Novidades

24 ABR

Rivian R1T: por que uma picape elétrica com torque de caminhão faz sentido

Picape elétrica tem design futurista, mas já está em sua versão definitiva (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Compradores de picapes médias tradicionais costumam torcer o nariz para versões com motores flex. Preferem a força, a autonomia e a confiabilidade dos motores turbodiesel. Só que uma picape 100% elétrica pode ser a melhor solução.

A Rivian R1T é uma picape grande do porte Chevrolet Silverado e Ford F-150, mas a única coisa que elas têm em comum é a origem de suas fabricantes: o estado do Michigan, nos Estados Unidos.

Rivian R1T tem dimensões equivalentes a de uma Ford F-150 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Fundada há 10 anos em Plymouth, a Rivian quer mostrar que uma picape elétrica pode entregar tudo que o público de picapes quer e até ir além.

Interior usa alumíniio, couro e imitação de madeira (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A R1T tem torque de caminhão e potência e desempenho de esportivo, além de bateria grande o suficiente para uma longa viagem sem precisar de recarga. E faz tudo isso graças à sua estrutura totalmente modular.

Duas telas de alta definição exibem informações e controlam funções do sistema elétrico (Rivian/Divulgação)

Embora pareça carro conceito, a Rivian R1T está no Salão de Nova York com especificações do veículo de produção, que terá entregas iniciadas no final de 2020.

Leds da frente informam a carga da bateria (Rivian/Divulgação)

A barra branca retroiluminada na frente faz as vezes de luz diurna de led, mas também pode exibir em verde a carga da bateria e suas extremidades se iluminam em laranja quando se dá a seta.

Os faróis, de fato, são os canhões de led instalados nos dois nichos.

Tomada de recarga fica na frente da picape (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A traseira segue o mesmo estilo, com uma barra vermelha atravessando a tampa, como se o Ciclope dos X-Men fosse sua inspiração.

Olá, Ciclope: barra de leds cumpre a função das lanternas traseiras (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Mas essas linhas previsíveis e chapas retas escondem boas soluções.

A tomada de recarga, por exemplo, está numa portinhola escondida na frente do para-lamas dianteiro direito e há uma lanterna embutida na lateral da porta do motorista e tomadas com extensão na caçamba.

Porta-malas dianteiro é comum nos Porsche. Geralmente o inversor de corrente dos carros elétricos fica nesse espaço (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Os compartimentos de carga são um capítulo à parte. O capô, de abertura elétrica, esconde um porta-malas de capacidade significativa e vários ganchos para prender sacolas.

Há outro compartimento fechado entre a cabine e a caçamba que pode ser acessado por duas portas laterais. Totalmente plano, vai de ponta a ponta do carro e é grande o suficiente para uma pessoa deitar ali, se necessário.

As portas ainda podem funcionar como assento ou como degrau para a cabine ou para prender carga no teto.

Picape ainda tem compartimento enorme entre a cabine e a caçamba (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A caçamba também tem suas inovações. A tampa tem abertura elétrica e é dividida em duas partes, como na GMC Sierra.

Além de poder formar uma rampa, ela permite que o usuário chegue mais perto da carga. Outro mimo é a capota marítima com abertura elétrica.

Estepe pode ser escondido em alçapão na caçamba (Rivian/Divulgação)

O estepe não fica exposto à água e lama sob o carro. Há um compartimento próprio para ele sob o assoalho da caçamba, que pode se tornar mais um compartimento de carga caso o comprador abra mão do pneu sobressalente.

Patentes revelam futuras opções de carroceria da R1T (Reprodução/Internet)

Mas a caçamba pode ser substituída por outras estruturas. A Rivian patenteou um sistema de módulos que permite substituir a parte traseira da picape por cabine, estrutura para o transporte de motos, caçamba rasa ou manter apenas o assoalho plano.

Barras transversais podem ser usadas no teto ou na caçamba (Rivian/Divulgação)

Tudo isso só é possível graças ao chassi, do tipo skate. Motores, suspensão, baterias e até mesmo os sistemas de inversores e de arrefecimento estão concentrados sob o veículo. Desta forma é possível aproveitar todo os espaços livres da carroceria.

Os componentes do chassi é que podem mudar de acordo com a versão. Todas as R1T têm quatro motores elétricos, um por roda. Mas a potência e a capacidade das baterias mudam de acordo com a versão.

Chassi concentra motores, suspensão e baterias abaixo da carroceria (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A configuração de entrada tem 407 cv e 57,1 mkgf de torque, suficiente para levar seus mais de 2.600 kg aos 100 km/h em 4,9 s. A autonomia da bateria de 105 kWh é, de acordo com a fabricante, de mais de 370 km.

