Novidades

29 MAI

Funcionários de empresas e GCMs orientam usuários de patinetes na Avenida Faria Lima no 1º dia de aplicação de multas

No primeiro dia em que a Prefeitura de São Paulo prometeu multar usuários de patinetes elétricos que não estiverem de acordo com as novas regras, como andar em calçadas e usar capacetes, guardas civis metropolitanos e funcionários de empresas responsáveis pelo transporte alternativo foram vistos pelo G1 nesta quarta-feira (29) orientando usuários na ciclovia e na Avenida Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista.

Durante cerca de uma hora, a reportagem viu 60 usuários de patinetes, sendo que 14 estavam usando capacetes e utilizando ciclovias, dentro da regra; 3 estavam circulando pela calçada e sem capacete, o que é proibido pelas normas da Prefeitura; 41 estavam sem capacetes na ciclovia e outros 2 usuários estavam com capacetes e utilizando a rua, o que também não é permitido em vias com velocidade superior a 40km/h. A Avenida Faria Lima tem a ciclovia com maior circulação de bicicletas e patinetes da cidade.

As multas em caso de descumprimento podem variar de R$ 100 a R$ 20 mil. Sendo:

  • R$ 100 por pessoa que não usar capacete
  • R$ 500 pela circulação em locais proibidos ou por velocidade acima de 20 Km/h
  • R$ 20 mil para empresas que não compartilharem informações com a Prefeitura ou pela falta de orientação aos funcionários

Guardas civis metropolitanos (GCMs) e um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) afirmaram ao G1 que não receberam informações da Prefeitura sobre como proceder e que nem existem talões ou sistema específico para aplicar a punição.

Por enquanto, segundo eles, o dia foi tirado para orientar os usuários sobre as regras. O G1 procurou a Prefeitura para saber se multas já foram aplicadas, mas até o fechamento desta reportagem, não havia se posicionado.

Usuários sem capacete foram abordados pelo G1 e afirmaram saber das regras e que, inclusive, receberam orientação de funcionários da empresa Grow (que reúne as marcar Grin e Yellow). Alguns disseram que esqueceram o capacete no escritório.

À reportagem, empregados da companhia disseram que só orientavam quem pedia informações e que a função principal era organizar os equipamentos. Sobre guardas aplicarem multas, os usuários irregulares disseram que não viram nenhuma abordagem.

O engenheiro Marcos Túlio Freire de 27 anos, tem patinete próprio e não tem a mesma identificação visual que os equipamentos alugados. Ele soube das novas regras por amigos que também utilizam o meio de transporte. Ele já tinha capacete antes mesmo da Prefeitura anunciar as normas.

“Eu acho que é importante, sim [regras para patinetes]. A empresa [Grow] que tem os dois patinetes [Yellow e Grin] tem que se virar para resolver esse problema”, disse.

A Grow, empresa responsável pela maioria dos patinetes da capital, disse que vai entrar na Justiça contra as novas regras impostas pela Prefeitura. A companhia afirma que se, após esgotarem as tentativas judiciais, o decreto permanecer, as multas serão repassadas aos usuários.

O que diz o Código de Trânsito

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), os patinentes devem atender às regras para "equipamentos de mobilidade autopropelidos" (com algum tipo de motorização e com as dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas).

Diferentemente das regras da Prefeitura de São Paulo, o Código Brasileiro de Trânsito (CTB) prevê que os patinetes andem somente em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclofaixas, e não nas ruas.

Também é obrigatório o patinete ter indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral, no equipamento.

De acordo com o órgão, fica a cargo de cada município e do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal regulamentar demais regras sobre a circulação e estacionamento dos patinetes.

