Novidades

04 MAI

BMW Série 3: primeiras impressões

Preservar 45 anos de tradição ou ceder às novas tecnologias? A equipe de desenvolvimento da 7ª geração do BMW Série 3 deve ter gasto um bom tempo discutindo a questão.

E o resultado foi aliar os dois mundos. O Série 3 continua gostoso de dirigir, com a consagrada tração traseira e a distribuição de peso de 50% em cada eixo. Mas ganhou diversos recursos tecnológicos, e até conversa com os ocupantes.

Quer saber a previsão do tempo ou a autonomia do tanque? Só perguntar que o carro responde.

Prioridades incomuns

O G1 fez estas e outras perguntas ao novo Série 3 durante o evento de lançamento do sedã, em um autódromo no interior de São Paulo. Também foi possível acelerar o modelo na pista.

A ordem de prioridades do parágrafo acima é proposital. Afinal, já era esperada uma dinâmica de condução afiada, como em todos os Série 3 produzidos até hoje. A maior novidade, porém, é o sistema de inteligência artificial da BMW, chamado de IPA.

Fala que eu te escuto

Com o IPA, o cliente pode fazer questões dos mais variados tipos. Além de tirar dúvidas sobre o veículo, como nível de combustível e temperatura do óleo, também pode pedir para sintonizar uma rádio específica, aumentar ou diminuir a temperatura do ar-condicionado ou pedir para o sistema abrir o teto solar.

Se se sentir cansado, basta falar para o carro. O sistema irá mudar o tipo de música e deixar a cabine mais aconchegante.

O IPA ainda está em fase “beta”, de testes, e irá aprender conforme os clientes foram usando o sistema. A “mágica” acontece usando um chip 4G que já vem com o veículo. As atualizações serão gratuitas, garante a BMW.

Durante o evento de lançamento, o G1 testou algumas funções do IPA. O sistema respondeu prontamente a maior parte das perguntas.

Digitalizou

Finalmente a BMW equipou o Série 3 com um quadro de instrumentos digital, item já presente até em carros compactos. O sedã também ganhou uma central multimídia de uso mais amigável e tela maior – de 10,25 polegadas.

O visual já cansado da cabine também já foi totalmente repaginado. Maçanetas mais anatômicas e novos botões para os comandos do ar-condicionado são destaques positivos. O volante também foi redesenhado – e poderia ter diâmetro menor.

Coisas que não mudam

Mas não se preocupe. O Série 3 continua divertidíssimo ao volante, com sua traseira “arisca”.

É bem verdade que os controles eletrônicos estão ali para intervir ao menor sinal de imprudência, mas eles são bem permissivos no modo Sport Plus, o mais “apimentado” entre os 3 disponíveis.

Com ele acionado – e em uma pista fechada, é bom ressaltar, é possível esterçar o volante de forma repentina e observar a traseira tentar escapar enquanto o motorista corrige a trajetória.

Quem garante uma boa dirigibilidade ao Série 3 é a nova plataforma, que conferiu ao sedã uma maior rigidez torcional.

A boa impressão é reforçada pela suspensão de ajuste firme, ainda que a BMW não tenha trazido os amortecedores com batentes hidráulicos disponíveis na Europa – aqui o sistema é mais simples.

Passando para o modo Comfort, o Série 3 muda de personalidade. A direção continua precisa, mas o bom isolamento acústico e a suavidade na condução passam a ser os destaques.

Muito fermento

Aqui vale uma pequena observação. Olhando para o Série 3 antes do test-drive, a impressão é de que o modelo cresceu demais. São quase 10 centímetros extras no comprimento, que chegou aos 4,71 metros de comprimento e 2,85 m de entre-eixos.

As medidas, segundo a própria BMW, estão “no limite” pra um sedã médio. O Série 3 de hoje, inclusive, tem o mesmo tamanho do “irmão maior”, Série 5, de 25 anos atrás. Ele também é 35 cm mais compridos do que em sua primeira geração, de 1975.

