Novidades

09 MAI

Como a BMW levou um motor 2.0 a 620 cv e 50% de eficiência térmica

Novo motor tem a metade dos cilindros do usado na temporada passada (BMW/Divulgação)

A nova temporada do Campeonato Alemão de Carros de Turismo – DTM – começa neste mês e marca o fim da era dos motores V8.

Se por um lado isso culminou no abandono da Mercedes-AMG, a BMW criou um motor 2.0 turbo três vezes mais potente que o usado nos BMW X1 e Mini Cooper S.

É um downsizing até mesmo para o BMW M4, que representará a fabricante bávara nesta temporada.

Os 431 cv gerados pelo seis cilindros biturbo da versão de rua parecem pouco perto dos mais de 620 cv (podendo chegar a 650 cv) gerados pelo novo 2.0 de quatro cilindros – cerca de 100 cv a mais que os antigos V8.

Uma série de componentes, como motor de partida e alternador, estão alojado fora do motor (BMW/Divulgação)

Na prática, são mais de 310 cv por litro de deslocamento. A eficiência térmica de 50% também impressiona: o normal, hoje, é ficar entre 25 e 32%.

O novo motor, batizado de P48, tem uma série de sistemas especiais para extrair o máximo desempenho possível.

Além de injeção direta de alta pressão, a lubrificação é do tipo cárter seco, onde o lubrificante é armazenado fora do motor (onde seu arrefecimento é mais fácil) e injetado por pressão.

Desta forma, também evita-se a perda de lubrificação causada por acelerações, frenagens e balanços extremos.

Tampa do cabeçote e coletor de admissão são de fibra de carbono (BMW/Divulgação)

Também há menos agregados. O motor de partida e o alternador foram deslocados para o câmbio, e partes como a tampa do cabeçote e o coletor de admissão são de termoplásticos reforçados com fibra de carbono em vez de alumínio.

Isso explica os meros 85 kg declarados para este 2.0.

Pelas regras da DTM, o turbocompressor pode gerar até 3,5 bar (BMW/Divulgação)

Mas nem tudo é tão fácil. Se no 330i o turbo precisa gerar até 1,5 bar para entregar 258 cv, no P48 a pressão máxima de trabalho é de 2,5 bar – chegando a 3,5 bar com overboost.

Seria pouco para um AP treiskilimei preparado, mas em um carro da DTM não é de bom tom largar bielas na pista.

Por isso, cárter e cabeçote são feitos em um processo especial de fundição de alumínio que dá mais resistência à pressão.

Cabeçote é feito em um processo especial de fundição (BMW/Divulgação)

A BMW também trabalhou a resistência térmica dos componentes, o que aboliu a necessidade de injetar mais gasolina no motor apenas para refrigerar as peças – o que costuma acontecer em motores normais a partir dos 4.000 rpm.

Isso, junto do esforço para minimizar o atrito entre os componentes, ajudou a alcançar um consumo 10% melhor que o do antigo V8.

Bloco e peças móveis são especiais, com foco na redução de atrito e resistência térmica (BMW/Divulgação)

Os novos carros da DTM serão capazes de chegar aos 100 km/h em cerca de 2,8 s e passar dos 300 km/h. Se antes chegavam aos 100 km/h em 2,6 s, não passavam dos 280 km/h. E o pior: ainda usavam acelerador por cabo.

Agora o acelerador é eletrônico, como nos carros lançados nos últimos 20 anos. São os carros de rua emprestando tecnologias para os de pista. Resta esperar uma retribuição.

Vale ressaltar que o motor será compartilhado entre duas categorias automobilísticas: a DTM e o Super GT, campeonato japonês de Gran Turismo.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

10 OUT
Impressões: Ferrari 812 Superfast, vida longa ao motor V12

Impressões: Ferrari 812 Superfast, vida longa ao motor V12

Velocidade máxima da 812 é de 340 km/h (Divulgação/Ferrari) Desenvolver um modelo V12 nos dias de hoje parece tarefa inglória até para um tradicional fabricante de superesportivos. Além da pressão das leis e da opinião pública por mais eficiência e menos emissões, existe a necessidade comercial de superar o que já foi oferecido em termos de desempenho. Ou seja: dois obstáculos difíceis de ultrapassar e conflitantes entre si.... Leia mais
10 OUT
Novo Polo vendido na Argentina será mais equipado que o nosso

Novo Polo vendido na Argentina será mais equipado que o nosso

Controle de estabilidade é opcional no Brasil, mas de série na Argentina (Divulgação/Volkswagen) A Volkswagen irá fabricar o Novo Polo no Brasil, mas o modelo será vendido em mais 29 mercados da América Latina. A Argentina começa a receber o hatch compacto em janeiro, mas apenas com o motor 1.6 16V MSI em sua versão a gasolina, com 110 cv. O 1.0 aspirado está descartado, mas o 1.0 TSI é uma possibilidade para o futuro. Por outro... Leia mais
10 OUT
Impressões: Land Rover Range Rover Velar

Impressões: Land Rover Range Rover Velar

Estiloso e requintado, o Velar aproveita a estrutura do Jaguar F-Pace (Land Rover/Divulgação) A história de sucesso da Land Rover começou com o protótipo Velar, em 1969. O modelo de duas portas acabaria dando origem, no ano seguinte, ao primeiro Range Rover vendido ao público. Passados 48 anos, a marca inglesa volta a ter o nome Velar em seu portfólio. O primeiro desafio do moderno Velar é não confundir os clientes e, sobretudo, não... Leia mais
10 OUT
Lamborghini pode lançar sedã em 2021, diz revista

Lamborghini pode lançar sedã em 2021, diz revista

O Estoque foi revelado em 2008, mas nunca virou realidade – pelo menos até agora… (Lamborghini/Divulgação) O utilitário esportivo Urus não deve ser a única grande novidade da Lamborghini nos próximos anos. Segundo informações da revista Autocar, a marca pensa em lançar um sedã de quatro portas em 2021. Apesar de ser um modelo inédito no portfólio da empresa italiana, a ideia não é tão nova assim. Basta voltarmos a 2008,... Leia mais
09 OUT
Volkswagen Gol vende mais fora do Brasil do que aqui

Volkswagen Gol vende mais fora do Brasil do que aqui

O Gol é o carro mais exportado da Volkswagen (Divulgação/Volkswagen) O Volkswagen Gol foi líder de vendas no Brasil por 27 anos, mas hoje se esforça para manter o quinto lugar em vendas no acumulado do ano. Isso no Brasil, pois lá fora ele ainda vai muito bem. Na verdade, este ano a Volks exportou mais unidades do Gol do que conseguiu vender no Brasil. Foram 55.295 unidades emplacadas no Brasil entre janeiro e setembro. No mesmo... Leia mais
09 OUT
Teste: Volvo XC60 chega mais moderno e caro

Teste: Volvo XC60 chega mais moderno e caro

  SUV traz sistema de condução semiautônoma (Christian Castanho/Quatro Rodas) Demorou, mas enfim o Volvo XC60 chegou à segunda geração. Ele substitui o modelo que estava no mercado desde 2008. A primeira geração teve o mérito de se tornar o Volvo mais vendido de todos os tempos, aqui e lá fora. A segunda dá continuidade à renovação da Volvo, iniciada em 2015 com o XC90, que estreou a plataforma modular SPA e motores VEA,... Leia mais