Novidades

19 JUN

Clássicos: Plymouth Barracuda, o carro que inspirou Camaro e Mustang

As rodas Magnum 500 eram itens de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Poucos sabem, mas o Plymouth Barracuda foi o precursor dos pony cars, categoria hoje dominada pelo Ford Mustang e Chevrolet Camaro.

Baseado na plataforma A do Plymouth Valiant, o cupê desenhado por Irving Ritchie chegou às revendas em 1º de abril de 1964, caracterizado pela traseira em queda suave e pelo enorme vidro traseiro envolvente.

Cilindrada indicada na lateral: 440 polegadas cúbicas ou 7,2 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Oferecia espaço para cinco adultos e um banco traseiro rebatível, perfeito para carregar material esportivo ou de camping. Tinha três motores: 6-cilindros de 2,8 litros (102 cv), 6-cilindros de 3,7 litros (147 cv) e o V8 LA de 4,5 litros (180 cv).

A potência era enviada às rodas traseiras por um câmbio manual de três marchas, um automático de três ou um manual de quatro marchas com trambulador Hurst.

Notório pelo comportamento dinâmico, o Barracuda recebeu o motor Commando em 1965, um V8 LA de 4,5 litros recalibrado para 235 cv.

O câmbio TorqueFlite A-727 suporta o torque descomunal do motor V8 Chrysler RB (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Era a combinação perfeita para o pacote esportivo Formula S, com suspensão reforçada, rodas e pneus mais largos, caixa de direção com relação mais rápida, decoração externa diferenciada e um indispensável conta-giros.

O Barracuda virou um modelo independente do Valiant em 1965, logo após a Plymouth, divisão da Chrysler, perceber que o descolado Mustang vendia cinco vezes mais.

A estratégia da Ford foi copiada na segunda geração, em 1967, com três opções: cupê hardtop, conversível e fastback, este já sem o vidro traseiro envolvente.

Foi o primeiro Barracuda a invadir a categoria dos muscle cars (maiores no tamanho e no motor), adotando o V8 bloco grande de 6,3 litros e 280 cv, para tentar fazer frente ao Mustang (6,4 litros e 320 cv) e ao recém-lançado Camaro (6,5 litros e 325 cv).

Automóvel Barracuda 1970, da Plymouth. (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O pacote Formula S ganhou dois motores para 1968: Commando (5,6 litros e 275 cv) e Super Commando (6,3 litros e 300 cv).

Este era 10% menos potente que o Super Commando do Plymouth Satellite, pois o cofre do Barracuda não tinha espaço para coletores de escapamento de alta vazão.

O ápice foi o Barracuda B029 com seu motor Hemi de 7 litros e 425 cv. Montado pela Hurst Performance, trazia uma enorme entrada de ar no capô, vidros mais finos, carroceria com material sintético e menos itens para alívio de peso.

Não era homologado para as ruas, mas percorria um quarto de milha em cerca de 10 s, figurando entre a nata dos muscle cars. Tudo em vão: para cada Barracuda vendido, a Ford já emplacava 15 Mustang.

Painel e bancos revestidos de curvim (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A segunda geração se despediu em 1969 com a versão ‘Cuda, com o V8 Super Commando de 7,2 litros e 375 cv, o maior até então oferecido em um pony car.

Ia de 0 a 96 km/h em 5,6 s, mas sua dirigibilidade era ruim, pois ainda não havia espaço no cofre para a direção hidráulica e o servofreio.

Um raro esportivo sem conta-giros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O modelo das fotos é um ‘Cuda 1970, primeiro ano da terceira e última geração. A novidade era a plataforma E, com pouco espaço no interior e muito para os V8 de bloco grande.

O básico trazia o V8 de 6,3 litros (335 cv), mas havia o V8 de 5,6 (275 cv), o V8 de 7,2 com carburador de corpo quádruplo (375 cv) ou seis carburadores duplos (390 cv) e o lendário Hemi de 7 litros (425 cv).

Além do ‘Cuda, havia três versões: o requintado Gran Coupe, o Barracuda intermediário e o simplório Barracuda Coupe, sem vários equipamentos e com o 6-cilindros de 3,2 litros (125 cv).

