Novidades

10 ABR

Qualquer um pode deixar seu carro bicolor. Conheça as opções e preços

Lado a lado um Renault Captur com pintura bitom de fábrica e um Kwid semi-envelopado (Reprodução/Facebook/Renault Kwid - Brasil/Internet)

Modinha ou não, fabricantes, concessionárias e empresas independentes viram na atual tendência de ter o teto do carro de outra cor um ótimo filão. Muitos carros já saem de fábrica no padrão bicolor.

Para quem não quer ficar preso às opções da montadora ou buscar soluções mais baratas, as autorizadas ou lojas especializadas oferecem o serviço, tanto de pintura como de envelopamento.

Só que é preciso ficar atento a vários aspectos para deixar o automóvel estiloso sem afetar a pintura original – e a garantia.

Pintar o teto em outro padrão, além de caro, não é um serviço tão simples como parece.

“Material de baixa qualidade ou mão de obra não especializada podem danificar a pintura original e, em caso extremo, exigir que o cliente tenha que pintar o teto inteiro de um carro recém-adquirido.

Isso prejudica a negociação futura do veículo, levando possíveis compradores a desconfiar do motivo da pintura do teto”, adverte Julio Fiorin, diretor comercial da Suzuki Veículos.

Suzuki Vitara é um dos modelos que mais oferecem combinações diferentes de cores contrastantes de fábrica (Renato Pizzutto/Quatro Rodas)

A economia é significativa quando se recorre a oficinas independentes. Além disso, elas têm mais opções de cores.

Nas empresas especializadas em pintura de São Paulo e Rio, o serviço custa, em média, de R$ 800 a R$ 1.200. Para acabamento de outro tom também para colunas e spoiler, o custo pode aumentar em até 30%.

O padrão de fábrica é mais caro. O preto brilhante ou grafite fosco do Suzuki Vitara, por exemplo, sai por mais R$ 1.350.

O Nissan Kicks com pintura bicolor de fábrica custa R$ 1.550 adicionais. No Kia Soul, a bossa tem preço de R$ 2.200. O Citroën C4 Cactus até tem teto branco de série por R$ 1.000, mas há combinações mais bacanas por valores que vão de R$ 2.400 a R$ 2.800.

Entre elas, a famosa azul com branco nos retrovisores, molduras dos faróis de neblina e em um dos Airbumps (acabamentos nas portas).

C4 Cactus cobra até R$ 2.800 por uma pintura “diferentona” (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Carro não pode ser pintado à luz do dia e em espaço aberto. Portanto, observe se a loja tem cabine de pintura, devidamente fechada e isolada.

São ambientes pressurizados, que fazem a troca de ar por meio de exaustores para evitar que impurezas sejam impregnadas na tinta nova.

“É importantíssimo que a pintura seja realizada em cabine, pois garante que o local não terá nenhuma contaminação”, explica Estelane Alves Sérgio, 53 anos, sócia do Ateliê do Automóvel, empresa carioca especializada em pintura automotiva.

Pintura de carro não é que nem pintar a parede de casa. É preciso remover a tinta que está lá com lixas próprias para uso em carrocerias de carros. Isso vai garantir a aderência da tinta que será aplicada. Depois da primeira lixa, qualquer imperfeição percebida no teto deve ser reparada.

É fundamental uma superfície sem mossas ou amassados para aplicação do primer, que é a base (também chamada de pintura de fundo). O veículo segue para uma sequência de lixas especiais, para que não surja nenhuma imperfeição após a pintura.

Depois, vem o tira-pó, espécie de gaze com material colante que elimina resíduos e gorduras da lataria. Só depois desse processo é que o veículo vai para a cabine de pintura.

Para aplicar dois tons de fábrica num carro, é preciso fazer carroceria passar duas vezes pela linha de pintura (Divulgação/Nissan)

A cabine trabalha com níveis de pressão distintos para cada tipo de tinta (metálica, lisa ou perolizada).

Após sua aplicação, vem o verniz – fosco, se for o caso –, que assegura proteção e brilho. Na vistoria final, caso haja alguma imperfeição, pode ser utilizada mais uma lixa.

“No teto, caso o trabalho não seja feito da maneira correta, há risco de oxidação da carroceria ou manchas na pintura”, alerta Dercyde Gomes, diretor de pós-vendas e serviços da Peugeot e Citroën.

Recomendação importante é verificar se a empresa possui laboratório próprio, ou seja, um equipamento capaz de reproduzir diferentes matizes de cores. Inclusive, seguir a cor original de fábrica.

A pintura do teto está longe de ser um trabalho expresso. Os processos de preparo e pintura são pontuados por diversos intervalos e consomem, em média, três dias.

Mas ainda há a secagem, que pode durar de 15 a 25 dias, conforme o modelo do carro, a área pintada e as condições climáticas. As garantias variam entre os estabelecimentos de um a dois anos.

JAC T40 vem de série com teto envelopado, e não pintado de preto (Divulgação/JAC)

Cobrir o teto com adesivo automotivo é a opção mais rápida para quem quer deixar o carro bicolor. Concessionárias oferecem o serviço como acessório, o que assegura a garantia de fábrica em boa parte das marcas.

Já as lojas especializadas se multiplicaram nos últimos anos, mas orçamentos muito baratos, locais sem infraestrutrura e mão de obra não qualificada podem ser ciladas.

