Novidades

02 JUL

Cinco carros zero legais que custam o preço de um Hyundai Azera novo

 (arte/Quatro Rodas)

Em 2009 era possível comprar um Hyundai Azera V6 3.3 completo por R$ 93.000.

Quem diria que aquele sedã sul-coreano que era bem mais barato que o mexicano Ford Fusion V6 custaria quase o dobro dos seus antigos concorrentes dez anos e duas gerações depois?

É isso mesmo. O novo Hyundai Azera custa R$ 269.900, o suficiente para receber o título de Hyundai mais caro do Brasil.

Isso quando um Honda Accord custa R$ 204.900, um Toyota Camry, R$ 206.200 e um Ford Fusion não passa de R$ 182.900. E lembremos: a geração passada do Azera deixou de ser vendida em 2017 por R$ 180.000.

Apesar das dimensões maiores e do motor V6 3.0 que agora tem injeção direta, rende 261 cv e 31 mkgf de torque, e é ligado a um novo câmbio de oito marchas, o novo Azera teve aumento de preço desproporcional.

Os cinco carros a seguir custam o mesmo que ele e ajudam a ilustrar isso. Confira:

A RAM 2500 é gigante, mas custa menos que o Azera (Divulgação/Ram)

Na relação de preço por m², ninguém supera a RAM. A picapona importada do México tem 6,03 m de comprimento e 2 m de largura, pouco mais de 12 m², portanto.

Além disso, traz um motorzão seis-cilindros 6.7 turbodiesel, compartilhado com alguns caminhões, que gera 330 cv.

É mais espaçosa que um Azera e ainda tem uma caçamba muito maior que o porta-malas do sedã sul-coreano. Mesmo assim, custa R$ 5 mil a menos.

Sedã está maior e mais potente, e custa R$ 50 a mais (Christian Castanho/BMW)

Por enquanto, a nova geração do BMW Série 3 só está disponível no Brasil na versão 330i, com motor 2.0 turbo de 258 cv e 40,8 mkgf de torque. Tem 3 cv a menos que o Azera, mas torque quase 10 mkgf maior.

O câmbio também é automático de oito marchas, mas neste daqui a tração é traseira. E olha que esta nem é a versão mais em conta do 330i.

Quando se opta pela configuração M Sport, além do visual incrementado e das rodas maiores, leva-se freio com discos maiores e pinças de dois pistões, suspensão ligeiramente mais baixa e firme, e faróis com leds matriciais e laser (trata-se do modelo mais barato a venda no Brasil com faróis a laser).

Um assistente capaz de refazer, de ré, os últimos 50 m percorridos pelo carro, direção com relação variável, quadro de instrumentos digital, head up display, revestimento de couro natural, sistema de som Harman Kardon além do assistente inteligente, o BMW IPA (de Assistente Pessoal Inteligente) também fazem parte do pacote.

Tudo isso por R$ 50 a mais que o Hyundai. 

Sedã já usa o moderno motor Ingenium a gasolina (Divulgação/Jaguar)

R$ 4.420 separam um legítimo sedã britânico do Hyundai. As dimensões são equivalentes, mas os 2,96 m de entre-eixos do XF se sobressaem frente aos 2,84 m do Azera.

Mas, além do felino estampado na grade, o Jaguar tem motor de esportivo. A versão R-Sport P300 usa o motor 2.0 turbo de 300 cv e 40,8 mkgf de torque, o mesmo que equipa a versão de entrada do F-Type – R$ 100 mil mais caro.

O XC60 é prático, eficiente e é cerca de R$ 5 mil mais caro que o Azera (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Embora seja a versão de entrada do SUV médio da Volvo, o XC60 Momentum tem teto solar panorâmico, bancos dianteiros elétricos com memória para o motorista, quadro de instrumentos digital de oito polegadas, alerta de colisão, detecção de obstáculos e pedestres à frente até noturna, leitura digital de placas de velocidade, alerta de ponto-cego, faróis de leds e rodas aro 19.

Ou seja: não parece uma versão de entrada. Além disso, muito de sua “graça” está na mecânica.

As versões D5 têm motor 2.0 turbodiesel de 235 cv e consistentes 48,9 mkgf. O câmbio é automático de oito marchas e a tração, sempre integral. Além de ser mais robusto, um motor a diesel tem mais força e é mais eficiente.

