Novidades

22 JUN

VW Super Fuscão 1600 S: o Fusca que saiu das pistas para a fábrica

O célebre apelido Bizorrão veio da publicidade da VW da época (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Simples e acessível, o Fusca caiu nas graças dos brasileiros logo após o início da produção nacional, em 1959. Seu sucesso promoveu uma indústria de acessórios dedicada aos proprietários que não se contentavam com o visual espartano e com o desempenho modesto do pequeno motor boxer de 1,2 litro e parcos 36 cv.

Em busca de mais fôlego, a VW aumentou a cilindrada para 1,3 litro em 1967 (Tigre) e 1,5 em 1970 (Fuscão). Mas era pouco: pilotos como Wilson Fittipaldi preferiam importar kits que a elevavam para 1,6. Outra melhoria comum era a dupla carburação, que proporcionava melhor desempenho e menor consumo.

Rodas de 14 polegadas davam mais estabilidade (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Valente, o Fusca 1600 dominava ruas e autódromos, encarando até os temidos Chevrolet Opala. Bem-sucedido, motivou o presidente da VW, Wolfgang Sauer, a anunciar uma categoria de monopostos com esse motor em 1973, a SuperVê. Nos bastidores, a engenharia da VW já trabalhava numa versão oficial deste veneno.

Batizado de Super Fuscão 1600 S, foi lançado em 1974: a campanha publicitária repleta de gírias buscava identidade com o público jovem, chamando-o de Bizorrão. Por fora, as novidades eram a tomada de ar preta sobre o capô traseiro e as largas rodas com aro de 14 polegadas, similares às da Brasília.

O volante esportivo obstruía a visão do conta-giros (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O interior oferecia um requinte incomum: forração interna com carpete e, para alegria dos jovens casais, bancos reclináveis. O volante cálice de três raios da Walrod trabalhava em harmonia com a alavanca encurtada do tradicional câmbio preciso. O 1.6 boxer de 65 cv vinha da Brasília, mas com 5 cv a mais graças à dupla carburação.

Para monitorá-lo, instrumentação completa: conta-giros, relógio, amperímetro e termômetro de óleo, indispensável em motores a ar de alta performance.

O 1600 boxer de 65 cv vinha da Brasília (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O rádio era opcional, mas não fazia falta: o bom era curtir o ronco do escapamento esportivo de saída única, voltada para a esquerda. A escala final do velocímetro marcava pretensiosos 160 km/h – na melhor das hipóteses, ele não passaria dos 136 km/h. Mas era o bastante para acompanhar o tráfego: indo de 0 a 100 km/h em 16,5 segundos, era mais rápido que os esportivos SP-2 e Karmann-Ghia TC.

De fato, este Fusca não levava desaforo para casa: superava Chevrolet Chevette, Dodge 1800, Ford Corcel e seguia no encalço da nova estrela da VW: o Passat.

Os pneus diagonais 175 S14 deixavam a desejar, mas ainda assim sua tocada era rápida e arisca: as rodas mais largas aumentavam as bitolas e a barra compensadora atenuava as saídas de traseira, dando muito prazer a motoristas habilidosos. Os freios dianteiros a disco eram de série.

A entrada de ar com carenagem clássica (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O carro das fotos pertence ao colecionador Cesar Cardoso, que possui mais dois exemplares: “Tenho esse Amarelo Imperial, um Vermelho Rubi e outro Branco Lotus”. Como tudo que é bom dura pouco, ele saiu de cena no primeiro semestre de 1975, dando lugar ao Fuscão 1600. Sucesso de público e crítica, essa versão seguiu firme e forte até o fim da produção em 1986.

