Novidades

05 JUN

Governo quer acabar com exame que detecta drogas em motoristas profissionais

O projeto de lei entregue na Câmara dos Deputados pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (4) propõe que motoristas de caminhões e ônibus (das categorias C, D e E) não sejam mais obrigados a fazer exame toxicológico ao renovar a Carteira Nacional de Habilitação, a CNH.

O projeto ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores para entrar em vigor.

Atualmente, cada vez que vão renovar a CNH, estes motoristas profissionais devem realizar um exame para detectar consumo de substâncias psicoativas que comprometam a capacidade de direção.

O teste consegue perceber o uso destas drogas no período de 90 dias anteriores ao exame.

Teste detecta 'rebites'

O exame detecta, por exemplo, os comprimidos chamados de “rebites”, droga estimulante que faz o cérebro trabalhar mais rápido, reduzindo o sono e o cansaço do motorista.

Com essas substâncias, motoristas conseguem rodar por mais horas sem a necessidade de parada. Atualmente, para cada 5 horas ao volante, o condutor deve fazer pausas de, pelo menos, 30 minutos.

Caso o projeto de lei seja aprovado, não haverá qualquer controle do consumo de drogas para os motoristas profissionais. A medida foi criticada por especialistas.

De acordo com Maurício Januzzi, especialista em direito no trânsito, a falta do exame toxicológico deve aumentar o número de acidentes nas estradas. “Isso é um risco para o próprio risco para o motorista, e para quem trafega nas rodovias. Para agradar uma categoria profissional, ele coloca a população em risco”, disse.

Outro advogado especialista em direito no trânsito, Marcelo Aith tem a mesma opinião. “É um risco tremendo. Nós sabemos que os motoristas fazem deslocamentos grandes e têm prazos de entregas restritos, e se utilizam de produtos ilícitos e entorpecentes para se manterem acordados”, completou.

Para Alberto Sabbag, diretor da Associação Brasileira da Medicina de Tráfego, a Abramet, o exame não é eficiente. Ele sugere que haja fiscalização nas ruas.

“Os governos precisam ter presença ativa de fiscalização nas vias. Não adianta querer fiscalizar à distância. Segurança de todos os níveis é feita com a presença do agente na via. É importante os motoristas passarem por exames com pessoas preparadas."

A opinião é compartilhada por Rosan Coimbra, presidente da comissão de trânsito da OAB de São Paulo. "A fiscalização deveria ser feita nas estradas como no caso de uso de álcool. O exame, em si, feito da forma como está proposta até aqui, não impede que o motorista pegue o período que antecede os exames, fique limpo por um tempo e volte à vida de uso de anfetaminas e cocaína."

Em um documento assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, o governo põe em dúvida o resultado do exame toxicológico, além de considera-lo "caríssimo".

"Também visando a simplificação de procedimento, retira-se a exigência do caríssimo exame toxicológico que vinha sendo exigido dos motoristas profissionais, em alguns casos com dúvidas sobre a exatidão", diz a nota.

Fonte: G1

Mais Novidades

03 OUT
Von Dutch XAVW: uma Harley-Davidson com motor de VW Fusca

Von Dutch XAVW: uma Harley-Davidson com motor de VW Fusca

Motocicleta está exposta no National Motorcycle Museum do jeito que foi encontrada (National Motorcycle Museum/Internet) Quem conhece a história das motocicletas já deve ter ouvido falar na Amazonas, um exótico projeto brasileiro movido por motores Volkswagen. Mas ela não foi a única: a Von Dutch XAVW está aí para provar o contrário. Antes de falar desta raríssima motocicleta é preciso saber quem foi Von Dutch. Nascido Kenny... Leia mais
03 OUT
Mercado em setembro: Kwid é vice-líder e HB20 cai para quarto

Mercado em setembro: Kwid é vice-líder e HB20 cai para quarto

De uma só vez, o Kwid afetou diretamente HB20, Ka, Up! e Mobi e chegou ao segundo lugar do ranking geral (Divulgação/Renault) Nada de palhaços assassinos ou bonecas possuídas. No mercado automotivo, o principal pesadelo da fabricantes parece inofensivo e tem nome curto: Kwid. Em seu primeiro mês de vendas, o “SUV dos compactos”, como a Renault insiste em chamá-lo, chegou à vice-liderança ultrapassando a barreira de dez mil... Leia mais
03 OUT
GM promete lançar 20 carros elétricos até 2023

GM promete lançar 20 carros elétricos até 2023

Chevrolet Bolt, hatch 100% elétrico vendido nos Estados Unidos, e exemplos dos futuros elétricos da GM (Divulgação/Chevrolet) Apesar do passado marcado por grandes motores V8, a General Motors quer entrar de vez no mercado de carros elétricos. A empresa anunciou o lançamento de 20 novos carros elétricos até 2023 e disse acreditar em um futuro com carros 100% elétricos. “Embora esse futuro não aconteça imediatamente, a GM está... Leia mais
02 OUT
Ferrari F40, a Macchina do tempo

Ferrari F40, a Macchina do tempo

A F40 foi o último carro de rua feito com a aprovação de Enzo Ferrari (Christian Castanho/Quatro Rodas) Peça a qualquer apaixonado por carros que faça uma lista dos melhores esportivos já fabricados no mundo. Pode ter certeza: em algum momento surgirá a Ferrari F40. Se ele for um leitor antigo da QUATRO RODAS, a menção do nome virá acompanhada de duas coisas: um sorriso de satisfação e a lembrança do célebre teste publicado... Leia mais
02 OUT
Correio Técnico: Qual a utilidade do voltímetro?

Correio Técnico: Qual a utilidade do voltímetro?

Manômetro de óleo e voltímetro do Nissan 350Z (Bruno Guerreiro/Quatro Rodas) O voltímetro é figura fácil em nossas páginas da seção Grandes Brasileiros. Mas só lá. Em carros modernos, este mostrador praticamente desapareceu. No máximo, aparece em alguma tela dos computadores de bordo. Mas o que ele faz? Como o nome explica, mede a tensão (voltagem) que chega à bateria do veículo. No passado, a recarga da bateria do carro era... Leia mais
02 OUT
Pelo mesmo preço, você vai de Fox ou Novo Polo?

Pelo mesmo preço, você vai de Fox ou Novo Polo?

Versões remanescentes do Fox têm os mesmos preços do Polo 1.6 (Divulgação/Volkswagen) A Volkswagen diz que o Fox não vai morrer com a chegada do Polo, mas decidiu enxugar a gama de versões do hatch. De seis versões (contando o CrossFox), passou a ter apenas duas: a Connect, por R$ 54.590, e a Xtreme, por R$ 57.590. Isso, com o Polo 1.6 MSI tabelado em 54.990. Faz sentido? Significativamente maior, o Polo também é mais seguro que o... Leia mais