As rodas Magnum 500 eram itens de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No extremo oposto, estava o AAR’ Cuda, baseado no Barracuda de corrida pilotado por Dan Gurney.

Com quatro faróis, o Barracuda 1971 foi o último com opção conversível e os V8 de bloco grande.

Os faróis simples voltaram em 1972 e marcaram a última fase com lanternas circulares e queda na performance em função da taxa de compressão, reduzida pela proibição do chumbo tetraetila na gasolina.

A 3ª geração manteve a linha de cintura “garrafa de Coca-Cola” (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O último Barracuda deixou a fábrica de Hamtramck, Michigan, em 1o de abril de 1974, dez anos após o surgimento do primeiro pony car.

Plymouth Barracuda 1970

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

17 ABR

Toyota confirma: novo Corolla chega este ano como 1º híbrido flex no mundo

Visual do Corolla híbrido europeu será o mesmo adotado pelo híbrido flex brasileiro (Divulgação/Toyota)A Toyota confirmou na manhã desta quarta-feira (17), em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual de São Paulo), com direito a presença do governador, João Doria, que o primeiro veículo híbrido flex de sua história, e também no mundo, será mesmo o Corolla.Mais do que isso: ratificou que o sedã médio trocará de geração, ganhando a plataforma... Leia mais
17 ABR

Hyundai Creta ganha reestilização polêmica para o Salão de Xangai

(function () { if (!window.thisScriptHasRunned) { window.thisScriptHasRunned = true; } else { return; } window.BACKSTAGE_VIDEO_BIG_VIDEO_AB_ENV_PROD = true; var waitForGlobal = function(key, callback) { if (window[key]) { callback(); } else { setTimeout(function() { waitForGlobal(key, callback); }, 500); } }; waitForGlobal('GloboAB', function() { !function(e){var n={};function... Leia mais
17 ABR

Porsche 911 Speedster: mais de R$ 1 milhão por câmbio manual e ar opcional

911 Speedster terá 1.948 unidades produzidas (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)A Porsche não quis esperar a abertura do Salão de Nova York. Fez uma prévia exclusiva só para mostrar a nova geração do 911 Speedster, versão com teto retrátil focada no baixo peso e no desempenho puro.Apesar da produção limitada a 1948 unidades  em alusão ao ano que a Porsche obteve permissão para rodar com seu Porsche 356 “Número 1”), o Porsche 911 Speedster chegará ao Brasil ainda em... Leia mais
17 ABR

JAC promete lançar picape elétrica e fabricar carro com Caoa ou Mitsubishi

A inédita picape média da JAC continua sem nome, mas terá duas versões elétricas e uma 2.2 turbodiesel foto (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)O futuro dos carros no país é elétrico. Pelo menos para a JAC Motors.Sérgio Habib, presidente do grupo SHC, que representa a marca no Brasil, antecipou aos jornalistas presentes no Salão de Xangai que o foco da marca chinesa no país será majoritariamente em veículos elétricos.Isso apesar de, em suas próprias palavras, “não ter a menor ideia... Leia mais
17 ABR

Caoa Chery quer ter 1º carro elétrico nacional; SUV e sedã são candidatos

A chegada do Arrizo 5 elétrico ainda é incerta, ao contrário da garantida versão reestilizada (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)Tecnicamente o primeiro automóvel elétrico brasileiro foi o Renault Twizy. O microcarro, porém, foi montado em regime de CKD pela Itaipu Binacional em parceria com a marca francesa, e só teve 32 unidades produzidas.Por isso é possível que a primazia de fazer o primeiro nacional sem motor a combustão e oferecido ao consumidor no varejo seja da sino-brasileira... Leia mais
16 ABR

Volkswagen anuncia retomada do 2º turno na fábrica do Paraná

A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (16) que retomará o segundo turno na fábrica de São José dos Pinhais, na região de Curitiba, que estava paralisado há cerca de 2 anos. Com ele, 500 funcionários que estavam em lay-off (suspensão temporária de contrato) retornarão ao trabalho a partir da próxima segunda (22). Outros 60 serão contratados entre maio e junho, afirmou o presidente da montadora no Brasil, o argentino Pablo Di Si. Ele explicou que o objetivo é... Leia mais