Novidades

30 MAI

Empresas de patinetes estão operando 'à margem da lei', diz secretário de Mobilidade de SP

O secretário municipal de Mobilidade e Transporte de São Paulo, Edson Caram, disse ao G1 na manhã desta quinta-feira (30) que as empresas responsáveis pelos patinetes elétricos compartilhados na cidade estão operando “de certa forma, à margem da lei”. Segundo ele, "tecnicamente, a operação de patinetes em São Paulo está suspensa".

Isso porque, segundo o secretário, nenhuma empresa de patinetes realizou o credenciamento necessário na Prefeitura. No dia 14 de maio, um decreto publicado no Diário Oficial da cidade regulamentou o uso do patinete e definiu obrigatoriedades, como o uso de capacete.

O texto do decreto diz que a exploração do serviço "depende de prévio cadastramento das empresas na Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes". Segundo o secretário, nenhuma empresa realizou o cadastramento nesses 16 dias.

"Tecnicamente a operação de patinetes em São Paulo está suspensa por causa do não credenciamento. Essa é a questão. Ela [a Grow] teve tempo para entregar a documentação, falar com a prefeitura, fazer o credenciamento e operar como uma empresa normal, credenciada no município de São Paulo”.

Questionado sobre a permanência dos patinetes em operação na rua nesta quinta-feira (30), o secretário disse que significa que as empresas "querem operar de forma irregular". "Ou seja, continuam, de certa forma, desobedecendo o poder público", afirmou.

Caram disse ainda que as empresas estarão habilitadas a atuar assim que entregarem a documentação necessária. "Se elas entregarem o credenciamento hoje, podem operar hoje”.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, também disse que a empresa não se cadastrou dentro do prazo. “Demos 15 dias para que a empresa se cadastrasse na Prefeitura de São Paulo, a empresa não quis se cadastrar, e, portanto passou a operar ilegalmente na cidade”.

"Não é porque é nova tecnologia que não precisa de regra aqui em São Paulo", afirmou Covas. “A empresa não quer se comprometer em especial com os capacetes e com as multas”.

As regras estabelecidas no decreto são provisórias, e a administração municipal ainda definirá a regulamentação definitiva. "A ideia é que até 60 dias tenhamos a regulamentação definitiva e todos estejam operando”, disse o secretário.

Procurada pela reportagem, as empresas Grow, dona dos patinetes Grin e Yellow, e a Scoo, não responderam até a publicação dessa reportagem.

Apreensão de patinetes

No primeiro dia de fiscalização da prefeitura, nesta quarta-feira (30), 557 patinetes foram recolhidos. "As empresas de locação de patinetes não realizaram o credenciamento previsto na legislação e, portanto, operam sem autorização da administração. As penalidades para as empresas vão do recolhimento dos equipamentos até a multa de R$ 20 mil", disse em nota.

A operação foi acompanhada pelo subprefeito de Pinheiros, João Vestim Grande, e pelo Secretário de Coordenação das Subprefeituras, Alexandre Modonezi de Andrade, que não quiseram falar sobre a blitz.

Empresa de patinetes diz entra na Justiça contra decreto

A Grow comunicou aos seus usuários nesta quarta-feira (29) que irá recorrer à Justiça contra as novas medidas. A empresa alega que há nove meses segue as regras previstas na Resolução Federal 465 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) , e que o decreto assinado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) estabelece normas diferentes. A empresa quer que seja declarada a ilegalidade do texto.

Nesta quinta-feira (30), Covas disse que a liminar contra o decreto foi indeferida pela Justiça.

Um dos pontos é o local de circulação dos patinetes. De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, os patinetes só podem andar em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclofaixas, e não nas ruas. Já no decreto de Covas os patinetes podem circular em ruas com velocidade de até 40km/h, e são proibidos de circular nas calçadas.

Além de determinar regras para os locais de uso, o decreto de Covas determina que, caso as novas normas sejam descumpridas, as empresas prestadoras do serviço estão sujeitas a multas que poderão ser repassadas aos usuários e que podem variar de R$ 100 a R$ 20 mil.

