Novidades

30 ABR

Impressões: novo Mercedes GLE é um Classe A com entre-eixos de Fiat Toro

Sistema de suspensão a ar é opcional e garante melhor desempenho no asfalto e também no fora de estrada (Divulgação/Mercedes-Benz)

O Mercedes-Benz GLE só deverá chegar ao Brasil no fim de 2019.

E olha que a marca ainda nem cravou a data exata, mas o SUV já está atrasado: o BMW X5, principal rival e também renovado há pouco tempo, está disponível em pré-venda desde o mês de janeiro.

Por isso, fomos até San Antonio, no estado americano do Texas, para descobrir quais são as qualidades do novo desafiante. Aí, você decidirá se vale a pena esperar o estreante.

Apesar da plataforma nova – essa é a primeira mudança completa desde 2015, quando o GLE abandonou o nome ML –, esse modelo ainda guarda muitas semelhanças com o antecessor.

As terceiras janelas, por exemplo, seguem em destaque, logo após a coluna inclinada.

Visualmente, o GLE parece bem mais largo (Divulgação/Mercedes-Benz)

Se a grade parece faminta para devorar qualquer terreno, as lanternas traseiras inspiradas no Classe A revelam que o SUV perdeu agressividade, ao menos contra o vento.

Prova disso é o coeficiente aerodinâmico de 0,29 cx (contra 0,32 cx do antecessor), o melhor da categoria. Dentro, o SUV manteve a inspiração nos lançamentos mais recentes da empresa.

O quadro de instrumentos digital com 12,3 polegadas fica posicionado ao lado de outra tela, que tem exatamente o mesmo tamanho, dedicada exclusivamente à central multimídia.

É claro que o sistema MBUX está presente, ao menos como opcional para os EUA, com suas funções de reconhecimento de gestos, comandos de voz e inteligência artificial. E, agora, a empresa afirma que a tecnologia, já presente no próprio Classe A,  foi aprimorada.

Principalmente na lateral, o visual se manteve fiel às gerações anteriores do modelo (Divulgação/Mercedes-Benz)

O entre-eixos aumentou 8 cm, chegando a 2,99 m, o que garante mais espaço na segunda fileira – o fabricante fala em 7 cm extras para as pernas e 3,3 cm para a cabeça.

Para dar mais conforto aos passageiros, é possível incluir regulagens elétricas em até seis posições.

Já lá atrás, nos bancos escondidos no porta-malas, só terão espaço pessoas com até 1,70 m, ainda que o acesso seja facilitado pelos assentos à frente com deslocamento elétrico.

E agora cabem até 825 litros de bagagem (sem a terceira fileira), 30 litros mais que antes.

Central multimídia usa inteligência artificial para reconhecer gestos e controlar funções do carro (Divulgação/Mercedes-Benz)

Durante o primeiro contato nos EUA, só pudemos dirigir o GLE 450, que tem motor de seis cilindros em linha 3.0 a gasolina com 367 cv de potência e 51 mkgf de torque.

E não é que o SUV deixou boa impressão? Sempre equipado com câmbio automático de nove marchas, o conjunto tem boas respostas já a 1.600 rpm e se mantém assim até 5.000 rpm.

Além disso, o motorista pode liberar 22 cv e 25,5 mkgf extras por alguns segundos – para isso, o motor de arranque com 48V entra em ação –, suficientes para garantir uma ultrapassagem.

Quadro de instrumentos digital pode ser configurado com quatro diferentes temas, que mudam informações e cor (Divulgação/Mercedes-Benz)

No carro que provamos, o sistema de tração integral funciona com embreagem multidiscos que permite enviar até 100% da força a um dos eixos.

Entretanto, também haverá uma opção mais simples, com acoplamento viscoso, disponível apenas nas configurações de entrada com motores de quatro cilindros.

Isso porque, ao menos na Europa, já estão confirmadas as versões 330d e 350d, ambas a diesel, além do 350de (que acrescenta a esse combustível a tecnologia híbrida plug-in).

Para o Brasil, ainda não foram confirmadas as motorizações que serão oferecidas.

Tudo bem que esse Mercedes-Benz tem bom isolamento acústico, sistemas de direção e freios competentes, além de câmbio bem escalonado – capaz de conseguir o melhor rendimento possível do conjunto mecânico, mesmo com os cinco passageiros a bordo.

Espaço para os passageiros aumentou e há opção de ajustes elétricos em até seis posições na segunda fileira (Divulgação/Mercedes-Benz)

Mas também há alguns opcionais que ajudam a causar boa impressão, como a suspensão a ar com E-Active Body, que trabalha com um dispositivo hidráulico que dispensa as barras estabilizadoras.