Para a sorte da BMW (e dos futuros donos), a primeira impressão não é a que fica. Ao dirigir, o novo Série 3 não se mostra uma “barca”.

Se o porte da carroceria se impõe, o porta-malas da versão brasileira desaponta. São 365 litros, uma diferença considerável de 115 litros na comparação com o sedã vendido em outras partes do mundo.

A justificativa da BMW é que o público brasileiro faz questão de ter um esee (temporário, neste caso), em vez de um kit de reparo para pneus do tipo run flat (que podem rodar, mesmo com furos).

Na frente dos rivais

Mesmo se você não for tão ligado em prazer ao dirigir, o Série 3 também pode te agradar com os novos sistemas de condução semiautônoma, já presentes no Série 5.

A enorme lista inclui alertas de mudança de faixa, de tráfego cruzado, de detecção de pedestres e frenagem automática de emergência. Mas a estrela da companhia é o assistente de direção e faixa. Com ele, o carro acelera, freia se mantém na via, além de ser capaz de seguir o veículo que viaja a frente.

Entre seus concorrentes, só o Audi A4 possui tal pacote semiautônomo, vendido como um opcional de R$ 12,6 mil na versão mais completa, Ambiente, de R$ 197.990. Só que ela é bem menos potente do que o BMW. São 190 cv no motor 2.0 – 68 a menos do que no concorrente da Baviera.

Além do pacote semiautônomo, o Série 3 ainda traz – em sua versão mais equipada – porta-malas com abertura e fechamento automáticos, bancos dianteiros com ajustes elétricos, ar-condicionado com 3 áreas de regulagem, teto solar elétrico, som da grife Harman Kardon, faróis a laser, head up display (que projeta informações no para-brisa), rodas de 19 polegadas e 6 airbags. A central multimídia possui conexão via Apple CarPlay, mas não Android Auto.

Vida fácil

Todo esse pacote sai por R$ 269.950. O valor é elevado, mas trata-se de uma versão topo de linha. As configurações de entrada – 320i – só chegarão entre o fim desde ano e o início de 2020.

Ou seja, por enquanto, os rivais do BMW são as configurações mais potentes e equipadas de sedãs de luxo. Já explicamos acima que o A4 fica de fora por sua opção top ser menos potente e equipada.

Restaram, então, Mercedes-Benz Classe C 300 Sport, de R$ 259.900, e Jaguar XE R-Sport, de R$ 252.800.

Ambos trazem motor 2.0 – são 258 cv no Classe C e 250 cv no XE. Neste caso, eles andam praticamente juntos.

Se fossem alinhados para uma arrancada de 0 a 100 km/h, o Série 3 seria o vencedor com uma leve vantagem. Ele cumpriria a prova em 5,8 segundos, 0,1 segundo mais rápido que o Classe C. O XE ficaria para trás, fazendo em 6,5 segundos.

Além de “vencer a corrida”, o BMW ainda abre vantagem ao considerar os itens de série. Só ele tem faróis a laser, ar-condicionado de 3 zonas, direção semiautônoma e a inteligência artificial.

Conclusão

Sim, o BMW é pelo menos R$ 10 mil mais caro do que seus maiores concorrentes. Mas a diferença é totalmente justificável, tendo em vista os diferenciais oferecidos pelo 330i M Sport.

Em certas situações, um carro não dá tantos motivos para ser apontado como boa opção diante de rivais. Não é o caso do Série 3.

A BMW caprichou na renovação de seu sedã mais famoso. Além de não perder a identidade, ficou mais confortável e avançou anos-luz em tecnologia.