Quanto às multas por infrações previstas no decreto, as empresas afirmaram que irão recorrer. Acrescenta que apenas “nos casos em que todos os mecanismos legais de defesa forem negados, repassaremos a cobrança da multa ao usuário infrator, conforme previsto no decreto”.

Fonte: G1

Mais Novidades

28 JAN

Novo BMW X5: SUV chega importado dos EUA entre R$ 450.000 e R$ 540.000

Quarta geração do BMW X5 (Divulgação/Quatro Rodas)A BMW inicia no fim de janeiro a pré-venda da quarta geração do X5. Bastante renovado, o SUV grande virá importado surpreendente dos Estados Unidos – fábrica de Spartanburg -, não da Europa, e será vendido em quatro versões.Preços variam entre R$ 449.950 e R$ 539.950. O modelo está 3,6 cm mais comprido (4,92 metros), 6,6 cm mais largo (2 metros), 1,9 cm mais alto (1,74 m) e 4,2 cm maior em entre-eixos (2,97). Porta-malas é de... Leia mais
28 JAN

Ar-condicionado: veja como manter o sistema limpo e saudável para o verão

Com um verão de temperaturas recordistas e sensações térmicas que ultrapassam fácil os 50°C, o ar-condicionado é um importante aliado no trânsito - em alguns casos, porém, ele pode tornar-se vilão por exalar um ar de má qualidade e com mau cheiro. Esse problema ocorre quando há a presença de micro-organismos como fungos e bactérias no sistema. Eles aparecem por resquícios de materiais orgânicos nos dutos e no filtro do ar-condicionado (também conhecido como filtro de... Leia mais
28 JAN

Audi Q5 Security: testamos o quanto blindagem de meia tonelada afeta o SUV

O SUV usa chapas de aço com 2 mm sob a carroceria e foi submetido a testes de colisão pela Audi (Divulgação/Quatro Rodas)Sabia que o Brasil tem a maior frota de blindados no mundo? Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), foram 15.145 carros à prova de balas em 2017. Por isso, não é de estranhar que o Audi Q5 Security, opção blindada de fábrica, foi lançado aqui por R$ 370.990 – R$ 91.000 mais caro que o Q5 comum. Baseada na intermediária Prestige Plus –... Leia mais
28 JAN

Como é ter um carro elétrico no Brasil? Eles já se ligaram e contam

Glaucia Savin, dona de um BMW i3 sem extensor de autonomia em SP (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Se para a maioria dos brasileiros o carro elétrico ainda é um enorme ponto de interrogação, uma pequenina parcela da população pode se gabar de já ter esse tipo de veículo na garagem. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apontam que em 2018 há ínfimos 300 automóveis totalmente elétricos circulando no país. QUATRO RODAS conversou com proprietários de três deles,... Leia mais
26 JAN

Réplica é apreendida após Ferrari denunciar dentista por plágio em Cachoeira Paulista

Um dentista de Cachoeira Paulista (SP) é investigado por produzir e colocar à venda um protótipo de uma Ferrari modelo F40. O inquérito foi aberto depois que a fabricante italiana encontrou um registro do veículo na internet e fez uma denúncia à Polícia Civil. O carro foi apreendido para a perícia e, caso seja comprovada a cópia do modelo, pode ser destruído. Na rede social, o criador fez um apelo por temer que o veículo seja destruído (veja vídeo abaixo). A Ferrari diz que... Leia mais
26 JAN

BMW anuncia recall de M3 e M4 para substituir eixo cardã

A BMW anunciou um novo recall no Brasil para os modelos M4 Coupé, M4 GTS e M3 Sedan, todos fabricados em 2016. Eles podem apresentar problemas no acoplamento do eixo cardã ao diferencial traseiro. Há poucos dias, a marca iniciou uma campanha para modelos de até 25 anos. De acordo com a fabricante, as 33 unidades envolvidas podem ter o desprendimento do eixo cardã ao diferencial traseiro pela pouca resistência do material utilizado no dispositivo de acoplamento das peças. ... Leia mais