As empresas são obrigadas a:

  • Promover campanhas educativas sobre o uso correto dos equipamentos;
  • Fornecer pontos de locação fixos e móveis que poderão ser identificações por aplicativos ou sites;
  • Recolher os equipamentos estacionados irregularmente;
  • Arcar com todos os danos decorrentes da prestação de serviço;
  • Manter os dados dos usuários confidencialmente;
  • Fornecer os dados dos usuários aos órgãos municipais ou de segurança pública, caso sejam solicitados;
  • Informar à SMT, mensalmente, o número de acidentes registrados no sistema.

Fonte: G1

Mais Novidades

18 JUN

Motorista que atropelou e matou em SP paga fiança de R$ 4,7 mil e responde a processo em liberdade

A motorista Claudia Lemes de Souza, 45 anos, que atropelou quatro pessoas e matou duas delas no dia 24 de maio, na Avenida Heitor Antônio Eiras Garcia, na Zona Oeste de São Paulo, pagou fiança de R$ 4.770 para responder ao processo em liberdade e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) retida. O caso está em segredo de Justiça. Na última semana, outros dois casos de atropelamento com morte aconteceram na cidade, e os motoristam estavam embriagados, de acordo com a polícia. ... Leia mais
18 JUN

Delegado do DF liberou motorista embrigado que atropelou ciclista um mês após novas regras da Lei Seca

A Polícia Civil do Distrito Federal desconsiderou as novas regras da Lei Seca um mês após a norma começar a valer, com mais rigor para o motorista que provocar acidentes com vítimas. Um jovem de 21 anos que estava embrigado atropelou um ciclista no dia 19 de maio e foi indiciado por um artigo do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que sequer faz referência a lesões corporais. Levantamento do G1 mostra que punições mais severas não impediram motoristas de misturar álcool e... Leia mais
18 JUN

Família cobra cumprimento da Lei Seca a motorista solto no mesmo dia em que matou universitário atropelado em MT

O motorista que atropelou e matou o universitário Marcos Dourado, de 29 anos, no dia 7 de maio, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, está solto. A vítima estava em uma motocicleta e morreu no local do acidente. Daniel de Deus Pereira, de 33 anos, que dirigia uma caminhonete, foi preso no mesmo dia do acidente depois de ter fugido e teve a liberdade concedida pela Justiça, também no mesmo dia, porque não havia espaço no sistema prisional. Autuações pela Lei... Leia mais
18 JUN

Brasil é um dos poucos países com tolerância zero para álcool e direção

A “Lei Seca” brasileira, que tem tolerância zero para concentração de álcool no sangue de qualquer motorista, está entre as mais rígidas no mundo, ao lado de países, como Hungria, Romênia, Eslováquia, República Tcheca, Marrocos, Paraguai e Uruguai – sem contar os países que baniram o álcool por motivos religiosos. Essa regra é mais exigente que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de limites menores que 0,5 g/L no sangue para motoristas em geral e... Leia mais
18 JUN

Lei Seca ficou mais rígida nos últimos anos; veja o que pode e o que não pode

Antes mesmo do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997, a legislação já proibia dirigir depois de beber álcool, embora a fiscalização fosse frágil e sem métodos de comprovação. Em 1997, essa história mudou, mas foi só em 2008 que entrou em vigor a chamada “Lei Seca”, que reduziu a tolerância para a quantidade de álcool no organismo. Desde então, mais de 1,7 milhão de autuações foram feitas no país, segundo um levantamento do G1. No entanto, essa lei... Leia mais
18 JUN

Autuações pela Lei Seca crescem ano a ano e já passam de 1,7 milhão desde 2008

Em 19 de junho de 2008 entrava em vigor a Lei 11.705, que ficou conhecida como “Lei Seca” por reduzir a tolerância com motoristas que dirigem embriagados, colocando o Brasil entre os países com legislação mais severa sobre o tema. No entanto, a atitude dos motoristas pouco mudou em 10 anos. Um levantamento do G1, por meio da Lei de Acesso à Informação, somou mais de 1,7 milhão de autuações com crescimento contínuo desde 2008. O avanço nos últimos 5 anos ficou acima... Leia mais