Novidades

12 ABR

Fusca, Escort e Maverick: relíquias do Museu do Automobilismo Brasileiro

Nos monopostos, carros de Rubens Barrichello (11) e de Christian Fittipaldi (1) (Luiz Alberto Pandini/Quatro Rodas)

Passo Fundo (RS), a 289 km de Porto Alegre, tem forte ligação com o automobilismo desde os anos 40. Teve um circuito urbano, dois autódromos e, até hoje, pilotos locais que vencem corridas e campeonatos em todo o Brasil.

O empresário e ex-piloto Paulo Trevisan passou a vida nesse ambiente. De sua paixão pelo esporte, surgiu o seu Museu do Automobilismo Brasileiro, único de porte no país dedicado só a modelos de competição, com 130 unidades.

Trevisan começou a guardar seus carros em 1986: um Gordini que pilotou em pistas de terra, um Berta de F2 e um Muffatão. Hoje, o modelo mais antigo é o Ford T biposto da Mecânica Nacional, de 1925.

Paulo Trevisan: restauração e preservação da memória (Luiz Alberto Pandini/Quatro Rodas)

Os mais recentes são o Maserati 4200GT, o Dallara de F3 e protótipos AS Vectra e Tango, todos dos anos 2000.

O museu possui também uma gigantesca documentação (fotos, filmes e publicações). A sede atual, com cinco pavimentos, foi concebida para essa finalidade e inaugurada em 2015.

Restaurar carros de corrida é tarefa à qual Trevisan se entrega com amor. “Eles são modificados ao longo de sua vida útil e depois servem de doadores de componentes. Raros ficam completos”, explica.

Quase sempre, é nesse ponto que ele os resgata.

Sem restrições: do Fusca de rali ao carro de recorde Carcará, o museu tem lugar para qualquer tipo de carro de corrida (Luiz Alberto Pandini/Quatro Rodas)

Quando não há certeza sobre quem correu no carro ou a quem pertenceu, é restaurado como tributo. O objetivo é deixá-los em condições para apresentações e até andar em autódromos.

Trevisan prioriza modelos originais. Abriu exceção para dois veículos desaparecidos: o Carcará (primeiro recordista brasileiro de velocidade homologado pela FIA, em 1966: 213 km/h) e o monoposto Landi-Bianco de Fórmula Júnior, ambos com mecânica DKW.

Maverick Divisão 3, de Luiz Pereira Bueno (Luiz Alberto Pandini/Quatro Rodas)

Toni Bianco, construtor de ambos na época, recriou só para o museu o Carcará II e o Landi-Bianco chassi 6 (nos anos 60, foram cinco).

O carrozziere Bianco restaurou o Maserati 4CM 1938, que, junto com o Maserati 4CLT, vencedor da inauguração do autódromo de Silverstone em 1948, são o que Trevisan chama de “cerejas do bolo” do museu.

Protótipo Casari, de 1970: como muitos outros, minuciosamente restaurado (Luiz Alberto Pandini/Quatro Rodas)

Dois Maverick, um Divisão 3 preparado por Oreste Berta para a equipe Hollywood e um de arrancada do piloto Luís Fernando Baptista, também estão entre seus preferidos.

O Museu do Automobilismo Brasileiro não é aberto ao público. Visitas? Só agendadas previamente, de preferência com pessoas que conhecem e vivenciam o esporte a motor. Afinal, a prioridade é salvar a memória do automobilismo nacional.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 JAN

É possível colocar saída de ar no banco traseiro do VW Polo MPI e MSI?

A saída do ar-condicionado só está disponível no Polo equipado com motor turbo (Christian Castanho/Quatro Rodas)É possível instalar saída de ar na traseira em carros que não oferecem, como nas versões mais baratas do Polo?- Wagner José Aragão, Castanhal (PR)Possível é, mas não é recomendável. O Polo oferece esse recurso nas versões TSI.“A eventual adaptação dessa saída nos modelos que não trazem o recurso é tecnicamente possível. Mas trata-se de uma operação... Leia mais
02 JAN

Placas do Mercosul e multa para ciclista: veja o que muda na lei de trânsito em 2019

As leis de trânsito passam por constante mudança no Brasil nos últimos anos e, para 2019, estão previstas novidades que não atingirão somente os carros e motos, mas também ciclistas e pedestres. Documentos digitais devem ficar cada vez mais comuns e um fim para a “novela” de implantação das novas placas de padrão Mercosul parece estar definido. IPVA 2019: guia por estado e no DFSeguro DPVAT 2019 tem redução média de 63,3% Para as motocicletas, está prevista a... Leia mais
01 JAN

Clássicos: como Chevrolet Corvette Stingray se tornou ícone de desempenho

Os faróis escamoteáveis foram adotados de 1963 a 2004 (Christian Castanho/Quatro Rodas)Não há um fã de carros que não conheça o Chevrolet Corvette, que nasceu em 1953 como um pacato conversível inspirado em esportivos europeus.Denominada Stingray (arraia, em inglês), a segunda geração surgiu em 1963 para consolidar a reputação de alto desempenho e estabelecer os conceitos técnicos e de estilo mantidos até hoje.Sua história começa com o Corvette SS de 1957, desenvolvido pelo... Leia mais
01 JAN

Ducati fabricou carros e até motor Ferrari antes de entrar no grupo VW

Protótipo DU 4 tinha chassi tubular e motor de 250 cc (Ducati/Divulgação)Antes de ser comprada pela Audi, do Grupo VW, em 2012, a tradicional fabricante italiana de motocicletas Ducati teve diversos momentos como construtora de automóveis.Fundada em 1926, na cidade de Borgo Panigale, subsdistrito de Bolonha, na Itália, começou suas atividades fabricando rádios. Seu nome de batismo era Socieatà Scientifica Radio Brevetti Ducati.A produção de motocicletas começou logo depois do final... Leia mais
31 DEZ

Estamos vivendo um período de apostas

Estamos em meio a um furacão de mudanças, 2019 será um ano de indicadores para as montadoras, todas estão em volta da mesa de apostas, ninguém sabe muito bem se os carros serão híbridos, com ou sem hidrogênio, ou puramente elétricos. Algumas tecnologias estão se desenvolvendo, como a retirada de hidrogênio do etanol, sempre buscando eficiência, operacionalidade e sustentabilidade, todas dizem ser a solução, porem a maioria das grandes marcas estão diversificando seus... Leia mais
31 DEZ

Subaru Forester STI: conceito de “SUV esportivo híbrido” surgirá em Tóquio

Versão esportiva chega a Tóquio como conceito (Divulgação/Subaru)A Subaru vai apresentar um conceito de alto desempenho de seu SUV mais popular: o Forester STI. O modelo será um dos destaques da marca no Tokyo Auto Salon (que não é o Salão de Tóquio oficial, realizado a cada dois anos entre os meses de outubro e novembro), a partir de 11 de janeiro.Entre as diferenças para a versão comum estão pintura cinza exclusiva, rodas de alumínio aro 19, grade com padrão colmeia que... Leia mais