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30 ABR

Ford inicia plano de demissão de R$ 1,4 bi para 3.000 funcionários no ABC

Trabalhadores da linha de montagem do Ford Fiesta em São Bernardo do Campo (Divulgação/Ford)

A Ford anunciou nesta terça-feira (30) um PDI (Plano de Demissão Incentivada) para trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), que será fechada no fim deste ano.

O acordo, fechado em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista na manhã desta terça, contempla 3 mil funcionários diretos que atuam no complexo, e que possuíam acordo de estabilidade válido até novembro deste ano.

Segundo a fabricante, o plano será formado prioritariamente por uma compensação financeira oferecida pela Ford a cada empregado, além dos encargos trabalhistas demissionais já previstos pela legislação.

Fábrica no ABC paulista também produz caminhões (Divulgação/Ford)

A compensação será calculada com base na combinação de condições empregatícias (mensalistas e horistas), tempo de trabalho e eventual contratação do funcionário por um potencial comprador da unidade.

Além disso, a empresa promete fornecer também serviços de apoio psicológico e programa de requalificação profissional com cursos realizados em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Quando anunciou o fechamento da fábrica, a Ford já havia previsto uma despesa próxima a US$ 360 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão) apenas com compensações a funcionários, terceirizados, fornecedores e concessionários.

Fábrica da Ford começou a ser erguida pela Willys-Overland nos anos 1950 (Acervo/Quatro Rodas)

Ainda conforme registrado no comunicado, o plano prevê até uma “possível antecipação do encerramento das atividades de manufatura, a qual depende da negociação com um potencial comprador”.

Atualmente o complexo de São Bernardo produz o compacto Fiesta e toda a linha de caminhões da Ford.

Em março, o sindicato do ABC já havia apontado que três candidatos negociam a compra da fábrica. O jornal O Estado de S. Paulo afirma que a Caoa é o grupo favorito a adquirir as instalações, assumindo também a produção dos caminhões.

QUATRO RODAS tenta contato com a assessoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para obter informações mais detalhadas do plano, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Fonte: Quatro Rodas

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