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09 ABR

Em vídeo, Carlos Ghosn afirma que é inocente e acusa diretores da Nissan de traição

Carlos Ghosn, ex-presidente da aliança Renault-Nissan, repetiu que é inocente em um vídeo de 7 minutos divulgado nesta terça-feira (9) e gravado antes de sua nova detenção, que aconteceu na última quinta-feira (4), ao mesmo tempo que acusou os diretores da Nissan de "traição".

O principal advogado do executivo, Junichiro Hironaka, anunciou que apresentará na quarta-feira (10) um recurso à Suprema Corte para solicitar a libertação de seu cliente.

"Não é uma história de ganância, de ditadura de um homem. É uma história de complô, de conspiração, traição", declarou Ghosn no vídeo, que foi postado em sua conta em uma rede social e também divulgado por sua equipe jurídica.

Os nomes dos diretores citados por Ghosn foram cortados da edição, a pedido de seus advogados.

"Sou inocente, esta é minha primeira mensagem. Não é algo novo, eu já afirmei: sou inocente de todas as acusações", insistiu no início da gravação, divulgada durante uma entrevista coletiva de seu advogado.

"Havia medo de que na próxima etapa da aliança a autonomia da Nissan seria ameaçada", disse, antes de recordar que sempre foi um "ferrenho defensor da autonomia".

Ghosn enfrenta no Japão três acusações fundamentais: as duas primeiras se referem ao alegado desvio de quase US$ 80 milhões e às manobras para esconder os recursos dos próprios acionistas.

A terceira acusação diz respeito à tentativa de transferir para a Nissan dívidas pessoais.

O empresário, detido em novembro, foi libertado após o pagamento de fiança, mas na semana passada foi novamente detido.

Os promotores japoneses acreditam que Ghosn desviou recursos da Nissan que totalizam US$ 15 milhões entre o fim de 2015 e meados de de 2018, e que utilizou quase cinco milhões em benefício próprio.

'Dizer a verdade'

Ghosn usou o Twitter pela primeira vez depois de ter deixado a prisão. Ele usou uma conta criada por seus porta-vozes para anunciar na semana passada o plano de fazer uma coletiva de imprensa em 11 de abril.

"Estamos nos preparando para dizer a verdade sobre o que está acontecendo. Coletiva de imprensa na quinta-feira, em 11 de abril", tuitou em inglês e japonês.

Fonte: G1

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