-condicionado é um importante aliado no trânsito - em alguns casos, porém, ele pode tornar-se vilão por exalar um ar de má qualidade e com mau cheiro. Esse problema ocorre quando há a presença de micro-organismos como fungos e bactérias no sistema. Eles aparecem por resquícios de materiais orgânicos nos dutos e no filtro do ar-condicionado (também conhecido como filtro de... Leia mais
28 JAN

Audi Q5 Security: testamos o quanto blindagem de meia tonelada afeta o SUV

O SUV usa chapas de aço com 2 mm sob a carroceria e foi submetido a testes de colisão pela Audi (Divulgação/Quatro Rodas)Sabia que o Brasil tem a maior frota de blindados no mundo? Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), foram 15.145 carros à prova de balas em 2017. Por isso, não é de estranhar que o Audi Q5 Security, opção blindada de fábrica, foi lançado aqui por R$ 370.990 – R$ 91.000 mais caro que o Q5 comum. Baseada na intermediária Prestige Plus –... Leia mais
28 JAN

Como é ter um carro elétrico no Brasil? Eles já se ligaram e contam

Glaucia Savin, dona de um BMW i3 sem extensor de autonomia em SP (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Se para a maioria dos brasileiros o carro elétrico ainda é um enorme ponto de interrogação, uma pequenina parcela da população pode se gabar de já ter esse tipo de veículo na garagem. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apontam que em 2018 há ínfimos 300 automóveis totalmente elétricos circulando no país. QUATRO RODAS conversou com proprietários de três deles,... Leia mais
26 JAN

Réplica é apreendida após Ferrari denunciar dentista por plágio em Cachoeira Paulista

Um dentista de Cachoeira Paulista (SP) é investigado por produzir e colocar à venda um protótipo de uma Ferrari modelo F40. O inquérito foi aberto depois que a fabricante italiana encontrou um registro do veículo na internet e fez uma denúncia à Polícia Civil. O carro foi apreendido para a perícia e, caso seja comprovada a cópia do modelo, pode ser destruído. Na rede social, o criador fez um apelo por temer que o veículo seja destruído (veja vídeo abaixo). A Ferrari diz que... Leia mais
26 JAN

BMW anuncia recall de M3 e M4 para substituir eixo cardã

A BMW anunciou um novo recall no Brasil para os modelos M4 Coupé, M4 GTS e M3 Sedan, todos fabricados em 2016. Eles podem apresentar problemas no acoplamento do eixo cardã ao diferencial traseiro. Há poucos dias, a marca iniciou uma campanha para modelos de até 25 anos. De acordo com a fabricante, as 33 unidades envolvidas podem ter o desprendimento do eixo cardã ao diferencial traseiro pela pouca resistência do material utilizado no dispositivo de acoplamento das peças. ... Leia mais