Novidades

07 MAI

McLaren Senna: como é andar no supercarro de R$ 8 milhões que homenageia piloto brasileiro

Considerado o maior piloto brasileiro de todos os tempos, Ayrton Senna morreu no fatídico 1º de maio de 1994, quando sua Williams passou reto na curva Tamburello, durante o GP de Ímola, na Itália. Passados 25 anos, o paulistano tem inabalado o posto de herói nacional.

Ou melhor, internacional. Senna é venerado mundo afora, inclusive pelo pentacampeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton. O piloto brasileiro também recebeu uma justa homenagem da McLaren, equipe pela qual Ayrton ganhou seus três títulos mundiais.

Os ingleses batizaram de Senna seu mais recente superesportivo. Nenhum outro nome, que não este, poderia batizar o carro de rua mais rápido da fabricante atualmente.

Para relembrar Senna, o piloto, a McLaren liberou Senna, o carro, para rodar no circuito de Interlagos, a segunda casa de Ayrton, exatos 25 anos após a morte do piloto. O G1 dirigiu o superesportivo.

Origem nobre

Senna, o superesportivo, é mais rápido até do que o MP4/4 que Senna, o piloto, guiou em 1988, quando foi campeão pela primeira vez.

Na arrancada de 0 a 100 km/h, vão apenas 2,8 segundos. Continuando em aceleração máxima, ele alcança os 200 km/h em 6,8 segundos, e os 300 km/h em menos de 20 segundos. E vai ganhando velocidade até chegar nos 340 km/h.

Tudo isso, graças a combinação de alguns fatores essenciais para um superesportivo. Começa com um motor V8 4.0 biturbo de 800 cavalos e 81,6 kgfm, comandados por um câmbio de dupla embreagem de 7 marchas.

Peso-pena

Como o peso é inimigo do desempenho, a McLaren lançou uma cruzada para eliminar qualquer quilo que não fosse essencial.

Assim, optou por construir a carroceria em fibra de carbono. Mas não parou por aí. Aerofólio, estrutura do volante, painel, portas e bancos. Todos feitos no material muito leve e ultra resistente. O resultado são exatos 1.198 kg.

Pouquíssimo para um carro superesportivo. Como comparação, o novo Porsche 911 Carrera S, com desempenho inferior, pesa 1.515 kg. Um Nissan Kicks, considerado leve para sua categoria, tem 1.142 kg.

O único aspecto onde um peso mais alto é melhor em um carro é a pressão aerodinâmica. No caso, a McLaren Senna entrega impressionantes 800 kg de downforce quando o carro está a 250 km/h. É quase o mesmo número da LaFerrari FXX K Evo, criada exclusivamente para as pistas.

Senna para um Senna

Todo esse trabalho de engenharia será replicado em uma tiragem limitada de apenas 500 unidades. O preço de cada uma? O equivalente a R$ 8 milhões. E, mesmo se você chegar com esta quantia na fábrica da McLaren, em Woking, na Inglaterra, não conseguirá comprar o Senna.

Isso porque todas as unidades foram vendidas antes mesmo do início da produção. Do grupo de 500 compradores, 6 são brasileiros – um dos carros foi adquirido pela própria família do piloto.

Experiência única

A única volta ao volante do supercarro fez com que cada um dos 4.309 metros do autódromo de Interlagos parecesse único.

Partindo da reta, foi possível notar, logo de cara, a brutalidade nas acelerações.

Depois de alguns metros, hora de frear para a tomada do S do Senna, a curva mais famosa do circuito. Ao pressionar o pedal com mais força, logo se percebe a eficiência dos freios de cerâmica, estancando o esportivo, pronto para apontar para a sequência de curvas – primeiro para a esquerda, depois para a direita.

Saindo da curva do Sol em direção à reta oposta, pedal de acelerador no fim do curso. O motor, posicionado logo atrás do motorista, grita alto, enquanto o velocímetro registra o repentino aumento na velocidade, chegando aos 210 km/h no momento de frear e começar a parte baixa da pista.

O motorista viaja muito próximo ao chão, e os bancos de estrutura de fibra de carbono “abraçam” o corpo – e mostram que devem fazer um “estrago” na coluna do motorista em uma viagem de centenas de quilômetros.

Mas esta não é a proposta do Senna. Mesmo homologado para andar nas ruas, tem nas pistas seu habitat.

