Novidades

29 MAI

Crash-test do VW T-Cross mostra: segurança e juízo não fazem mal a ninguém

No teste, o T-Cross bateu vindo a 68 km/h contra barreira deformável (Divulgação/Volkswagen)

Estimulada pelo movimento Maio Amarelo, que visa à conscientização para redução de acidentes de trênsito no mundo, a Volkswagen abriu seu laboratório de testes de segurança em São Bernardo do Campo (SP), onde são desenvolvidos e avaliados seus carros.

Os jornalistas convidados passaram um dia inteiro conhecendo como se faz um carro do ponto de vista da segurança, desde o projeto até a linha de produção.

Os airbags inflam em cerca de 30 milesegundos (Divulgação/Volkswagen)

O que mais nos impressionou nessa visita foi ver como as colisões ocorrem de forma assustadoramente violenta e rápida, acompanhadas de um estrondo e com grande poder de destruição de coisas e pessoas.

Os acidentes reproduzidos nos laboratórios seguiram protocolos determinados por normas feitas com base nas estatísticas dos acidentes reais.

A carroceria é projetada para deformar absorvendo assim parte da energia envolvida no impacto (Divulgação/Volkswagen)

O ponto alto do dia foi o crash-test real de uma unidade do recém-lançado SUV T-Cross.

Para esse ensaio, a VW seguiu os critérios determinados pelo instituto Latin NCAP, que prevê o choque frontal parcial, envolvendo 40% da dianteira do veículo, contra uma barreira deformável (padronizada) a 64 km/h.

A pintura dos dummies serve para se verificar como os airbags tocam nos manequins (Divulgação/Volkswagen)

A colisão durou precisamente 120 milésimos de segundo desde o momento em que o carro toca a barreira até o fim da batida.

Quem piscou nessa hora certamente não viu o choque, mas ainda conseguiu ouvir o forte som do impacto e ver o estrago feito no veículo.

Depois que varreram as peças que se soltaram, cacos de para-choque, grade dianteira e faróis, os engenheiros da VW liberaram o acesso ao carro. Deu dó do T-Cross novinho em folha.

Um veículo classificado com cinco estrelas garante maior nível de segurança a todos os ocupantes (Divulgação/Volkswagen)

Dentro do SUV havia quatro manequins simulando pessoas: dois adultos na frente e duas crianças, uma na cadeirinha e outra sentada, atrás.

Como o T-Cross recebeu cinco estrelas nesse teste, para proteção de adultos e crianças, felizmente, todos se salvaram.

Por mais que saiba que os dummies são manequins de aço, plástico e cheio de sensores, a gente fica imaginando como seria se fossem pessoas de carne e osso, que mesmo se safando do pior, estariam sofrendo física e emocionalmente.

No banco de trás, as crianças pareciam bem. Já na frente, os bonecos adultos que foram maquiados antes do crash contemplavam seu rosto carimbado nas bolsas dos airbags.

Dummies são bonecos de aço e plástico recheados de sensores e instrumentos que registram os efeitos dos impactos (Divulgação/Volkswagen)

No mínimo, os passageiros da frente sentiram o calor do gás em seus faces. Mas é no mínimo mesmo.

Porque sem a proteção dos airbags, dos cintos de segurança, do volante retrátil, dos pedais desarmáveis e da estrutura deformável do carro, os dummies não estariam mais aqui para contar a história.

Para os testes testes do Latin NCAP são utilizados manequins de 75 kg e 1,75 m de altura, que contemplam a média da população.

Crianças são representadas por bonecos que simulam indivíduos com idades de 1,5 e 3 anos, com altura e pesos compatíveis.

Este teste simula o choque da cabeça de um pedestre contra o capô do motor (Divulgação/Volkswagen)

Segundo os engenheiros da VW, no entanto, não basta que os carros sejam seguros.

Para reduzir o número de acidentes e de vítimas, é necessário que as vias sejam seguras (sonho meu…) e as pessoas sejam conscientes e tenham comportamento adequado no trânsito.

No caso do crash-test do T-Cross, os dummies poderiam estar na oficina de reparos agora (ou até na lata do lixo), se viajassem sem cinto de segurança ou com a cadeirinha mal fixada (caso do bebê).