O Audi TT muda no Brasil até o final do ano, mas é uma alternativa ousada ao sedã coreano (Acervo/Quatro Rodas)

Tudo bem que o Audi TT está prestes a estrear seu facelift no Brasil. Também está longe se ser um carro gigante, que impressione pelas dimensões. Mas, acredite, isso é bom para ele.

Com motor 2.0 turbo de 230 cv e 37,7 mkgf de torque, e câmbio de dupla embreagem de seis marchas, possui uma agilidade que nenhum outro carro desta lista consegue entregar. Também é o mais divertido.

O problema aqui é que até mesmo crianças reclamam do parco espaço no banco traseiro.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 JUN

Motorista que atropelou e matou em SP paga fiança de R$ 4,7 mil e responde a processo em liberdade

A motorista Claudia Lemes de Souza, 45 anos, que atropelou quatro pessoas e matou duas delas no dia 24 de maio, na Avenida Heitor Antônio Eiras Garcia, na Zona Oeste de São Paulo, pagou fiança de R$ 4.770 para responder ao processo em liberdade e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) retida. O caso está em segredo de Justiça. Na última semana, outros dois casos de atropelamento com morte aconteceram na cidade, e os motoristam estavam embriagados, de acordo com a polícia. ... Leia mais
18 JUN

Delegado do DF liberou motorista embrigado que atropelou ciclista um mês após novas regras da Lei Seca

A Polícia Civil do Distrito Federal desconsiderou as novas regras da Lei Seca um mês após a norma começar a valer, com mais rigor para o motorista que provocar acidentes com vítimas. Um jovem de 21 anos que estava embrigado atropelou um ciclista no dia 19 de maio e foi indiciado por um artigo do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que sequer faz referência a lesões corporais. Levantamento do G1 mostra que punições mais severas não impediram motoristas de misturar álcool e... Leia mais
18 JUN

Família cobra cumprimento da Lei Seca a motorista solto no mesmo dia em que matou universitário atropelado em MT

O motorista que atropelou e matou o universitário Marcos Dourado, de 29 anos, no dia 7 de maio, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, está solto. A vítima estava em uma motocicleta e morreu no local do acidente. Daniel de Deus Pereira, de 33 anos, que dirigia uma caminhonete, foi preso no mesmo dia do acidente depois de ter fugido e teve a liberdade concedida pela Justiça, também no mesmo dia, porque não havia espaço no sistema prisional. Autuações pela Lei... Leia mais
18 JUN

Brasil é um dos poucos países com tolerância zero para álcool e direção

A “Lei Seca” brasileira, que tem tolerância zero para concentração de álcool no sangue de qualquer motorista, está entre as mais rígidas no mundo, ao lado de países, como Hungria, Romênia, Eslováquia, República Tcheca, Marrocos, Paraguai e Uruguai – sem contar os países que baniram o álcool por motivos religiosos. Essa regra é mais exigente que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de limites menores que 0,5 g/L no sangue para motoristas em geral e... Leia mais
18 JUN

Lei Seca ficou mais rígida nos últimos anos; veja o que pode e o que não pode

Antes mesmo do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997, a legislação já proibia dirigir depois de beber álcool, embora a fiscalização fosse frágil e sem métodos de comprovação. Em 1997, essa história mudou, mas foi só em 2008 que entrou em vigor a chamada “Lei Seca”, que reduziu a tolerância para a quantidade de álcool no organismo. Desde então, mais de 1,7 milhão de autuações foram feitas no país, segundo um levantamento do G1. No entanto, essa lei... Leia mais
18 JUN

Autuações pela Lei Seca crescem ano a ano e já passam de 1,7 milhão desde 2008

Em 19 de junho de 2008 entrava em vigor a Lei 11.705, que ficou conhecida como “Lei Seca” por reduzir a tolerância com motoristas que dirigem embriagados, colocando o Brasil entre os países com legislação mais severa sobre o tema. No entanto, a atitude dos motoristas pouco mudou em 10 anos. Um levantamento do G1, por meio da Lei de Acesso à Informação, somou mais de 1,7 milhão de autuações com crescimento contínuo desde 2008. O avanço nos últimos 5 anos ficou acima... Leia mais