Imortal

Prova disso é que “meros mortais”, que não são pilotos, sequer chegam perto do limite do carro. O McLaren Senna é um veículo extremo. Acelera e faz curvas como poucos.

A ponto de deixar o candidato a piloto com as pernas trêmulas mesmo 10 minutos depois de soltar o cinto de cinco pontos e fazer malabarismo para sair do carro.

Certamente Senna, o piloto, não se sentiria assim ao dirigir Senna, o carro. Prova de que, mesmo 25 anos pós sua morte, seu nome e seu legado seguem imortais.

Fonte: G1

Mais Novidades

06 FEV

Vídeo: novo Nissan Versa é rival à altura do Chevrolet Onix Plus?

A nova geração do Nissan Versa chegará ao Brasil em junho. Maior e mais equipado, o sedã será importado do México apenas nas versões mais caras.O motor 1.6 16V deverá ser o mesmo do anterior – e igual àquele do Kicks –, mas há recursos como frenagem de emergência e alerta de tráfego cruzado.Quer conhecer todos os detalhes do mini-Sentra? QUATRO RODAS já foi conhecer de perto a novidade e também dirigiu o modelo que virá ao nosso país.Não esqueça de ativar as notificações... Leia mais
06 FEV

Indústria de carros brasileira teve déficit de R$ 100 bilhões em 10 anos

A Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou nesta quinta-feira (6) um balanço de evolução do mercado brasileiro na última década, entre 2010 e 2019.De acordo com o órgão, a indústria automotiva nacional registrou um déficit de US$ 24 bilhões no período, o que, na atual conversão entre dólar e real, equivaleria a R$ 102 bilhões.Em seu cálculo, a Anfavea leva em conta, com dados do Banco Central do Brasil, o balanço entre aportes financeiros... Leia mais
06 FEV
Novo Chevrolet Equinox ganha faróis divididos e versão esportivada

Novo Chevrolet Equinox ganha faróis divididos e versão esportivada

A nova grade divide os faróis em dois andares (Divulgação/Chevrolet)Os chineses acabaram com o segredo, mas os norte-americanos serão os primeiros a receber o novo Chevrolet Equinox no segundo semestre, já como linha 2021.Essa atualização de meia-vida garantiu uma mudança completa na dianteira do SUV médio, que passa a ter faróis divididos como manda uma tendência de design também vista em outros fabricantes. Mas no caso do Equinox é a grade que divide os conjuntos ópticos: a... Leia mais
06 FEV
Teste de produto: pulverizador promete economizar até 60% de combustível

Teste de produto: pulverizador promete economizar até 60% de combustível

O Auto Flexx é instalado na mangueira de combustível (Paulo Bau/Quatro Rodas)Em época de recessão, economia para o bolso soa como um deleite aos nossos ouvidos, sobretudo com o combustível, o principal vilão para quem usa automóvel. Aproveitando-se desse apelo, o economizador Auto Flexx seduz seus potenciais clientes com a promessa de diminuir o consumo de etanol ou gasolina entre 20 e 60%.Fabricado em Manaus (AM), o dispositivo é um tubinho plástico de 14 cm, que funciona como um... Leia mais
06 FEV
Raio X: manter um Honda Fit pode não ser tão barato quanto parece

Raio X: manter um Honda Fit pode não ser tão barato quanto parece

Espaçoso e versátil, o Fit consegue atender aos mais diversos perfis de consumidores (Divulgação/Honda)O Honda Fit é um carro curinga: seu espaço interno e de porta-malas atende os mais diversos perfis de compradores.E periga todos eles se sentirem satisfeitos com o motor 1.5 de 116 cv e com o câmbio CVT que simula sete marchas.Tabelada em R$ 85.400, a versão EXL está bem longe se ser considerada barata, mas já tem faróis full-led (que não são caros), controles de estabilidade e... Leia mais
06 FEV
China rejeita motores de Onix e Tracker, e faz GM voltar aos 4-cilindros

China rejeita motores de Onix e Tracker, e faz GM voltar aos 4-cilindros

Na China também tem Onix sedã, mas ele chama apenas Onix (Reprodução/Internet)A General Motors já trabalhava em seu plano de levar para o mercado chinês apenas modelos com motor três-cilindros.Também por conta dessa decisão, a marca norte-americana viu 2019 entrar para a sua história com o amargo mote de “o pior desempenho na China desde 2012”.Traduzindo em números: ao vender 3,09 milhões de veículos no gigante asiático, a GM viu um encolhimento de 15% em relação a 2018.De... Leia mais