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11 ABR

Carlos Ghosn sofre de insuficiência renal, diz agência

Carlos Ghosn está sofrendo de insuficiência renal crônica, de acordo com informações reveladas pela agência Reuters nesta quinta-feira (11). A agência teve acesso a documentos da defesa do ex-presidente da Nissan, que mostram que o tratamento foi interrompido com a nova prisão do brasileiro.

De acordo com os advogados, o ex-executivo teve os rins afetados devido a um tratamento para colesterol alto. Além disso, a defesa classificou a nova detenção como "ilegal" e alega que foi planejada para interromper a preparação da defesa, além de forçar uma confissão. Os promotores de Tóquio se recusaram a comentar o caso.

Preso novamente

Os promotores prenderam Ghosn na quinta-feira passada, em sua residência em Tóquio, onde ele estava hospedado desde a sua libertação, sob fiança, o levando de volta ao centro de detenção onde ele passou mais de 100 dias.

Autoridades prenderam Ghosn por suspeita de enriquecimento a um custo de US$ 5 milhões para a Nissan, já tendo sido acusado de má conduta financeira.

Antes da última detenção, Ghosn - que já foi um dos maiores executivos do setor automotivo do mundo por seu resgate da Nissan à beira da falência há duas décadas - negou todas as acusações contra ele e disse que foi vítima de um golpe na diretoria.

Problemas de saúde

Ghosn tem colesterol alto e, como resultado do tratamento, sofre de insuficiência renal crônica e rabdomiólise, disse a defesa. A rabdomiólise é uma síndrome em que as fibras musculares liberam seu conteúdo na corrente sanguínea.

Interromper seu tratamento pela "conveniência da investigação da promotoria" foi "desumano", disse a defesa.

Os documentos também incluem um relato da mulher de Ghosn, Carole, que disse que os promotores a impediram de entrar em contato com seu advogado na manhã da prisão do marido.

Ela disse que foi repetidamente submetida a exames corporais, forçada a manter a porta do banheiro aberta ao usá-lo, e que uma investigadora estava presente no banheiro quando se despiu para tomar um banho.

"Eu senti que eles estavam me humilhando e me coagindo com essas ações desumanas", disse Carole Ghosn em seu relato, de 4 de abril, o dia da nova prisão de seu marido.

Fonte: G1

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