Curiosamente, a versão mais potente é a intermediária. Com 764 cv e 114 mkgf, vai de zero a 100 km/h em 3 segundos. A bateria de 135 kWh dá autonomia estimada de mais de 480 km.

Picape tem lanterna escondida na lateral da porta (Rivian/Divulgação)

O ponto forte da configuração topo de linha é a bateria, de 180 kWh – o suficiente para rodar mais de 640 km sem recarga. Mas seus quatro motores somam 710 cv e os mesmos 114 mkgf de torque da versão intermediária. Ela chega aos 100 km/h em 3,2 segundos.

O preço inicial da picape é de 69.000 dólares, o equivalente a R$ 270.000 na cotação atual antes dos impostos. É caro: uma F-150 Raptor cabine dupla parte dos 55.840 dólares.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 JUN

Jeep faz recall de Compass e Renegade; motor pode desligar sozinho

A Jeep anunciou nesta sexta-feira (15) o recall de Renegade e Compass por uma possível falha nos dos relés dos sistemas de ignição e injeção de combustível. O defeito pode levar ao desligamento inesperado do motor. O chamado envolve unidades de ano/modelo 2017/2018 e os proprietários devem levar os veículos às concessionárias para o reparo gratuito a partir de 18 de junho. Veja os chassis envolvidos: Jeep Renegade 2017/2018: últimos 6 dígitos de 129173 a 186288Jeep... Leia mais
15 JUN

Jaguar Land Rover terá 4 lançamentos no Brasil até o final do ano

A Jaguar Land Rover prepara 4 lançamentos para o Brasil até o final de 2018, sendo que 3 deles são híbridos ou elétricos. Atualmente, o grupo não possui modelos com estas tecnologias por aqui. O G1 esteve em Portugal para testar a principal novidade, o I-Pace. Ele desembarca no Brasil no final do ano, entre novembro e dezembro, como o primeiro veículo elétrico do grupo. O I-Pace será vendido em quatro versões: S, SE, HSE e First Edition. Todas serão equipadas com dois... Leia mais
14 JUN

Pesquisa Os Eleitos 2018 da QUATRO RODAS: você já pode votar!

Pesquisa Os Eleitos é a mais tradicional do mercado brasileiro (Arte/Quatro Rodas)OS ELEITOS, de QUATRO RODAS, é a pesquisa mais importante do setor automotivo.Proprietários e usuários de serviços avaliam e dizem o que pensam sobre as empresas das quais são clientes.Para participar dessa avaliação, basta responder a um questionário, cujo preenchimento leva até 10 minutos.No entanto, será necessário inserir seu CPF e comprovar a propriedade do veículo através do... Leia mais
14 JUN

O Brasil vai chegar (muito) atrasado na festa do carro elétrico

O foco principal das montadoras aqui no Brasil são nas tecnologias tradicionais (Reprodução/Quatro Rodas)A prometida redução de IPI (de 25% para 7%) deve estimular a venda dos híbridos e elétricos. Mas, sozinha, não fará milagres.Não espere que a venda desse tipo de veículo seja tão relevante no Brasil quanto nos mercados europeus (como Alemanha e França) e asiáticos (como China e Japão), que dão incentivos maiores e há mais tempo.Um sinal do que deve acontecer por aqui foi... Leia mais
14 JUN

Correio Técnico: Como funciona o sensor de pressão dos pneus?

Os sensores transmitem as informações de cada pneu por meio de radiofrequência (Acervo/Quatro Rodas)Como funciona o sensor de pressão dos pneus no caso de trocar a roda de posição? – Carlos Henrique Rodrigues Pereira – Rio de Janeiro (RJ)Os sensores de pressão e temperatura do sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS, Tire Pressure Monitoring System) funcionam pela transmissão de informações feitas por radiofrequência (315 kHz ou 433 kHz, em geral).Eles vêm de... Leia mais
14 JUN

Os carros da Rússia são bem piores do que os nossos “nacionais”

Quem for à Rússia para acompanhar os jogos da Copa, em junho, perceberá que, apesar da distância, o mercado automotivo local tem suas semelhanças com o nosso.Além das estradas em péssimas condições, o que obriga os fabricantes a reforçar a suspensão, os dois países têm histórico de manter carros bem antigos em produção por décadas.As limitações da ex-URSS e a necessidade de ter carros robustos e baratos deram origem a modelos bem curiosos, que ainda podem ser vistos nas ruas... Leia mais