Fonte: G1

Mais Novidades

04 MAR
Teste: Renault Duster 2021 evolui muito, mas fica fraco sem motor Mercedes

Teste: Renault Duster 2021 evolui muito, mas fica fraco sem motor Mercedes

Faróis de milha, quebra-mato e borrachões formam o pacote Outsider (Fernando Pires/Quatro Rodas)Para driblar o envelhecimento, eliminar rugas e empinar o nariz, vale tudo. A nova moda nos centros estéticos é a harmonização facial, que usa uma série de procedimentos para equilibrar as proporções do rosto.Vai desde a aplicação de botox, de preenchedores como ácido hialurônico até o uso de lasers, ondas de rádio e tratamentos de pele. Tudo isso, sem cirurgia.Vidro de trás ficou... Leia mais
04 MAR
Novo Renault Duster estreia por R$ 71.790; confira versões e equipamentos

Novo Renault Duster estreia por R$ 71.790; confira versões e equipamentos

– (Fernando Pires/Quatro Rodas)Com mudanças profundas, mas sem ganhar uma nova geração, o Renault Duster 2021 chega agora às lojas. E seus preços estão praticamente mantidos.Partem dos R$ 71.790 na versão Zen com câmbio manual. É exatamente o mesmo valor que era cobrado pela antiga versão Expression 1.6. O Duster mais barato com câmbio automático CVT custa R$ 77.790.O pacote Outsider inclui molduras nas caixas de roda e borrachões nas portasPacote Outsider também inclui... Leia mais
04 MAR
Correio Técnico: como funciona o hidrovácuo do freio em um carro elétrico?

Correio Técnico: como funciona o hidrovácuo do freio em um carro elétrico?

O hidrovácuo usa baixa pressão para deixar o freio macio (Christian Castanho/Quatro Rodas)Como o hidrovácuo do freio funciona em veículos elétricos, já que não há motor a combustão para gerar a baixa pressão? – Bruno Cavalcante – Salvador (BA). Usando uma bomba elétrica para tirar o ar do compartimento que auxilia nas frenagens. Esse sistema, aliás, não é exclusivo de veículos elétricos. Modelos híbridos, a diesel e alguns motores turbo de baixa cilindrada também usam a... Leia mais
03 MAR
Morgan muda de geração após 70 anos! E troca motor do EcoSport por um BMW

Morgan muda de geração após 70 anos! E troca motor do EcoSport por um BMW

Estrutura ainda mantém madeira, mas apenas para a carroceria (Morgan/Divulgação)O Morgan Plus 4 chegou ao mundo em 1950 e, de lá para cá, pouco havia mudado: do visual à estrutura de aço com madeira, quase tudo era igual. Mas agora o inglês recebeu novo “esqueleto” de alumínio e motor 2.0 turbo do BMW 330i.Só que reconhecer o esportivo atualizado não é tão simples. Primeiro, o nome agora é Plus Four, por extenso, enquanto os faróis com luzes diurnas de led e as entradas de... Leia mais
03 MAR
Novo A3 ainda é um Golf disfarçado de Audi. A3 Sedan aparece só em 2022

Novo A3 ainda é um Golf disfarçado de Audi. A3 Sedan aparece só em 2022

Principal destaque do novo A3 é a grade dianteira hexagonal (Divulgação/Audi)Na Audi, não há espaço para revoluções de estilo – menos ainda para um modelo de sucesso global, como o A3. Entretanto, somente a versão hatch (batizada Sportback) foi apresentada, enquanto o sedã deverá ficar apenas para 2022.Vale lembrar que o A3 Sedan atual deixará de ser produzido localmente ainda em 2020, o que deixa dúvidas sobre se o três-volumes deixará temporariamente de ser oferecido (como... Leia mais
03 MAR
Novo Peugeot 208 é o carro do ano na Europa. QUATRO RODAS foi jurada

Novo Peugeot 208 é o carro do ano na Europa. QUATRO RODAS foi jurada

Novo Peugeot 208 somou 281 pontos, contra 242 do Tesla Model 3 e 222 do Porsche Taycan (Divulgação/Peugeot)Próximo de chegar ao Brasil, o novo Peugeot 208 está fazendo sucesso na Europa. Em cerimônia realizada esta semana na Suíça, o hatch francês desbancou Tesla Model 3 e Porsche Taycan para ser eleito o carro europeu do ano em 2020.Realizado desde 1964, o prêmio é o mais importante do velho continente e tem, entre seus jurados, o jornalista português Joaquim Oliveira, colaborador... Leia mais