Novidades

26 ABR

Unicamp e Nissan assinam convênio para estudar uso do bioetanol em carros elétricos

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a montadora japonesa Nissan assinaram, na manhã desta sexta-feira (26), um convênio para que a instituição de ensino realize estudos de utilização do bioetanol em carros elétricos.

A pesquisa será feita pelo Laboratório de Genômica e BioEnergia da unidade e, de acordo com o presidente da empresa, a previsão é de que modelos com a tecnologia sejam lançados em até seis anos primeiro no Brasil e depois em outros países.

No final de 2018, a montadora começou a pré-venda de seu primeiro carro elétrico no país. O Leaf custa R$ 178,4 mil e utiliza tecnologia de recarregamento das baterias apenas na tomada.

Convênio de 4 meses

O acordo foi assinado pelo reitor da Unicamp, Marcelo Knobel e o presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva. A primeira etapa do convênio da montadora com o laboratório da unidade tem prazo de quatro meses.

No período, os pesquisadores farão análises, pesquisas e desenvolvimento de produtos para demonstrar a viabilidade do etanol de segunda geração - extraído da cana-de-açúcar - na mobilidade elétrica.

De acordo com a Nissan, o uso do bioetanol não tornará o carro elétrico um conjunto híbrido. A utilização do combustível é estritamente para criar uma nova forma de geração de energia e recarregar as baterias do veículo. O bioetanol não é derivado de fósseis brutos, como é o caso do etanol convencional.

A ideia é colocar o etanol em uma Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC, na sigla em inglês) para que ocorra uma geração química e existam outras opções para carregar o modelo, além de plugá-lo na tomada.

"Precisamos fazer ajustes de motor, ajustes da célula de combustível, precisamos inclusive diminuir o custo dessa célula de combustível, mas vamos fazer isso em um combustível que o Brasil é líder mundial, que é um combustível limpo e podemos fazer a diferença como país", explicou Marco Silva.

Testes

Depois dos quatro meses de pesquisa, a ideia do convênio é fazer novos testes em um protótipo já desenvolvido pela Nissan em 2016 e atualmente está no Japão. A van eNV200 já foi testada no Brasil em 2017 em uma espécie de primeira geração da tecnologia. A ideia agora é avançar para a segunda geração, com a utilização do bioetanol, baseado nos estudos realizados na Unicamp.

De acordo com a montadora, o uso do etanol geraria uma autonomia de 600 km no veículo. "É um projeto muito importante para a gente, sabemos que os carros elétricos são passos muito importantes para a melhora na mobilidade e esperamos contribuir na nossa pesquisa e também com outras pesquisas em outros projetos deste tamanho", disse o reitor Marcelo Knobel.

Redução de poluentes

O professor do Laboratório de Genômica e BioEnergia da Unicamp, Gonçalo Pereira, afirmou que o uso do bioetanol nos carros elétricos tem a intenção de reduzir os poluentes emitidos pelos modelos.

"O uso do bioetanol para gerar energia no carro reduz a emissão de CO2 [gás carbônico], não polui, não provoca queima, é muito mais eficiente do ponto de vista enérgico", afirmou o professor.

Fonte: G1

Mais Novidades

06 MAR

Acordo para cortar emissões ameaça empregos na Europa, diz presidente da PSA

Os planos da União Europeia de cortar as emissões de CO2 dos veículos e pressionar os fabricantes a aderirem às versões elétricas vão ameaçar 13 milhões de empregos na indústria automobilística europeia e beneficiar os países asiáticos, afirmou o presidente do Grupo PSA em entrevista ao jornal Le Figaro. O Parlamento europeu e os países da UE fecharam um acordo em dezembro para cortar as emissões dos carros em 37,5% até 2030, comparado com os dados de 2021, e em 31%... Leia mais
06 MAR

Marca Volkswagen não alcançou meta de margem em 2018

A VW, carro-chefe da marca Volkswagen, não alcançou sua meta de margem em 2018, com lucros operacionais diminuindo apesar do crescimento das receitas de primeira linha na montadora alemã, informou a revista Spiegel. A margem operacional da marca caiu de 4,1% para 3,8%, informou a revista, abaixo da meta de 4% a 5% estabelecida pelo presidente-executivo do grupo, Herbert Diess, que quer aumentar o índice para 6% no médio prazo. A Volkswagen se recusou a comentar a reportagem... Leia mais
06 MAR

Koenigsegg Jesko tem motor V8 biturbo flex de 1.600 cavalos

O Koenigsegg Jesko chegou para, finalmente, ocupar o trono deixado pelo Agera. Com nome inspirado no pai do fundador da marca, o hiperesportivo apresentado no Salão de Genebra tem motor flex de até 1.600 cavalos de potência. É o já conhecido 5.0 V8 biturbo de seu antecessor, mas com algumas alterações, como o compressor elétrico que reduz o tempo de resposta do turbo para eliminar o famoso "lag", turbinas maiores, controle de pressão e injeção de combustível otimizados e o... Leia mais
06 MAR

VW troca motor de Fusca por um elétrico em buggy do século 21

Volkswagen I.D. Buggy (Divulgação/Volkswagen)Quem nunca passeou de cabelos ao vento por alguma duna brasileira a bordo de um buggy com motor 1300 ou 1600 de Volkswagen Fusca?Pois a marca alemã quer ressuscitar a era dos pequeninos e descapotados utilitários dos anos 1960 e 70, porém com uma abordagem muito mais atual.Baterias ficam no assoalho do buggy (Divulgação/Volkswagen)O I.D. Buggy, conceito exibido no Salão de Genebra, Suíça, troca o ronco característico dos propulsores... Leia mais
06 MAR

Jeep Compass e Renegade híbridos são mais potentes que um Golf GTI

O Renegade ganhou um adesivo no capô alusivo à versão (Divulgação/Jeep)Coube aos Jeep Compass e Renegade o título de primeiros híbridos da história da marca. E a estreia foi em grande estilo.Nas versões topo de linha os SUVs plug-in podem ter 240 cv de potência combinada. É mais do que os 230 cv gerados por um Volkswagen Golf GTI.Dupla de SUVs foi destaque no estande da Jeep no Salão de Genebra (Divulgação/Jeep)Segundo a FCA, o Renegade nesta configuração pode acelerar de 0 a... Leia mais
06 MAR

Especial Óleos Lubrificantes: vale um óleo para motor flex ou de alta km?

Com tanta variedade de óleo no mercado, um deles combina com seu motor (Christian Castanho/Quatro Rodas)Assim como algumas pessoas tomam leite sem lactose por ter intolerância à substância, também há uma série de óleos para diferentes tipos de motor. Mas será que um carro flex precisa de um lubrificante específico? E motores com alta quilometragem devem mesmo usar um óleo mais viscoso? Em teoria, o mesmo tipo de lubrificante deveria ser mantido ao longo de toda a vida útil do... Leia mais