E como as rodas do mesmo eixo não estão unidas, isso significa mais valentia para percursos off-road.

Vale lembrar que a tecnologia elétrica de 48V não serve apenas para breves acelerações: também controla a inclinação ativa da carroceria, fazendo com que o SUV de 2 toneladas se atire para dentro das curvas como um motociclista, reduzindo ao máximo os movimentos laterais.

Já a função Free Driving permite sair de terrenos irregulares ou arenosos estendendo a suspensão para aumentar o contato do pneu com o piso até  recuperar a tração necessária.

A nova geração do GLE é espaçosa, funcional, além de oferecer equipamentos de conectividade e entretenimento mais sofisticados que existem nessa indústria atualmente.

Dinamicamente, ele já deverá corresponder às expectativas nas versões de entrada com motor de quatro cilindros diesel e suspensão simples.

Entretanto, é na configuração topo de linha que o SUV surpreende pela desenvoltura no asfalto (e fora dele) até roubar sorrisos do motorista.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

30 JUN

Porsche mais rápido que um Fórmula 1 supera recorde de 35 anos

A retirada dos faróis deu ao 919 Evo um visual incomum (Divulgação/Porsche)Para muita gente um Fórmula 1 é o suprassumo quando se fala em velocidade em circuito misto fechado. Mas, desde abril deste ano, a Porsche inverte essa lógica com o 919 Evo – mas pode chamar de “sonho de qualquer engenheiro”.O protótipo é baseado no carro que foi tricampeão das 24 Horas de Le Mans entre 2015 e 2017, mas sem qualquer restrição de regulamento.O 919 Evo usa como base o Hybrid que competiu... Leia mais
29 JUN

Preço médio da gasolina nas bombas sobe quase 10% no 1º semestre

O preço médio da gasolina nas bombas subiu quase 10% no primeiro semestre, enquanto o do diesel avançou 1,9%. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio por litro da gasolina terminou o mês de junho em R$ 4,498 e o do diesel, em R$ 3,389. O valor representa uma média calculada pela ANP, que verifica os preços em diversos municípios. Eles, portanto, podem variar de acordo com o... Leia mais
29 JUN

Clássicos: Ferrari 330, o pioneiro da linhagem de GTs V12

A berlineta GTC compôs a última geração da série 330 ao lado do conversível GTS (Christian Castanho/Quatro Rodas)Durante muito tempo Ferrari foi sinônimo de V12. E o motor desenvolvido pelo engenheiro italiano Gioacchino Colombo (1903-1988) foi um dos maiores responsáveis por essa fama, começando pelo 125S de 1,5 litro (de 1947) e passando pelos lendários 250 de 3 litros (de 1953). A necessidade de obter mais torque e potência fez Enzo Ferrari redimensionar a arquitetura do V12... Leia mais
29 JUN

QUATRO RODAS de julho: Toyota Yaris conhece seus concorrentes

– (Arte/Quatro Rodas)A edição de julho de QUATRO RODAS – já nas bancas! – traz o teste do Yaris nas versões hatch e sedã. Mais não é só isso. O sedã, que chega para ocupar o espaço entre Etios Sedan e Corolla, ainda encara seus  principais concorrentes: Volkswagen Virtus, Fiat Cronos e Honda City.– (Arte/Quatro Rodas)Confira os outros destaques da edição:Tiguan vs. Compass: o Jeep líder de vendas entre os SUVs no Brasil encara o Volkswagen Tiguan em sua versão de... Leia mais
29 JUN

Longa Duração: VW Virtus Highline estreia no teste de 60.000 km

Virtus: o novo caçula da frota Longa Duração (Christian Castanho/Quatro Rodas)A Volkswagen aprendeu a lição. Na fase de lançamento do Polo, ela perdeu muita venda por conta da baixa oferta da versão Highline (top de linha) equipada com o pacote opcional, que inclui o painel digital.Luxo pago à parte no painel digital (Christian Castanho/Quatro Rodas)Com o Virtus, foi diferente. Tivemos pouco trabalho para encontrar uma unidade do jeito que queríamos: Highline completa, inclusive com... Leia mais
29 JUN

Porsche 919 bate recorde de 35 anos no circuito de Nürburgring

Um Porsche 919 Hybrid Evo cravou nesta sexta-feira (29) um tempo de 5 minutos e 19,5 segundos em Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, estabelecendo um novo recorde para os 20,8 km do circuito mítico para fãs de velocidade. E o mais impressionante é que a nova marca é nada menos do que 51 segundos menor que o melhor tempo até então, de 6 minutos e 11 segundos, registrado por Stefan Bellof com um Porsche 956, em 1983. O piloto Timo Bernhard obteve uma velocidade média de 233... Leia mais