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03 JUN

Contra acidentes, França analisa lei que regula uso da patinete

A Assembleia Nacional francesa analisa, a partir desta segunda-feira (3), a lei que deverá regular a circulação das patinetes elétricas na França.

Diante do aumento do número de acidentes, algumas medidas já foram tomadas. No início de maio, a ministra francesa dos Transportes , Elisabeth Borne, anunciou que a circulação de patinetes elétricas na calçada seria passível de uma multa de € 135 (cerca de R$ 591). A medida integra um conjunto de novas regras, incluídas em um decreto, que regulam o uso de patinetes mas também outros veículos motorizados de duas rodas.

De acordo com o projeto, a velocidade também deverá ser restrita a 25 km/h e a idade mínima dos usuário, oito anos. O uso de fones de ouvido também deve ser proibido e os menores de 12 anos terão que usar capacete.

À espera da nova legislação entrar em vigor, as patinetes continuam provocando acidentes e deixando vítimas graves. É o caso da pianista Isabelle Albertin, 60 anos, que quebrou o braço em quando passeava em um jardim no centro de Paris. “Não ouvi nada e nem percebi quando aconteceu”, declarou a francesa ao jornal Le Parisien.

A musicista toca durante as aulas dos alunos da escola de dança da Ópera de Paris, uma das mais famosas da Europa. Ela não sabe quando poderá voltar a dedilhar seu piano. Por enquanto, sua rotina está restrita às sessões diárias de Fisioterapia.

“Tenho medo de nunca mais voltar a tocar como antes. O que sei, é que a reeducação será longa e difícil”, diz. Depois do seu acidente, ela decidiu criar uma associação com seu marido, para lutar contra as incivilidades, reunir as vítimas e proibir, de uma vez por todas, veículos de duas rodas nas calçadas. “Nas calçadas de Paris, a bagunça é total. Os pedestres vivem em total insegurança”, declara.

Lei não está à altura

Questionado sobre o acidente da pianista francesa, o assessor da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a aconselhou a prestar queixa contra o responsável mas também contra o Estado francês. “Esperamos a nova lei com impaciência, mas por hora o arsenal jurídico não está à altura do problema”, resumiu ao jornal Le Parisien.

Fonte: G1

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