Ou ainda se o motorista estivesse sentado muito próximo ao volante e com as mãos em qualquer posição diferente da correta (imaginando um relógio, com a mão esquerda no 9 e a direita no 3).

Ou, talvez, se o passageiro da frente estivesse se sentindo na praia e decidisse apoiar os pés no painel, algo muito comum (e perigoso) de se ver nas ruas.

Os airbags laterais (no bancos) e de cortina (no teto) protegem os ocupantes nas colisões laterais (Divulgação/Volkswagen)

De acordo com os especialistas, a força com que as bolsas dos airbags disparam é suficiente para dobrar ao meio essa pessoa que viaja com as pernas apoiadas no painel, jogando as pernas contra a cabeça.

Ou seja: bom comportamento não só diminui os riscos como também reduz as consequências de um acidente quando ele não pode mais ser evitado.

Volante retrátil e pedais desarmáveis ajudam a evitar ferimentos no motorista (Divulgação/Volkswagen)

Além do crash do T-Cross a VW mostrou outros ensaios com deflagração de airbags frontais, laterais e de cortina e reprodução de acidentes com pedestres utilizando equipamentos que simulam partes do corpo humano como pernas, pélvis e cabeça.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

13 DEZ
Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Épocas distintas, mesma cor: Actros Série Especial (esq.) foi inspirado no L-1111 (Giovana Rampini/Quatro Rodas) O L-1111 é mais do que um simples caminhão. Lançado no Brasil em 1964, ele ajudou a construir a imagem da Mercedes-Benz por aqui – a empresa havia se estabelecido no país em 1956. Em seis anos de produção, a marca vendeu 39 mil unidades. Sua importância é tamanha que a Mercedes lançou até uma série especial do... Leia mais
13 DEZ
Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Motor 2.0 turbodiesel tem 170 cv e 35,7 mkgf de torque máximo (Christian Castanho/Quatro Rodas) O que acontece se eu abastecer um veículo a diesel moderno com S-500? E se colocar um S-10 num motor antigo? – Bruno Caputo, Londrina (PR) Colocar o diesel S-10 (sigla que indica 10 partes de enxofre por milhão) em um motor antigo não tem problemas – e nem vantagens. “Um propulsor de concepção mais velha não consegue aproveitar as... Leia mais
13 DEZ
Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Custo da preparação mecânica na RS6 Avant é de R$ 59.900 (Strasse/Divulgação) Depois de três anos no mercado brasileiro, a Oettinger passa a oferecer veículos Audi no país. Assim como ocorre com a Volkswagen, as operações ficarão a cargo da Strasse, importadora especializada na representação de preparadoras europeias. Dos seis modelos disponíveis inicialmente para encomenda, quatro são da linha RS. Após passar pelas mãos da... Leia mais
12 DEZ
Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

O RS era um 911 melhorado em peso, motor e aerodinâmica (Christian Castanho/Quatro Rodas) A primeira metade dos anos 70 foi turbulenta para a Porsche. O 917 estava com os dias contados após a FIA declarar que ele estaria fora do regulamento do Grupo 5 a partir de 1973. A situação se agravou após a Volks anunciar que seus futuros modelos teriam tração dianteira e refrigeração líquida da Audi, fragilizando a relação entre os dois... Leia mais
12 DEZ
Câmara aprova faixa exclusiva para motos

Câmara aprova faixa exclusiva para motos

De acordo com o projeto, o fluxo entre os veículos só poderá acontecer se cumprir certas regras (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Já é rotina o congestionamento para quem vive em grandes cidades. Mais rotineiro ainda são as filas de motocicletas que se formam entre os automóveis. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) considera infração grave, punida com multa, ultrapassar outros veículos que estejam parados em... Leia mais
12 DEZ
À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

O Tempra foi um dos sedãs de maior sucesso da história da Fiat (Arquivo/Quatro Rodas) A Fiat construiu sua imagem no Brasil apostando em carros populares. Só que a empresa não investiu apenas em compactos. Em mais de quatro décadas, a marca também se aventurou no segmento de sedãs. Alguns foram bem sucedidos, como o Tempra. Outros, nem tanto – o Linea é um bom exemplo. Tanto é que o três-volumes sumiu misteriosamente do... Leia mais