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17 ABR

Carro da Xiaomi com montadora chinesa tem assistente virtual com holograma e porte de Jeep Compass

Quarta maior fabricante de smartphones do mundo, a Xiaomi agora chega ao mundo dos carros. A marca chinesa apresentou no Salão de Xangai o Bestune T77, SUV desenvolvido em conjunto com a montadora FAW, também da China.

O carro é um pouco maior do que o Jeep Compass, tem boa lista de equipamentos e preço atrativo em relação aos concorrentes. O maior destaque é o assistente virtual por holograma, criado pela Xiaomi.

Projetado na parte superior do painel, ele se comunica com o condutor, auxiliando em situações como na busca do posto de combustível mais próximo quando o nível do veículo estiver baixo, como fazem os assistentes virtuais que já existem no mercado.

O Bestune T77 pode ter ainda quadro de instrumentos digital, estacionamento semiautônomo, faróis de led com facho alto automático, alerta de colisão frontal, controles de tração e estabilidade, monitoramento de pontos cegos e 6 airbags.

O SUV tem 4,53 metros de comprimento, 2,70 m de entre-eixos e 1,85 m de largura e é impulsionado por um motor 1.2 turbo de 143 cavalos de potência e 20,8 kgfm de torque, que pode ser combinado a um câmbio manual de 6 marchas ou a uma automatizada de dupla embreagem de 7 marchas.

No mercado chinês, o Bestune T77 custará, em conversão direta, entre R$ 52,4 mil e R$ 81 mil.

Xiaomi segue Apple e Google?

Famosa pelos celulares baratos, que atraem inclusive compradores no Brasil, a Xiaomi é uma das maiores empresas da China, avaliada em mais de US$ 283 bilhões.

Embora seja uma fabricante conhecida pelos celulares, fabrica também uma série de dispositivos, de guarda-chuvas a patinetes elétricos e gadgets para a casa. Por isso, atualmente, é mais parecida com fabricantes como Samsung e Apple, mas quer ter um modelo de negócio como o do Google, como fornecedora de serviços digitais.

Para isso, a Xiaomi já até anunciou que limita o lucro das vendas de celulares a uma margem pequena, de 5%. Com isso, a empresa consegue estabelecer preços competitivos: vende celulares muito baratos e aumenta o número de usuários que consomem seu sistema operacional, seus aplicativos e outros serviços que já vêm nos aparelhos.

Como o lucro do mercado de serviços digitais é maior que o da venda de aparelhos, a Xiaomi quer muita gente consumindo seus produtos para ter uma base de usuários grande, que irão consumir também os serviços da empresa.

Com os carros não é diferente: para a Xiaomi é interessante ter seu sistema em um carro e ter cada vez mais pessoas usando os serviços da empresa.

Fonte: G1

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