Por isso as montadoras advertem que serviços feitos fora das concessionárias (pintura ou envelopamento) podem comprometer a garantia parcial do veículo, ligada à carroceria.

O envelopamento deve ser feito em estabelecimento, de preferência, que só faça esse serviço, com ambiente fechado e iluminado e materiais específicos.

“Não se deve fazer na garagem de casa, porque não é um local limpo, não tem iluminação adequada, está exposto a poeira e vento. Isso enche o adesivo de contaminação”, diz Maison Liander, 37 anos, sócio da Second Skin, empresa paulista especializada em envelopamento.

Estão envelopando o teto até do líder Chevrolet Onix (Reprodução/Facebook/Chevrolet Onix/Internet)

Dê preferência a materiais de fabricantes como 3M, Avery, Hexis e Oracal. Os importados são mais caros, contudo garantem melhor acabamento e maior durabilidade.

Isso porque o adesivo é mais maleável e tem baixa retração – principalmente os classificados como premium –, ou seja, não encolhe ou enruga facilmente durante a aplicação.

Além disso, usa cola à base de solvente, mais resistente à exposição ao sol e à chuva, e que deixa poucos resíduos na retirada.

Há lojas que nem sequer utilizam produtos nacionais por causa da baixa vida útil, já que sua cola é à base de água, com um alto nível de encolhimento.

Em média, as premium podem durar até sete anos, enquanto as chamadas intermediárias têm validade entre quatro e cinco anos. Já as empresas costumam oferecer de dois a três anos de garantia para descolamento e desbotamento.

A aplicação do adesivo no teto leva entre 1h30min e 2h. Mas se incluir colunas e spoiler/aerofólio, o tempo médio fica entre 5h e 7h. Mas é importante saber que não se pode adesivar teto de carro repintado.

A retirada do envelopamento em pinturas não originais pode danificar a superfície e até “puxar” pedaços da tinta e do verniz.

É preciso esperar pelo menos 72 horas para lavar o carro. Depois, a recomendação é limpar o veículo uma vez por semana, sempre com produtos neutros.

MODELO

ENVELOPADO  EM
LOJAS INDEPENDENTES

Caoa Chery Tiggo 2

De R$ 450 a R$ 600

Chevrolet Onix

De R$ 400 a R$ 600 (versão Advantage)

Citroën C4 Cactus*

Fiat Argo

JAC T40

De R$ 400 a R$ 550

De R$ 500 a R$ 700

De R$ 450 a R$ 650

De R$ 900 a R$ 1.100

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

13 DEZ
Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Épocas distintas, mesma cor: Actros Série Especial (esq.) foi inspirado no L-1111 (Giovana Rampini/Quatro Rodas) O L-1111 é mais do que um simples caminhão. Lançado no Brasil em 1964, ele ajudou a construir a imagem da Mercedes-Benz por aqui – a empresa havia se estabelecido no país em 1956. Em seis anos de produção, a marca vendeu 39 mil unidades. Sua importância é tamanha que a Mercedes lançou até uma série especial do... Leia mais
13 DEZ
Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Motor 2.0 turbodiesel tem 170 cv e 35,7 mkgf de torque máximo (Christian Castanho/Quatro Rodas) O que acontece se eu abastecer um veículo a diesel moderno com S-500? E se colocar um S-10 num motor antigo? – Bruno Caputo, Londrina (PR) Colocar o diesel S-10 (sigla que indica 10 partes de enxofre por milhão) em um motor antigo não tem problemas – e nem vantagens. “Um propulsor de concepção mais velha não consegue aproveitar as... Leia mais
13 DEZ
Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Custo da preparação mecânica na RS6 Avant é de R$ 59.900 (Strasse/Divulgação) Depois de três anos no mercado brasileiro, a Oettinger passa a oferecer veículos Audi no país. Assim como ocorre com a Volkswagen, as operações ficarão a cargo da Strasse, importadora especializada na representação de preparadoras europeias. Dos seis modelos disponíveis inicialmente para encomenda, quatro são da linha RS. Após passar pelas mãos da... Leia mais
12 DEZ
Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

O RS era um 911 melhorado em peso, motor e aerodinâmica (Christian Castanho/Quatro Rodas) A primeira metade dos anos 70 foi turbulenta para a Porsche. O 917 estava com os dias contados após a FIA declarar que ele estaria fora do regulamento do Grupo 5 a partir de 1973. A situação se agravou após a Volks anunciar que seus futuros modelos teriam tração dianteira e refrigeração líquida da Audi, fragilizando a relação entre os dois... Leia mais
12 DEZ
Câmara aprova faixa exclusiva para motos

Câmara aprova faixa exclusiva para motos

De acordo com o projeto, o fluxo entre os veículos só poderá acontecer se cumprir certas regras (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Já é rotina o congestionamento para quem vive em grandes cidades. Mais rotineiro ainda são as filas de motocicletas que se formam entre os automóveis. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) considera infração grave, punida com multa, ultrapassar outros veículos que estejam parados em... Leia mais
12 DEZ
À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

O Tempra foi um dos sedãs de maior sucesso da história da Fiat (Arquivo/Quatro Rodas) A Fiat construiu sua imagem no Brasil apostando em carros populares. Só que a empresa não investiu apenas em compactos. Em mais de quatro décadas, a marca também se aventurou no segmento de sedãs. Alguns foram bem sucedidos, como o Tempra. Outros, nem tanto – o Linea é um bom exemplo. Tanto é que o três-volumes sumiu misteriosamente do... Leia mais