653_gbrasil_06.jpeg

Aceleração 0 a 100 km/h: 16,5 s

Velocidade máxima: 136 km/h

Retomada 40 a 100 km/h: 25,7 segundos

Frenagem 80 a 0 km/h: 28,8 m

Consumo médio: 10,2 km/l (cidade), 11,9 km/l (a 80 km/h)

PREÇO
Dezembro de 1974: Cr$ 27.154
Atualizado: R$ 53.500 (IGP-DI, FGV)

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

14 FEV

Novo Mercedes Classe C estreia sem data para chegar ao Brasil

A parte de baixo do para-choque frontal e os elementos internos dos faróis são novos (Divulgação/Mercedes-Benz)   Para relembrar: esse é o Classe C atual (Divulgação/Quatro Rodas) Algumas reestilizações dão um ótimo material para livros de sete erros. Tomemos como exemplo o novo Mercedes-Benz Classe C 2019. Nele mudaram para-choques, faróis, lanternas e até o painel de instrumentos. Mas, em um primeiro olhar, nem parece. Na dianteira as... Leia mais
14 FEV
Sete aplicativos que prometem resolver os problemas (do carro)

Sete aplicativos que prometem resolver os problemas (do carro)

O app promete identificar qualquer problema mecânico ou elétrico (Engie/Divulgação) Aplicativos como Uber e 99 facilitaram a vida das pessoas que não possuem – ou não querem usar – o próprio carro. Mas alguns serviços digitais também prometem melhorar a vida e otimizar o tempo de quem não abre mão de dirigir. Um deles é o Engie, que ajuda a encontrar uma oficina confiável e que pratique preços justos. Criado por Uri Levine, cofundador do... Leia mais
14 FEV

Guia de usados: Ford Ranger

Este visual se manteve entre os modelos 2013 e 2016 (Marco de Bari/Quatro Rodas) A Ranger sempre se destacou pela dirigibilidade semelhante à de um sedã. Não seria diferente com a segunda geração, de 2012, cheia de potência, conforto e equipamentos. O destaque foi o motor Duratorq de cinco cilindros e turbina de geometria variável, então o mais potente da categoria (200 cv e 48 mkgf), formando ótimo conjunto com o câmbio automático (pela primeira... Leia mais
13 FEV
Cullinan: esse é o nome do SUV que a Rolls-Royce está fazendo

Cullinan: esse é o nome do SUV que a Rolls-Royce está fazendo

O nome é em homenagem ao diamante Cullinan, considerado o mais puro do mundo (Divulgação/Quatro Rodas) O visual do novo diamante da Rolls-Royce ainda não foi revelado. Mas a marca britânica finalmente confirma o que já tinha sido especulado a meses: seu nome. O que era para ser utilizado apenas como o título do projeto de forma temporária acabou virando definitivo. E Cullinan virou nome oficial do novo “veículo de alto nível”,... Leia mais
13 FEV
Autodefesa: VW Saveiro e Fox com problemas em consumo

Autodefesa: VW Saveiro e Fox com problemas em consumo

Renato: troca de motor aos 8.000 km (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Já imaginou descobrir que o nível do óleo do seu automóvel baixa constantemente depois de rodar 2.000 km ou menos? Esse é o drama vivido por proprietários de modelos da Volkswagem com o motor MSI 1.6 16V, lançado em agosto de 2015 e que equipa Gol, Fox, Saveiro e o novo Polo. Entre os motores “beberrões” está o Fox Highline 2016 do empresário Thiago Resende,... Leia mais
12 FEV
Motor 1.8 E.torQ usado por Fiat e Jeep será aposentado até 2020

Motor 1.8 E.torQ usado por Fiat e Jeep será aposentado até 2020

Motor 1.8 E.torQ entrega até 139 cv com etanol, mas será aposentado até 2020 (Christian Castanho/Quatro Rodas) O ano de 2020 será de mudanças dentro da FCA. Será o ano do lançamento da terceira geração o Uno, que por sua vez também será responsável por estrear uma nova linha de motores turbo. Mais eficientes, eles terão a – não tão difícil – missão de aposentar os motores E.torQ. Os motores Firefly, lançados no final de 2016, serão o ponto de... Leia mais