Novidades

13 MAI

Teste: Peugeot 2008 muda para se parecer com SUVs mais caros da marca

Leão da Peugeot saiu do capô e agora viaja no centro da grade (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Pobre Peugeot 2008. Sempre mal trabalhado pela marca no Brasil, começou a ser vendido, em 2015, com câmbio automático restrito ao motor 1.6 aspirado – e era uma caixa criticada, com apenas quatro marchas.

Para piorar, desde a estreia a versão com motor 1.6 turbo (THP) tinha apenas câmbio manual. Em 2018, a situação começou a melhorar com a chegada da transmissão automática de seis marchas, ainda que restrita ao 1.6 aspirado.

Só que, a partir deste mês, o 2008 ganha outro tapinha para se manter vivo (e com algum ar de frescor) no segmento: um discreto facelift na dianteira.

O 2008 briga entre os SUVs, mas seu perfil é de perua (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Alardeada com orgulho como um trabalho tocado exclusivamente pelo time brasileiro da marca, a reestilização alinha o visual do 2008 ao dos SUVs 3008 e 5008.

“Claro que a matriz supervisionou e aprovou o trabalho, mas todas as mudanças foram pensadas e executadas por nós. O 2008 brasileiro é, sem dúvida, mais que o modelo europeu”, diz, orgulhoso, Daniel Nozaki, diretor de estilo da PSA e pai do facelift.

Percebe alguma mudança na traseira? Nós também não (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O objetivo foi atingido. O redesenho deu à dianteira um estilo similar ao dos SUVs da casa. Ou seja, as grades estão maiores e mais evidentes. A superior agora ostenta o leão cromado da Peugeot, que antes viajava preso ao capô.

Na metade inferior, nas extremidades, os faróis de neblina ganharam destaque com a aplicação de uma moldura grande, vertical. Todo esse conjunto deixou a frente mais parruda e alta.

Mas não se iluda: ainda que eficiente, a maquiagem não disfarça as limitações do 2008. O porte acanhado é um deles.

Além de, por fora, ser menor do que a maioria dos SUVs na mesma faixa de preço, o 2008 é pequeno por dentro, tanto na cabine quanto no porta-malas (o volume é de razoáveis 355 litros).

Porta-malas é pequeno para um dito SUV, com volume de apenas 355 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Se a troca do câmbio de quatro pelo de seis marchas garantiu uma tocada muito mais suave e progressiva, o mesmo não se pode dizer sobre o motor.

Referência na época em que se popularizou no Brasil, com o 206, nos anos 2000, hoje o quatro-cilindros 1.6 aspirado já não impressiona mais.

Menos eficiente do que o de boa parte dos rivais, o 2008 1.6 aspirado foi apenas mediano nas provas de aceleração e consumo feitas por QUATRO RODAS (confira os resultados na ficha ao fim desta reportagem).

Por dentro, está tudo igual, inclusive o bom acabamento (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O modelo renovado foi avaliado por nossa reportagem na versão Griffe 1.6 aspirada, de R$ 89.990. O aumento foi de R$ 2.000, coerente com o discreto facelift.

Haverá ainda uma opção PCD, por R$ 69.990, além da intermediária Allure Pack, de R$ R$ 79.990, e da topo de linha Griffe THP, com motor 1.6 turbo e câmbio automático, por R$ 99.990.

O volante é pequeno e posicionado de modo que o painel seja visualizado acima da área superior do aro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No dia da apresentação do 2008 com facelift, fizemos um breve test-drive com a principal novidade da família: a versão 1.6 THP, que, quem diria, finalmente vai ganhar a companhia do câmbio automático a partir de novembro.

“Sempre soubemos da demanda reprimida dessa combinação, mas só agora conseguimos viabilizar o projeto”, diz a nossa fonte.

A Peugeot, no entanto, só liberou o 2008 aspirado para um teste completo em nosso campo de provas, em Limeira (SP).

Espaço no banco traseiro é pouco, principalmente para as pernas e ombros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 JAN
Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Célia: passageiros perguntam sobre o cheiro estranho (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Quem tem ar-condicionado pode se dar ao luxo de deixar o mau cheiro do lado de fora do carro. Pena que a regra não esteja valendo para alguns donos de Jeep Compass, que enfrentam o constante odor de mofo mesmo em veículos novos. Proprietário de um Longitude 2016, o advogado Eduardo Donato, de Campina Grande (PB), percebia que algo não estava bem já... Leia mais
02 JAN
Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

– (Paulo Bitu/Quatro Rodas) Esta época do ano é propícia para viajar. E, para quem tem animal de estimação, fica a dúvida de como transportá-lo. Já pensou nas cadeirinhas dobráveis? Práticas e leves, elas quase não ocupam espaço quando estão fora de uso. No nosso teste, comparamos três marcas para cães de pequeno e médio portes. “Para a segurança de todos e até evitar multas, é recomendável levar o pet em cadeiras... Leia mais
02 JAN
Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Futuro Creta terá elementos do Intrado, carro-conceito de 2014 (Divulgação/Hyundai) As vendas do Creta seguem a pleno vapor e, para que continuem assim, a Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto. Mas já? Pensando bem, nem é tão cedo assim. É bom lembrar que o Creta – vendido em outros mercados como ix25 – foi lançado na Índia em 2014. Isso explica por que a Hyundai do Brasil, antes do lançamento aqui, negava... Leia mais
02 JAN
Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Fiat Weekend: após 20 anos de mercado deixará de ser produzida (Divulgação/Fiat) Arara-azul, onça-pintada e mico-leão-dourado são exemplos de animais em extinção no Brasil. Já na fauna automotiva, algumas espécies também correm o risco de sumir (ou até já sumiram) do mapa. E não estamos falando apenas de números de vendas, mas de modelos à disposição do consumidor. Dizimadas pelos SUVs, é cada vez mais raro avistar peruas... Leia mais
29 DEZ
Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto. Mas ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual. Você... Leia mais
29 DEZ
Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

– (Marco de Bari/Quatro Rodas) Era o auge da euforia da abertura do mercado aos importados quando surgiu o Kadett GSi, no fim de 1991, acrescentando uma importante vogal ao nome da versão GS, lançada em 1989. O fim da era do carburador, que abriu espaço para a injeção eletrônica no país, ofereceu um presente a mais para o consumidor brasileiro, o GSi conversível. O carro nasceu com um único concorrente nacional na mesma versão, o... Leia mais